Sexta-feira, Abril 24, 2009
Xucro
Jantar fora? Levar flores? Colega, você precisa é de um homem xucro para te pegar no colo, te deitar no solo e te fazer mulher (isso vale para os meninos que curtem a fruta). Aprenda a identificar o seu:
. Praticidade: o homem xucro não usa creminho ou produto que custe mais de 10 reais. De obrigatório, escova de dentes e desodorante. O importante é não feder.
. Pegada: tai uma coisa que o xucro tem. Caso ele se empolgue e pese a mão, o perigo não é você se machucar, mas se apaixonar.
. Zero frescura: homem xucro desconhece carão e mensagens dúbias. Se você faz cu doce até para ir na esquina, saiba que não existe xucro diabético.
. Um Q beatnik: nem todo xucro é ignorante. Alguns leem Keruac e curtem arte. Em casos extremos, dá até para sair em público (não com os seus amigos, claro).
. A vida como ela é: homem xucro não tem vergonha do corpo, nem do dele nem do seu. Se prepare para muito bunda-lê-lê pelo apê (até rimou).
Como diria o Erasmo (e depois Marina), você precisa é de um homem pra chamar de seu, mesmo que este homem seja eu.
[img: reprodução]
Quinta-feira, Abril 23, 2009
Sendo homem, que Deus me livre de...
Mais uma coluna Deus Que Me Livre De [...] Nesta edição o tema são as coisas que os homens fazem só porque são homens. Então de olho na telinha. Sendo Homem, que Deus e Todos os Santos da Bahia me Livrem de:
. Cuspir no vaso ao fazer xixi. E não lavar a mão depois (uns 5 no trabalho fazem isso. Nojo).
. Num encontro, ter que pagar a conta mesmo se não for comer... A sobremesa.
. Engordar como uma morsa e achar que o Brasil te quer viçoso.
. Falar quem nem um motoboy com Alzheymer pra parecer mano.
. Ficar bêbado no Itaim e terminar caindo na piscina no Unique (sim, já vi)
. Segurar a bolsa da namorada na balada (se dá ao respeito mané).
. Dar aquela descoloridinha no cabelo e acreditar que uma coisas dessas parece natural.
. Não ter coragem de sair de casa sozinho para pegar um cinema, ir no parque, etc.
. Beber todo dia ao chegar em casa...
... Bom, este último, acho que dá para aceitar. Não?
[foto: reprodução]
Quarta-feira, Abril 15, 2009
No pain no gain
Tá, gostar de dor não é algo muito saudável. Mas não tem um só surtadinho de academia que não curta uma dorzinha pós ginástica. É tipo um selo de qualidade, se não doeu, não valeu.
E enquanto gente normal se orgulha de reciclar lixo, de salvar cachorro abandonado, ou gastar menos água, os surtadinhos se orgulham da dor no peitoral. E nem confiança.
Que fique claro, dorzinha não significa tchutchuquice. Não é porque dói que você vai virar da noite pro dia a última (e sarada) cereja do bolo. A barriguinha continua lá, porém dolorida. Lama.
O importante é que se a gente tem dorzinha, é porque vai na academia. E só o fato de sair de casa para levantar peso, ao invés de se jogar no sofá e levantar garfo, dá outro up na moral.
A euforia só passa quando você acorda moído.com.br, sentindo dor até onde o sol não bate e se vê obrigado a mandar para dentro dois Dorflex’s. E lembra do mantra da personal psicótica que diz, tá doendo hoje? Espera amanhã.
[foto: reprodução]
Quinta-feira, Abril 09, 2009
Dias de outono
Dias de luz. Festa de sol. E o carrinho a deslizar... Você ouve a bossa enquanto margeia o Parque do Ibirapuera. O vento entra pelo teto solar, nem quente, tampouco frio.
Há algo diferente no ar. Sim, os dias estão mais bonitos. É a incidência do sol de outono, explica o amigo fotografo. Por isso que essa é a melhor época para filmar, para fotografar, completa, com olhar clínico.
Em dias de outono é fácil brincar de filme. Basta uma boa trilha no ipod, ou no som do carro e pronto. A vida imita a arte, tendo o melhor dos protagonistas. Você.
No parque, as luzes vazam a copa formando deseninhos na grama. E você realiza o poder dos dias de outono, que conseguem fazer até o maior dos insensiveis (do tipo que não chora vendo as Pontes de Madison) ver poesia no ar.
Mas o tempo urge. Sempre ele. Uma hora o dever chama, você religa o celular e avisa que vai atrasar. Enquanto da a volta do parque o carrinho vai, a tardinha cai, o carrinho vai...
[img: reprodução]
Terça-feira, Abril 07, 2009
O fundamento esperinha
O fundamento esperinha se dá quando alguém que você precisa falar (as vezes, porque ela mesma te chamou), deixa você num módulo esperinha enquanto resolve assuntos na sua frente.
E quando digo assuntos, não me refiro ao fim da guerra no mundo, a cura do câncer ou algo desse tipo. Mas sim, ela delegar o almoço no celular, ler um e-mail ou assistir um vídeo, jurando que o tempo dela é mais importante do que o seu.
E você? Fica ali parado, se perguntando porque não vira e vai embora. Ainda mais quando esse fulano é um ‘ninguém na noite’ e está apenas suprindo uma carência moral a suas custas. Haja Jaques Lacan.
Por mais inocente, acho esperinha um saco. Primeiro, porque odeio esperar. Segundo, porque não suporto gente que se acha mais do que é. Mas quando a gente trabalha em certos meios, se aprende rápido a tratar com egos.
Com ou sem esperinha, no final do dia você vai malhar, jantar com os amigos ou beijar na boca, enquanto os carentes morais vão espalhar por ai sua insegurança, mais e mais perto de um final que eles podem fazer esperar o tempo que for... Mas com certeza não será feliz.
[ps perdoem a esperinha entre um post e outro. Prometo voltar a frequência de sempre
[foto: reprodução]