Sexta-feira, Março 27, 2009


Sinceridade seletiva

Adular os outros é feio? É! Mas fazer coco não é bonito e todo mundo faz. Questão de necessidade.

Na real, o mundo tá cheio de gente que pode fazer da sua vida um paraíso, ou um inferno. E não é porque a gente adora um inferninho de vez em quando, que vai arrumar dor de cabeça por pouco resultado.

Sendo claro? A gerente pedante está dificultando a sua vida? O chefe dumb está atrapalhando a sua promoção? O colega do lado é uma pedra no sapato? Primeiro, descubra o calcanhar de aquiles da criança.

No geral, ler esse tipo de gente é batata. Um sobrenome, uma parte do corpo, a posição social. E depois? Elogie, valorize, engane... Use a cara de pau que eu sei que você tem.

Você vai ver como será fácil tirar ela do seu caminho. Pena que o mesmo não possa ser dito sobre o remorso. Afinal, você pode ser calculista mas não insensível.

Mas a vida não é feita de escolhas? Faça a sua. Existem coisas que a gente consegue conviver. Gente FDP no seu pé pode muito bem ser uma delas... Ou não.

[foto: reprodução]

escrito por MIM - 8:00 PM

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Quarta-feira, Março 25, 2009


Nova modéstia

Karl Lagerfeld criou o termo. E o mundo confirmou. A moda vive hoje a ‘nova modéstia’, um fundamento sentindo globalmente (e repicado nas passarelas), reflexo do crise mundial.

What it means? Contenção. Saber dizer não ao luxo exibicionista que, como anda divulgando a mídia especializada, se tornou mal visto. E cada vez mais desinteressante.

Era questão de tempo. Aqui pra nós, tem coisa mais cafona que ostentação desmedida? Porque a gente querer sair bem na fita (e na foto) é uma coisa, já esfregar grife e afins na cara dos outros, é outra.

E mais. Tem nego que pode ostentar a roupa mais cara que vai imprimir o brega a vida toda. Porque riko com K maiúsculo sabe que luxo, luxo mesmo, é gente educada e que sabe se portar. Coisa que American Express nenhum pode comprar.

[foto: reprodução]

escrito por MIM - 7:25 PM

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Quinta-feira, Março 19, 2009


Sonique

Sábado. Meia-noite. Bar Sonique, o point da vez na noite paulistana. Enquanto avisa a paquera (preocupada com a vizinhança do baixo Augusta) que o lugar tem valet, desiste de dar alguma decência no cabelo.

Assinado pelo escritório Triptyque e com ar de bunker modernista, o bar impressiona pelo design arrojadinho. Peruas, gays, playboys e uma fauna diversificada, circulam a vontade entre os lounges de sofás pretos e iluminação fria.

De repente uma bad trip. Perdi a carteira, realiza o amigo. Você, na terceira caipirinha, leva 5 minutos para agilizar o staff da casa (todo de American Apparel) que localiza o objeto em dez. Algo raríssimo, independente do clube.

A paquera rola solta. Numa ida ao banheiro um elogio. Você agradece informando está muito bem acompanhado, obrigado. O bar enche e o público muda gradativamente. Vocês decidem ir embora para outro lugar.

Mas essa parte você não pode contar. A noite também tem o seu fair play, tornando nossa memória mais fraca para certos casos e histórias, assim que o sol começa a raiar.

[up date: e não é que voltei lá nesse sábado de novo? E que estava muito bacana de novo?]

[foto: reprodução]


escrito por MIM - 7:04 PM

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Segunda-feira, Março 16, 2009


Beep beep

Ao reivindicar o direito de se fazer ouvir em um trânsito histérico por natureza, certos indivíduos transformam as ruas de São Paulo num verdadeiro desafio de tolerância auditiva. Semanalmente cruzo alguns deles.

O boy da Mooca - Seja pelo reflexo no cabelo ou pela música cafona, o que vale é chamar a atenção das gatinha (sic). Como nunca come ninguém, termina a noite xingando puta na rua Augusta com os amigos imbecis.

A motorista louca - Como a criatura conseguiu a carteira de motorista só Deus sabe. Hoje, passa a vida a buzinar, tirar tinta do pára-choque alheio e xingar gente que insiste em ultrapassar o sinal... Verde.

A barata da morte – já citei esse aqui. Ela cola em você e buzina loucamente. Você dá passagem e vruuum, é um Ka 1.0 jurando que é BMW. Também conhecida como síndrome do pau pequeno.

