Sexta-feira, Outubro 31, 2008
Raspadinho
Não sei se tem ver com a proximidade do verão, mas o que tenho visto de cabeça raspada por aí, não ta escrito. Mas é raspada raspada, mesmo.
Realizei então para as vantagens. Primeiro que você acorda pronto. Não precisa brigar com cera, gel e afins. Depois, que gasta menos com produtos. Eu mesmo nunca fui adepto do shampoo fortuna.
Só que existem desvantagens. A começar que, para se ter cabelo raspado, tem que segurar no rostinho. Natural, tendo em vista que sem o cabelo o foco vai todo pra cara, um item que não se compra em qualquer Apple Store.
Daí, já viu. Você chega na festinha conceito (na boate sem nome, o novo supra sumo do hype da capital) e tem a impressão que está num campo de concentração mutante.
E nem adianta me dizer que gosto é que nem cu e cada um tem o seu, porque bom senso é que nem pinto e todo mundo acha que tem o seu enorme. Vai cortar o cabelo? Se joga no look que acrescenta. Não no que subtrai.
[foto: reprodução]
Quarta-feira, Outubro 29, 2008
Pegando abuso
Quando conheci Recife me apaixonei por uma pessoa incrível, que me ensinou uns dizeres locais ótimos. Um dos que mais gostei, foi o de pegar abuso.
E a expressão já diz tudo. Consiste no ato de você simplesmente não suportar mais uma coisa. E, que fique claro, a tal coisa pode ser tudo mesmo, uma pessoa, uma comida, uma roupa, um lugar, uma música.
Numa noite pingamos em três lugares diferentes, experimentando drinks diferentes em cada um deles. Não vou comentar detalhes da noite, porque isso aqui não é confessionário. E porque a memória só fez o backup de flashes.
O que não esqueço mesmo, é daquele sotaque carregadíssimo me pedindo, tira tal coisa daqui que eu peguei abuuuso. Estava para ver sinceridade tão autoral.
E porque lembrei disso agora? Bem colega, porque hoje no trabalho, literalmente, peguei abuso.
up date: sabe aquela parte em o Diabo Veste Prada, que a diaba diz, se não resolver até hoje, não precisa vir amanhã? Então. Ok, longe de ser Anne Hataway... Mas a pessoa idem de Meryl Streep.
[foto: reprodução]
Terça-feira, Outubro 28, 2008
The New Bohemians
Já ouviu sobre os new bohemians? A expressão, usada primeiro em Nova York, serve para denominar a nova geração de jovens hipsters que vem tomando conta da cena, em todo lugar.
Quando se diz cena, se quer dizer eventos bacanudos que misturam cultura de noite com arte, moda, festas e afins, tudo carregado de boa dose de humor, drama, ironia e por aí vai.
Quando se diz todo lugar, se quer dizer que para esta turma o mundo nunca foi tão plano. Um projeto em Tokyo hoje, pode rodar num gueto do Marais amanhã, e num galpão da Barra Funda depois de amanhã.
Outra característica dos new bohemians é a intensa vida noturna, principalmente no meio da semana, com festas (feitas por eles e para eles) cheias de temáticas e dress code como religião.
Morar em Sampa é conhecer gente assim todo o tempo. Pena que me falte idade para brincar de fantasia, saúde para tanta balada e hombridade para projetos só pela diversão. Pois eu adoro o hype, contando que ele vire dinheiro na minha mão.
Quinta-feira, Outubro 23, 2008
Pro dia nascer feliz
Quando tinha juízo (sim, já tive) não gostava de madrugar na rua. E corria da balada antes de clarear, tipo vampiro. Depois que você acostuma com São Paulo isso deixa de ser um problema. Basta ter em mãos um bom óculos escuros.
Logo você passa a dar dicas a outros notívagos, tipo a da padaria com o café-da-manhã mais bacana. E a receber, como a da modelo que explicou que lápis no olho ressalta o cansaço (?). Detalhe, ela estava chapada e com o olho borrado. Mas fingi que nem thuns, uma regra da madrugada.
Em tempo, existem madrugadas e madrugadas. Tem aquelas sofríveis, trabalhando em algum projeto para ontem. Ou por conta de alguma insônia monstro. Cá para nós, facilmente resolvida com dez gotinhas de brilho.
Mas as melhores madrugadas mesmo, as que marcam a memória, são a soma de diversão, romantismo e algum glamour. Seja numa cobertura com uma taça na mão, ou em qualquer lugar na companhia de alguém querido (suspiro).
Estas sim abrilhantam a noite e valorizam o raiar do sol. Enquanto a gente espera o mundo inteiro acordar, pra gente dormir. Dormir.
[foto: reprodução]
Terça-feira, Outubro 21, 2008
Tela-Quente
Até onde vai o deslumbramento burguês paulistano? No shopping Cidade Jardim, supra-sumo da chiquê local, o cinema custa 40 reais. Manteiga na pipoca? Uma moça de sombra azul informa que só trabalha com azeite... Extra-virgem.
