Quarta-feira, Julho 30, 2008


Play

Este é o último post sobre viagem. Até porque, faz uma data que você voltou e essa história de pagar de gatinho na praia não te pertence mais. Só não vale tirar onda, porque eu ainda estou bronzeado e você não. Brincadeira.

O assunto então é trilha. Ou melhor, música. Quando a gente sai meio que sem destino, ou mesmo com destino, não sabe direito o que vai rolar. Daí, a importância de munir o iPod com trilhas que possam corresponder a diversas situações.

Exemplo. No começo da viagem o taxista se perdeu na saída da Barra e eu perdi o vôo pro nordeste. Alem de pagar uma fortuna para remarcar, amarguei horas no aeroporto. E se não fosse o Baden Powel tudo seria beeem pior.

Dos momentos positivos, as trilhas animadas para o cooper na praia. As trilhas de relax total estirado na areia. E as trilhas cool para passear observando as semelhanças e diferenças da sua pretensa vidinha capital.

Músicas e trilhas são como tatuagens, marcam momentos e passagens de vida. E mesmo quando saem de moda, tem o poder de te transportar para lugares inesquecíveis e te fazer sorrir, num simples apertar de play.

[ouvindo Seven Days in Sunny June. Jamiroquai]

escrito por MIM - 11:51 AM

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Segunda-feira, Julho 28, 2008


Maravilhosa

Estirado na areia você, junto com o melhor amigo, olha o céu incrivelmente azul e especula o valor dos imóveis do outro lado da rua. O lugar? Coqueirão, Ipanema, Rio. A hora? Desimportante. Ei, pede um coco? Ah, pede você!

Três garotas solicitam uma “olhadinha nas coisas enquanto dão um pulinho no mar”. Claro, vai lá! Logo depois o favor é retribuído. Você disputa uma corrida e fura a onda. Que lava o corpo e enche a alma dum conhecido prazer.

Chega um amigo do amigo. Chegam dois amigos do amigo do amigo. A rodinha vai se abrindo, espremendo a areia, estreitando a cumplicidade, provocando conversinhas displicentes. Uma cerveja estala, um cigarro roda.

Baby, Baby, I know that’s the way, canta Bebel em seu estilo barroco. Alguém liga no cel. Vem para cá, estamos em frente a... Ah, você sabe. Do calçadão elas pulam na areia fofa. Na beira da água eles jogam altinho.

Banho de mar, banho de chuveiro, banho de mar. O ritual que se repete marcando o sol no compasso descendente. Que o pensamento de acabar não tire nenhum segundo deste momento, a não ser a hora exata de acabar. Então que acabou. Como sempre, maravilhosa.

escrito por MIM - 11:19 AM

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Sexta-feira, Julho 25, 2008


Recife

Pegar sentimento em Recife é fácil, seja pela cidade, seja pela galera local. Meu amigo que está alocado no nordeste foi meu host. E quando a gente viaja pelo Brasil em cidades, e não vilas, ter um cicerone faz a diferença.

Fiquei em Boa Viagem, um bairro/praia residencial com prédios e arquitetura invejável. Munido de iPod e tênis, tratei de conhecer a orla. E descobri que é lá que o vento faz a curva. Ou seja, cabelo glamour zero. E muito boné.

O point da moçada bem nascida se concentra em frente ao prédio Acaiáca. Quando corria, parava para um banho de chuveiro ali. Mar? Nem pensar. De vinte em vinte metros, placas alertavam para os tubarões. Que, aliás, geral ignora.

Olinda é quase um bairro, de tão perto. A parte velha fica num morro, com inúmeras igrejas entre palmeiras e as famosas ladeiras de casas coloridas. Quando cheguei no topo (mais uma igreja, claro) vi toda Recife lá de cima. E chorei escondido.

