Quarta-feira, Abril 30, 2008
Deus me livre (No Trabalho)
Mais uma coluna Que Deus e Todos os Santos da Bahia Me Livrem de… Nesta edição o tema é Local de trabalho. Então de olho na telinha!
No trabalho, que Deus e Todos os Santos da Bahia me Livrem de:
. Mandar e-mail começando com “oi time”: afinal, a gente não é o Zagallo. E ninguém vai ter que te engolir.
. Desfilar com gagdets: iPod, bluetooth e afins é pra usar sentadinho na sua mesa. A não ser, claro, que você trabalhe na expedição.
. Desfilar sem gadgets: corredor do cafezinho não é passarela. Catwalk? Nem se você trabalhasse na Mode e fosse amigo da Beth (a Feia).
. Montar grupinhos de almoço, happy-hour, etc: sei que você quer ser popular, mas gente superengajada é um porre. E te dou um toque? Programa de firma é cafona.
. Fazer o exótico: sabe a máxima que diz “se você quer ser chefe, comece se vestindo como um”? Então. E alguém falou em Chefe do Fã-Clube StarTrek? Então novamente…
Segunda-feira, Abril 28, 2008
Shit happens
Por mais que sua mãe jure, você não é perfeito. Isso explica porque comete uma ou outra cagada na vida. Nem vamos entrar no assunto quantidade, pois se você tem mais de dez anos já tem uma boa coleção delas.
Podemos dizer que existem dois tipos de cagadas: o do primeiro time são aquelas que a gente pode consertar. Cabe aqui um parênteses: cagada é cagada, mas digamos que estas são reversíveis, mediante certo esforço.
E tem o segundo tipo, do time das bem sérias. Como diria um amigo, uma cagada federal. Uma traição, um ato impensado, uma palavra mal dita. Cagadas inconsertáveis e que podem atingir quem a gente gosta.
O calvário de quem erra neste ponto não tem validade. Muitas vezes a vida do causador fica tão impraticável quanto do atingido. Pois no fundo (e você sabe) não existe felicidade construída em cima da infelicidade dos outros.
Mas sofrer eternamente também não rola. Fato acontecido, muito retiro pra pensar e entender nossas fragilidades, pois isso ilustra bem a complexidade da vida, e de como ela, cedo ou tarde, separa os meninos dos homens.
Sexta-feira, Abril 25, 2008
Barraca
Oca. Parque do Ibirapuera. Você, Fixing Gel Extra Strength, jeans e sueter gola V from Montmartre, espera a fila do banheiro. Uma bichinha magra-muito-magra (e famosinha do circuito-moda-alterativo) faz o catwalk e fura a fila. Na sua frente.
Você, paciência zero, faz o capitão Nascimento: Pede pra sair! Ele grita. Você ameaça sentar a mão. Ele para. Você entra no box. Ele xinga, incluindo bundudo cafona (Porra! Bundudo? E cafona?). Você resolve que não tem jeito, vai ter que sentar a mão.
A bicha discute com outros. Vai sai, pega uma taça de prosseco e volta pro banheiro. Desta vez, com três segurancas. A bicha ainda grita. Você faz o maldito, apronta e diz: é essezinho aqui, pode levar! O que rolou depois? Só Deus sabe.
Ela não voltou, você sim. No caso, pra festa da Lacoste, que horas antes fazia no espaço o primeiro desfile da grife no Brasil. Contratempo superado, você finalmente pôde curtir. O que, trocando em miúdos, significa encher a cara de prosseco e cumprimentar desconhecidos.
E a festa estava realmente boa. Produção minimalista (Pazeto) e RP de duas figuras que estão bookando os eventos mais bacanas da cidade. Pra fechar, todo mundo ganhava na saída uma sacolinha com uma pólo e um frasquinho do perfume. Mas como você não é todo mundo, ganhou três. E foi dormir.
Quinta-feira, Abril 24, 2008
Timing
Bar Fidel. Onze horas de uma noite quente. Ele era bonito, a roda animada e a piada interessante. O que deu errado? O timing colega, o timing. Ter timing é tudo. Tão importante, que pode decidir momentos cruciais da nossa vida.
E não é fácil saber o timing certo das coisas. Um lance que simplesmente não se ensina, se aprende na técnica do erro e acerto. Tentando, errando, calibrando pra não errar e, claro, passando muito carão no processo.
Conheço gente superbacana, com todos os pré-requistos para, por exemplo, pegar o emprego que quiser. E na hora H não teve timing. Falou demais, falou de menos, vendeu demais, vendeu de menos e pronto, não rolou.
Outros são o erro em forma de gente, mas sabem a hora de agir. De fazer um comentário, de bater um cabelo. Ué, gentinha também tem timing. Daí vamos estapear? Mutilar? Não, vamos aprender pra pontuar no time dos meninos.
Se serve a dica, geralmente gente de timing sabe ouvir mais que falar. E eu já tratei disso. Portanto, observe, ouça. Claro, você pode fazer tudo certo e ainda assim não pegar o broto, não emplacar o emprego ou não agradar a roda.
Mas quando o problema são outros, fazer o quê? Pegue seu bom óculos D&G, deixe sua parte na conta (afinal, você pode) e mude de ambiente. A cidade tem espaço de sobra pra você não ter que lidar com esse tipo de gente na sua freguesia.