Claro, temos as locadoras. Vejamos. A Blockbuster faliu e virou Lojas Americanas e a sessão de filmes se resume a uma fileira entre chocolates, calcinhas e batatas Pringles.
Há uma luz no fim do túnel. Na verdade, no fim da rua Pedroso de Moraes, chamada Locadora 2001. Um hit da capital que começou com os filmes de arte (desses difíceis de achar) e que hoje tem para todos os gostos.
Conheci outro dia e já virei fã. Termino indicando 2 filmaços que levei de lá: Saneamento Básico, um brasileiro despretensioso e divertidíssimo do Jorge Furtado. E The Mist, um puta terror, adaptado duma obra do Stephen King.
Enquanto os cinemas estiverem esquizofrênicos o jeito é ficar na minha LCD de 36” com pipoca de micro-ondas. E mesmo a dieta gritando, ainda sou do time do Bertolucci em O Ultimo Tango Em Paris, ou seja nada de azeite, fico na manteiga.
[foto: reprodução]
Sexta-feira, Outubro 17, 2008
Schwarzenegger perde
Você começa a desconfiar de que tá meio creize com a história da academia quando:
. Acorda moidinho.com/uk e antes mesmo de tomar banho engole um Dorflex sabor uva. Antes mesmo da fluoxicetina, crê?
. Vai na Centauro (tipo um shopping de roupas de ginástica) e faz a compra imaginando o conjuntinho. Pronto, falei!
. A pessoa grita do outro lado da sala, termina a rosca e corre pro afundo, e você não só entende como grita okeyyyy.
. Engole tudo o que a personal joga na mão, sem questionar dondikiveio, prondikivai, etc.
. Passa a ouvir drag music no iPod porque as músicas se parecem to-das iguais e não tiram a concentração.
Quinta-feira, Outubro 16, 2008
Festival nacional
O assunto está meio datado, mas o que está sendo este final de ano em matéria de festivais? Tipo, para todos os gostos. Teve o Gás Sound, com pegada esportiva e juvenil, na Chácara do Jóckey.
Teve o Skol Beats, que aconteceu mais enxuto e foi divertidíssimo. E no dia seguinte teve o About Us, com discurso auto sustentável e shows do Dave Matheus Band e Ben Harper.
Pensa que acabou? Neste final de semana rola o Häagen Dazs Mix Music e no próximo o Tim Festival. E hoje eu corri no Ibirapuera e passei pelo meio da estrutura que (eu acho) está sendo montada para o evento. Bacanésima.
Agora, e o dinheiro para tudo isso? Ainda mais porque em Sampa os tickets tendem a ser um pouco mais caros, pois o paulistano tem horror a evento cafuçu e não se importa em pagar mais (que fique claro, eu me importo).
A coisa é tão séria por aqui que os CO’s da ticketforfun.com, que comercializaram os ingressos da Madonna foram pra rua depois da zona que foi a venda no Brasil. Bem merecido. Graças a todos os santos da Bahia consegui os meus. Agora já posso relaxar e esperar.
Quarta-feira, Outubro 15, 2008
Single SP
Sábado. Dia de sol. Duas garotas de shortinho e óculos escuros gigantes atravessam a rua. Um garotão passa correndo sem camisa. Um grupo de amigos toma chope e ri alto, numa mesinha na calçada.
Rio? Maresias? Jurerê? Tsc, tsc, São Paulo. Com a proximidade do verão o fundamento sécsi (sic) que predomina nas praias do Brasil invade a cidade, onde a temperatura aumenta proporcional a cara de pau do paulistano.
Principalmente no Jardins, que não tem praia mas tem ruas arborizadas recheadas de academias, bistrôs bacanudos e lojinhas descoladas, tornando impossível pensar num footing sem pensar em paquera.
Nessa, aquele olhar que começou numa galeria da Avenida Paulista acaba rendendo frutos numa vitrine da Oscar Freire. Aquele sorriso que cruzou a rua na Mello Alves, ganha resposta no coffee shop da Alameda Lorena.
Ser solteiro em São Paulo é curtir sua individualidade (e não há lugar melhor para isso que aqui) mas acreditar que algo pode acontecer numa esquina. Então põe umas havaianas e vai passear, essa esquina existe porque eu já estive lá.
Terça-feira, Outubro 14, 2008
O Pacto
Era uma vez um reino distante de festas itinerantes, garrafinhas de espumantes e pólos tamanho P, onde três amigos decidiram fazer um pacto.
A corte logo se perguntou: que segredo escondiam os três. Morte? Vingança? Liquidação secreta? Que nada. Tudo começou numa bebedeira monumental, num desses momentos “te considero”, e terminou na idéia duma tatoo.