A noite de Recife é peculiar. O centro antigo reúne a moçada local, com o maracatu ao vivo. Em Boa Vista, bairro nobre, o hype ficou pelo bar UK e clube Down Town. Na cidade não se fuma em ambiente fechado e não existe drogas pesadas. Mas a bebida corre solta e a boyzada detona.

Quatro dias são suficientes para você conhecer tudo, incluindo lugares típicos e arredores como Porto de Galinhas, um oásis. Deixei Recife pela manhã, com a dor de cabeça da ressaca e da saudade no peito. Como tinha que ser.

escrito por MIM - 6:22 PM

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Quinta-feira, Julho 24, 2008


Bagagem

A real é que ainda tô sofrendo do banzo, que dá em quem chega de viagem e tem que voltar logo a ativa. O mundo explodindo e me pego viajando na janela, ao melhor estilo do clip friends do Groove Armada (google). Aproveitando o momentinho escapista, fica a dica de coisas que nem sempre são óbvias mas extremamente úteis em qualquer viagem:

Caderninho – de bolso, tipo Moleskine. Tem que ter. Você vai encontrando pessoas, lugares, coisas, sensações e tendo isights para a vida. Anote, desenhe, registre, cole. É uma delícia de ver depois.

Pen-drive – cara, você não sabe a mão na roda que é. Exemplo? As vezes alguém tem uma câmera ou registra um momento que você não tem. Pronto, conecta o pen, pega a imagem e já é! Minha viagem inteira tá num.

Lenço – essa é pra quem tem informação de moda, ou vai para fora, onde é comum entre homens e mulheres. Vira um cachecol pro frio, proteção do calor, multiuso. Quem me ensinou foi um amigo que passou meio ano na Índia.

Porta moedas – viajar é viver cambiando. E não tem jeito, se você for deixar cada moeda que ganha na mesa, no final do dia perdeu uma fortuna. Leve um porta moedas e se for mudar de pais, se livre delas, mantendo umazinha da sorte.

Paciência – importantíssimo. Fora de são Paulo o Brasil é outro. No caso, o verdadeiro. Cada lugar tem seu timing, sua cultura, coisa que pode agradar você, ou não. Lembre-se, você é o forasteiro. Logo, cabe a você ser tolerante.

escrito por MIM - 11:41 AM

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Terça-feira, Julho 22, 2008


Retorno

Voltar de viagem não é fácil. Mesmo sendo a nossa casa, as nossas coisas, tudo ali no seu quadrado. Dizer que voltar a São Paulo é voltar para o lar é algo simplista. E São Paulo é tudo menos simples.

Viajar nos dá a oportunidade de conhecer e comparar. E como só se vive uma vez, o partir e chegar vai enchendo a gente de questionamentos. Será, que será, que será? No fim, a gente realiza que é. E pronto.

O que não impede a gente de sofrer quando o avião decola e tudo se desfaz em nuvem e pensamento. E para evitar maior sofrimento, pouco antes do final acionamos o processo do distanciamento se desapegando de tudo.

Nas derradeiras mensagens subliminares do adeus, vamos construindo uma trilha de migalhas, para quem sabe um dia refazer caminhos que a gente não gostaria de esquecer.

Mas a vida urge e tudo tem que caminhar. Sentado num aeroporto qualquer, você se dá conta que o triste do faz-de-conta é saber que não é a trilha que muda, mas sim você.

escrito por MIM - 7:41 PM

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Terça-feira, Julho 15, 2008


Partida e chegada

Viver é bom, partida e chegada, solidão que nada. Já o limbo que rola ai no meio dessa historinha de ir e vir, já não é tão poético assim. Aquele gap que costuma envolver a parte chata e que a gente lobotomiza que passou. Aeroportos, check-ins, esperas, afins.

Suspiro. E pega leve. Numa viagem saudável, nada que um cartão de crédito e um bom celular não resolvam. O importante é seguir o roteiro. Mas quando ele é criado na hora está sujeito a imprevistos. E se não fosse assim, talvez perdesse parte da graça.

