Segunda-feira, Julho 27, 2009
Falando de noite
Daí que hoje, os melhores lugares para curtir a noite são as pré-baladas. Que são clubes para reunir os amigos ou paquerar antes de se jogar na noite. Por aqui o movimento confirmou com a abertura de uma série de casas novas.
As vantagens das casas pré balada são muitas. Você chega cedo e sai cedo, aproveitando (se quiser) o dia seguinte. Para quem odeia perder o final de semana dormindo é uma ótima saída (com o perdão do trocadilho).
Outra. Por ser cedo, as pessoas estão mais arrumadas e menos loucas. Confesso que ando com abuso de gente passada. Sim, tô cuspindo no prato e daí? Me deixa aproveitar a fase (que a gente sabe que é passageira).
Mas existem desvantagens. A logística para conseguir sair cedo é complicada. As casas enchem rápido e dependendo do lugar, barram a entrada. De contraponto, esvaziam quando você está pegando o ritmo.
Sei que com este frio a vontade de ficar em casa grita. Mas sair ainda é o melhor jeito de desanuviar, conhecer gente e quem sabe, arrumar um cobertor para aquecer o seu pé... Entre outras coisas mais.
[ps: outrora, indicaria os clubes aqui, mas cada pessoa gosta de uma coisa. Além do quê, certeza de que querendo você acha o caminho da roça].
[foto: reprodução]
Sexta-feira, Julho 24, 2009
Cativeragem
Sabe a última em matéria de relacionamento? Cativerar. Explico. A cativeragem rola quando você gosta de alguém e faz ela ficar totally dependente de você. Ou seja, põe ela num cativeiro (do amor, mas ainda cativeiro).
Existem vários tipos de cativeragem. Você pode tornar alguém dependente financeiramente. O que não é para todo mundo, já que o mar não está para peixe. Mesmo assim, o que não falta é relacionamento de facilidades por aí.
Você também pode fazer ela ficar dependente da sua experiência. Que só funciona para pessoas (beeem) mais novas que você. E que ainda não tem tarimba para perceber que sua conversa fiada está longe de ser sabedoria.
E existe a cativeragem emocional. Que é quando você faz a dramática suicida passional, prendendo a pessoa em um relacionamento falido e egoísta. Na real, cativerar alguém nunca é saudável.
Independente da solidez da muralha que você construiu, um dia a pessoa presa cai em si e pula fora dessa arapuca. É nessa hora você vai realizar que, no fundo, no fundo, o prisioneiro da história sempre foi você.
[Foto: reprodução]
Quarta-feira, Julho 22, 2009
A pessoa que gosta de olhar
A pessoa que gosta de olhar sou eu (sic). Um prazer que só fez aumentar nesta última trip. Nem me refiro a museus, monumentos e afins. Estes são lugares mágicos e vão estar sempre lá.
Falo de gente mesmo. Às vezes saía para visitar um lugar turístico e sentava numa praça, pedia uma cerveja e ficava hoooras vendo o povo passar. Perdi o Louvre de graça (que ia até as oito) por causa disso.
Na Europa, dois fundamentos facilitam esse comportamental. Primeiro, lá se paga a conta na hora. O cara te traz seu pedido e a conta, juntos. Que você acerta na hora, daí pode levantar e ir embora depois, quando bem entender.
O outro, é a valorização do footing. Todos os cafés (da França, por exemplo) têm os bancos virados para a rua. Você jamais senta de frente de um amigo, mas sim ao lado, para ver as pessoas na rua. Não é incrível?
A meu ver, observar gente é o jeito mais bacana de se aprender sobre um lugar. Curioso mesmo foi perceber que, independente do caminho que a gente trilha, o encanto da descoberta está nas pessoas que a gente cruza.
[Foto: arquivo pessoal / Barcelona]
Terça-feira, Julho 14, 2009
O passo
Toda decisão tem seu prelúdio. Aquele passo, aparentemente inofensivo, que você sabe que se der não tem como voltar atrás.