O tigrão da Harley – ele subiu na vida e hoje paga de gatão na Vila Olímpia. Onde? Numa moto com um aparelho que faz o exclusivo barulho da Harley-Davidson (sim, isso existe). Também conhecida como síndrome do pau mole.

O motoboy – viver na capital é conviver com suas buzinas irritantes e os estalos dos escapamentos. Não gosto de falar mal porque reconheço a vida sofrida e perigosa. Mas que poderia ser diferente, isso poderia.

[foto: reprodução]

escrito por MIM - 5:19 PM

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Quarta-feira, Março 11, 2009


Cercadinho

Na teoria, a área vip é um local reservado para isolar as very important people dos mortais. Na prática, é um cercadinho que serve de vitrine para quem quer ver e ser visto e que, de importante mesmo, só o barman com a bebida free.

Ser importante é algo subjetivo em se tratando da noite. Veja o gordinho playboy, pedante e pegajoso, desinteressante até para a própria mãe. Se torna very important após gastar uma pequena fortuna no clube.

Ou a social climber, que vive de migalhas do circuito hype da Rua Amaury. Se torna very important a partir do momento que atrai os machos endinheirados para a boate da moda.

Não há de se negar, áreas vips tem seu encanto. Seja por conta do frege em torno do who’s who, ou pelo tratamento diferenciado que poupa você de filas intermináveis, banheiros sujos e lotação excessiva.

No entanto, área vip é como aditivo de noite, tem que usar com moderação. Se por um lado oferece o conforto para uma noitada bapho, por outro te coloca lado a lado com um tipo de gente contagiosa, que sabe o preço de tudo e o valor de nada.

[foto: reprodução]

escrito por MIM - 12:46 PM

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Sexta-feira, Março 06, 2009


Sacolinha

Começou com a pasta carteiro. Um dia foi cool. Hoje, nada mais old season. Depois foi a mochila. Cabia tudo, até o notebook disfarçado. Mas diante do horror de visual adultescente (tipo I love all-star, sabe?) também não rolou.

Ainda teve a fase carro baú. Onde tudo ganhava fim no banco de trás, no porta-malas e no porta-luvas. A fase terminou quando desligaram a luz de casa, por causa da conta perdida dois meses embaixo do extintor.

Eis que um dia thum... Bateu o olho na sacolinha de papel no sofá. Não teve dúvidas, catou tudo, jogou dentro e se foi. No outro dia, também. No terceiro, idem. O tempo passou e você lá, fiel a sacolinha, mudando quando rasgava.

Numa bela manhã a colega de trabalho, num momento muito franca, sentenciou: querido, olha só, não importa se é Lacoste, Zegna ou Diesel, sacolinha de papel não! E pronto, lá se foi sua chance de organização para o espaço.

E hoje, enquanto procura as chaves perdidas, a carteira esquecida, o iPod sumido, reza para que um dia a moda também rogue pelos meninos, antes que o desespero te leve a re-editar uma pochete. Brincadeirinha.

[foto: reprodução]

escrito por MIM - 8:26 PM

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Terça-feira, Março 03, 2009


Nhac

Já dizia o ditado que não se pode querer ter o bolo e comer o bolo. Ou você come ou tem. Catou a metáfora? Porque é uma alegoria da vida nesse instante, o embate entre o pessoal e o profissional.

Você nunca trabalhou tanto, nunca viu tanta coisa bacana sair, mas tempo pra beijar na boca, pegar um cinema, jantar no Ritz com os amigos, tomar cerveja em bar pé-sujo da Vila Madalena (adoro)... Não tem.

E quando vê, tá achando supernormal aproveitar o final de semana pela metade, já que sábado e domingo tem que correr pra agência com o sol ainda a pino. E sair de lá com a rua tipo Silent Hill.

Daí pra uma mini-deprê-reflexiva é um pulo. Afinal, de que adianta o novo jeep bapho se não sobra um tempo pra pagar de gatinho por aí? Ou, pior, a paquera de marquinha de sol e você sem tempo para toda aquela luxuria?

Mas como deprê não é sua praia, da mesma forma que vem ela vai. Até porque, num minuto de reflexão você realiza que pode não ter o bolo agora, mas quem disse que não pode guardar praa comer depois?

upd date: quer ver o que ando aprontando? A campanha inteira estréia hoje no Jornal Nacional.

[foto: reprodução]


escrito por MIM - 6:00 PM

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Jovem, educado, bonito e rodado...
mas quem não é?

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