Todo lugar revela o Brasil no sabor local de cada pessoa. O amigo de anos que a gente mal vê ali. Uma nova melhor amiga da infância aqui. Simbioses.

Dependendo do lugar e da capacidade de enxergar o belo onde ele está, o alinhamento cria momentinhos ímpares de viagem. Um dia você se pega distraído do e pá! Uma igreja dum lado, o mar sem fim do outro.

Então lembra de um dos poucos versos que decorou, do Pessoa, que diz que o valor das coisas não está no tempo que elas duram, mas na intensidade que acontecem. Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis.

[a Rodrigo, Oswaldo e Vanessa]

escrito por MIM - 2:17 PM

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Sexta-feira, Julho 04, 2008


Cosmopolitan

Ontem no hallzinho do banheiro do Ritz uma senhora simpática me pediu informações de outros lugares bacanas. Por ser pit stop de muita gente que visita a cidade isso é comum por lá. Pensando nisso (e como vou tirar uns dias de férias) deixo sugestões para fugir da dobradinha Ritz Spot. Se joga.

Dry – já falei dele aqui. Reúne gente bonita, bem-nascida, com pretensão (e não mais que isso) de ser moderna. Para ir com amigos e pedir o Dry Martini.

Bar da Dida – adoro e recomendo. O esquema é mesinha na calçada e público democrático (casais, grupinhos de amigos e a turma gls).

Santo Grão – na Oscar Freire, sempre cheio de gente bonita. Confesso que não vou faz tempo, mas sempre que passo na frente da vontade de parar.

Bar da esquina da Loka – se o seu esquema é mais under, aqui é o lugar. Botecão, vive lotadíssimo, então o fundamento é copo e garrafa na mão.

Pops – reformou e ficou ainda mais legal. Espaço tipo lounge, com mesinhas baixas e sofás. A decór e uma atração a parte e o público é sempre bacana.

[ps se você vai sair na capital, fique esperto com a lei seca. O bicho tá pegando. No mais, vou tentar atualizar do meio da viagem. E colega, já sabe, não faça nada do que eu não faria… Ou seja, faça tudo o que te faz feliz. bj]

escrito por MIM - 11:22 AM

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Quarta-feira, Julho 02, 2008


Caça x Caçador

Não tem jeito. Quem nasceu pra caça, dificilmente vira caçador. E vice-versa. Claro que dá para mudar uma coisinha aqui, outra ali. Mas trocar esse comportamental é tão difícil quanto achar uma paquera interessante no Itaim.

No entanto, ser uma coisa ou outra não é empencilho para se dar bem na noite. Leia-se beijar na boca. Ou dormir (acordar?) com um corpo delícia ao lado. Pois mesmo os mais tímidos, sabem se fazer perceber num simples olhar.

Sobre caçar, as regras continuam old fashion school. Primeiro, ser original. Como? Sendo você mesmo, afinal, não existem dois de você no mundo. Também não esconder defeitos, valorizar qualidades (altura? Olhos? Papo?) e desenvolver timing de ataque.

Sobre ser a caça, as mulheres ditam as regras do jogo por motivos óbvios. O segredo é olhar, sem olhar. É dar a entrada, sem dar bandeira. Se você é timido(a) proponho perder uma noite apenas observando o comportamento delas. O porte, os trejeitos e a brecha.

A brecha é um dos fundamentos mais importantes da arte de pegar. Ou de ser pego, claro. É o momento onde a pessoa, involuntariamente ou não, abre a guarda. Onde o caçador precisa estar atento para não errar. E a caça, para valorizar.

Caçar ou ser caçado é um jogo. Como sempre, existe o cara que domina a técnica, adora se exibir e por isso mesmo, soa pedante e monótono. E existe o outro, que quer apenas se divertir, que você não dá nada e quando vê, ele saca aquela canastra enooorme, limpa e, detalhe, sem nem usar valete.

escrito por MIM - 6:04 PM

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Jovem, educado, bonito e rodado...
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