Às vezes ele (o passo) parece ser um nada: um oi, um olhar, um bilhete Lufthansa (adoro). Mas, passo dado, ele desencadeia uma série de acontecimentos que você, inconscientemente ou não, já sabe onde vai dar.
Tem gente que pensa bastante antes de dar este passo. Pensa, pensa, pensa. E às vezes, chega a conclusão de que é melhor não dar. Covardia? Colega, fazer a louca é fácil. Esses sim são os corajosos.
Outros (seres de água) simplesmente se jogam. Fazem primeiro e pensam depois, no umbigo do furação. Errados eles? Jamais. Sem eles o mundo não teria movimento, alegria, decisão.
Não existe certo ou errado. Existem escolhas e consequências. E existe o medo de pensar que uma decisão fugaz pode mudar toda nossa vida.... Justamente o que faz do amanhã, algo incrivelmente sedutor.
[img: arquivo pessoal / Maresias SP]
Terça-feira, Julho 07, 2009
Dans Paris
Paris é um universo. Uma cidade enorme que tem dentro de si todos os mundos, do mundo todo. Muito difícil falar de um lugar, um momento, mas rola falar de alguns:
. No primeiro dia fui ver Velvet Green no Rex, o clube onde Laurent Garnier é residente. Três coisas me impressionaram: o som, o preço da bebida e o fedor dos franceses. Sim, eles (ok, alguns) fedem mesmo.
. La Pride. Boulevard Saint Germain tomado, 34 graus, começa a tocar Beat it (2 dias depois da morte do Micheal). A multidão delirou e eu (com algumas taças de tinto na cabeça) senti que presenciava algo único e especial.
. Uma manhã no Sena, surtamos de tanto turista no barco, mandamos o cara parar e pulamos. De repente, uau, sem perceber descemos ao lado da Notre Dame, que prontamente visitamos (após uma boa taça de vinho, bien sur).
. Champs Elysee, fim de tarde. Com a amiga se acabando na Sephora, sentei no bar George V, em frente a majestosa Louis Vuitton, pedi um verre du vin e deixei a vida passar, tentando me convencer de que merecia estar ali. Quase consegui.
[ps: Paris merece mais que uma semana. Mas valeu cada centavo, minuto e perrengue com meu francês ruim. E obrigado ao meu querido Clóvis, que conheci através deste blog e que fez – docemente - a diferença]
[foto: Centro Pompidou – Arquivo pessoal
Sexta-feira, Julho 03, 2009
La Playa
Barcelona é única. Talvez a grande cidade européia com praia. Sendo tão linda, segura e festiva, gente do mundo inteiro se joga para cá para curtir o verão, transformando a cidade num pólo jovem e multicultural.
Chegar em Barceloneta (a primeira praia) é uma experiência antropológica. Sem camiseta, havaianas na mão e uns bons óculos escuros, fiz um reconhecimento pela areia, olhando tudo clínica e discretamente, claro.
De cara, chama a atenção os diferentes grupos, de todas as etnias e estilos, e se ouve todas as línguas. As garotas (as que podem e não podem) fazem topless e a regra dos meninos ao sol é usar o que quiser. Mesmo.
Deitado na areia vi um grupo árabes jovens e bonitos, cada um com uma sacola Lacoste na mão. Sacaram juntos de dentro uma toalha com o jacaré enorme e deitaram ao mesmo tempo. Isso é Barceloneta.
Seguindo o calçadão temos as outras três praias: Bogatell, Nova Icária e Marbella. Marbella é a praia gay, logo a mais hype e divertida. Do seu lado direito traça-se uma linha invisível e ficam os peladões. E nem confiança.
Madri é linda e Paris um país. Mas Barcelona como disse, é única. Foi quando depois de duas sangrias geladas, rindo sozinho e vendo meu ultimo por do sol, entendi a good trip. E realizei que nunca mais seria o mesmo.
[Foto: Praia de Barceloneta / arquivo pessoal]