Um mestre na arte foi escolhido para a tarefa. E o pacto foi selado. Um só desenho unindo os três. Um símbolo para selar a fraternidade e trazer a sorte
Mudaram as estações e cada um seguiu por diferentes trilhas. Hoje, mesmo em terras distantes, eles lembram com alegria o orgulho do pacto. Marcado pelo símbolo que alguns vêem sob a pele, mas somente eles sentem no coração.
FIM
Sexta-feira, Outubro 10, 2008
Temperatura
Fingir que algo não é com a gente é básico. Dá para fazer isso com quase todo mundo que a gente não gosta. É chato, mais dá… Agora, fingir que o verão não é com a gente, aí colega, difícil.
Porque apesar do frio ducaráleo que está rolando na cidade, o verão está perto. E muito franco, todo mundo diz que não está nem aí, que é contra a ditadura do corpo e o escambau, mas chora com o Sundown na mão no primeiro convite para Maresias.
Também sei que se conselho fosse bom não se dava, vendia, mas esse blog é diquinta e você está aqui lendo… Então a dica, ou você junta algum e compra um ticket na econômica pra Escandinávia, ou começa a olhar para as saladas com mais carinho.
E se a força de vontade (leia-se tempo + dinheiro) deixar, faz que nem eu e também olha com afeto praquela academia que você atravessa para não passar na porta. Porque a gente não quer ser feliz. Quer ser feliz e gostoso.
Quinta-feira, Outubro 09, 2008
Deveres
Pois é, o tempo passa a Lusitânia gira e os nossos deveres para com os amigos mudam. Antes, bastava ser legal e gostar da pessoa. Hoje, aquele amigo espera que a gente faça cada coisa que até Deus duvida. Quer ver?
Fazer paredinha: Consiste no ato de fazer parede humana para que o amigo possa, digamos assim, concluir atos que os outros não podem ver. Tipo xixi na rua, acender baseado no show de rock, ou a catar a mais piranha do clube.
Aumentar a bola: se o amigo está se sentindo um lixo, sua obrigação é fazer ele se sentir um luxo. Tarefa muitas vezes nada fácil. Materializar na casa da pessoa (de onde, é problema seu) algo que seja ilegal, imoral ou que engorda é um bom começo.
Baixar a bola: A amiga que confiou na meia arrastão, o amigo acreditou na sunga de lateral fina? Cabe a você dar aquele toque sincero. E se você for como eu ainda vai tirar um sarro, que você não é obrigado.
Fazer o sério: tipo casamento, formatura ou outra formalidade onde o amigo solicita que você faça o comportado. Se bem que nestes casos a normalidade fake dura pouco. Pois você enche a cara de prosseco, começa a paquerar o staff do buffet e… Preciso falar mais?
Quarta-feira, Outubro 08, 2008
Foco
No dicionário, foco é também descrito como ponto de reunião. Daí que você anda assim, reunindo os pontos. E o que isso significa? Que você está priorizando o que importa. E o que é relevante na sua vida.
Motivos pra gente focar não faltam. Um momento importante no trabalho, na vida, no amor. Às vezes, nem positivos os motivos são, tipo aquela maré ruim que vem e vai (toc, toc, toc). Essas também exigem 100% de foco.
E falando em foco, lembrei dum fato. Há um mês fui no oftalmo porque achei que estava sem foco. E não é que eu estava mesmo? Graças a Deus, só um pequeno astigmatismo no olho esquerdo, logo compensando direito.
Na realidade a gente pode não ter nascido pra focar o tempo todo. Mas se hoje a gente paga nossas contas, tem nossos amigos e vive numa boa, sem ter passado por cima de ninguém, alguma coisa de certo a gente fez.
Quinta-feira, Outubro 02, 2008
Jeans
O assunto é esse mesmo. E nem é por falta tempo ou tema prum post melhor, mas porque você correu a porta do closet e tomou um susto com a quantidade deles (ok, confesso, nem tenho closet, só quis criar um clima chic).
E o tema esteve duas vezes em pauta na semana. A primeira, por conta do calvário para salvar uma calça ducaráleo e que está se deteriorando, comprada na época que a Iódice era a meca dos jeans bacanudos.
Aliás, gostar muito duma roupa é um dilema. Porque você usa, usa, lava, lava e quando menos espera, a roupa evapora de velha (tipo rasgar o fundo no meio da balada) deixando você numa situação vexatória.
Depois, o convite para assistir o queridão A.A. (dono da noite GLS da cidade) receber uma condecoração exigindo traje social. E MSN bombou com a questão: traje social comporta jeans? Combinou-se que sim, e nem confiança.
E para fechar com costura de ouro, achei um link cool sobre o jeans nas ruas de São Paulo. Mais que estilos, o ensaio sintetiza um pouco das marcas, dos lugares e das pessoas que transitam por aqui (aliás, vária carinhas conhecidas). Vale conferir.