Terça-feira, Abril 22, 2008
Futurelovesex
Outro dia falei intensivão amigacional, quando a gente fica sem ver os amigos e tem que por o papo em dia. Mas quando se tem uma vidinha corrida pra carái, não é só papo que você fica sem, se é que você me entende.
Eis que surge um um feridado no meio do caminho, no meio do caminho surge um feriado. Junte isso aos dias de seca e pronto, rola intensivão da luxúria. Pecado preferido de 9 entre 10 leitores do blog (e não venha querer me enganar).
E sexo é tipo andar de bicicleta, mesmo sem praticar todo dia a gente nunca esquece. A diferença é que andar de bicicleta a gente não pode fazer amarrado, vendado e… Bom, vou parar pra não fazerem mal juízo de mim.
Quem é solteiro reclama de ir à caça. Mas está comprovado que eles fazem muito mais sexo que casados. Claro, os casados podem planejar rapidinhas. Quando se é solteiro, o máximo de planejamento é proteção na gaveta mais próxima. O que já está ótimo.
Fazer sexo com hora marcada é o fim. Mas antes isso do que nada disso. Também é mais gostoso fazer sexo com amor, mas não é por isso que vamos esperar anel de noivado e jantar romântico pra trepar.
Como diria Woody (o Allen), o amor pode ser a resposta, até lá, o sexo vai fazendo as perguntas. E não sei você, mas eu a-doro perguntar.
Sexta-feira, Abril 18, 2008
Pessoa feita
A época dos nossos pais, uma pessoa feita era uma pessoa crescida. Hoje temos pessoas feitas a torto e a direito por ai, sem nem terem completado a maioridade.
Veja a moça bonita. Não gostava do cabelo. Hoje é escorrido ao padrão da moda. Achava o peito pequeno. Hoje extravasa o decote. Tudo feito. Algo contra? Magina, afinal é tudo dela, pagou certinho e o ultimo cheque até já caiu.
Daí tem o garoto juvenil. Só no leite de pêra, ovomaltino (sic). Burrinho, burrinho. O pai mandou pra fora pra fazer o intelecto. Voltou ainda mais burrinho e agora viciado, porém, viajado. O que não é pra todo mundo.
E o moção bonitão? Lembra não? Gordinho, usava óculos e chamavam de bicudo, o lobisomen. Ganhou dinheiro e se fez: fez academia, fez a vista e fez os dentes, com direito a laser. Qualquer semelhança é mera coincidência.
O fundamento não tem segredo. Não curte, não gosta? Manda fazer. Pena que nem tudo dê pra se fazer. No tempo dos nossos pais, uma pessoa feita e crescida era responsável pelos seus atos. Hoje a pessoa pode até ser feita, mas pra corrigir certas condutas, infelizmente ainda não iventaram manual.
Quinta-feira, Abril 17, 2008
Zapping
Sou do tipo que curte um bom programa na televisão. Quando chego em casa a primeira coisa que faço é ligar a TV. A segunda é zapear. A terceira é pegar a paquera e… Bom, este conteúdo é impróprio pro horário.
Falando em conteúdo, achar algo interessante na TV não é tarefa fácil. Mas achar um livro bacana na Fnac também não é. Um filme legal na Blockbuster idem. Questão de procurar, filtrar e absorver o que serve.
Sim, a gente pode passar dias dando de cara com Legalmente Loira, que é como uma Lassie da TV moderna de tanto que passa. Mas também, engatar um Paris-Texas com O Último Tango em Paris e Amarcord (sim, isso aconteceu).
Conheço muita gente que odeia tevê. Acho isso meio papo de estudante de socialismo. Ou de atorzinho classe média que faz escola do Antunes. Não sair, não ler, não ver, não viver? É um problema seu, não da televisão.
A TV é apenas um veículo e não o instrumento de educação brasileira. E este caráter escapista tem seu valor pois, às vezes, tudo o que a gente quer é esquecer o dia estressante. Ou esperar a paquera chegar para, aí sim, desligar o faz de conta e ligar o faz de verdade.
Terça-feira, Abril 15, 2008
Noite de chuva
Chove na cidade. Dez da noite. No Spot, restaurante bacanudo da capital, uma turma fiel lota todas as mesas até a porta giratória. Você deixa o carro no manobra e lembra como ter dinheiro é bom. O que não é o seu caso.
Afinal, inventou de morar sozinho, gastou uma mini-fortuna e agora precisa economizar. E economia não rima com o lugar. Mas acontece que na vida certos convites não podem (e não devem) ser recusados.
À mesa, delega uma caipirinha pra esquecer da vida. E do parágrafo acima. A porta não para um só minuto. Casais chegam exibindo beleza e jovialidade. Ao lado, dois engravatados trocam carícias discretas. Numa mesa distante, uma atriz global fuma escondida numa área proibida.
As fofocas correm soltas e com elas uma garrafa de Perrier, taças de vinho e idas ao banheiro. Perrier? Não é que isso não te pertence mais, é que nunca pertenceu. A caipirinha faz efeito, você resolve parar de sofrer. Just in time!
Numa hora a conta chega. Paga! Sem mudar o tom ela sentencia: eu convidei e faço questão. Não se engane colega. Gentilezas como essas costumam custar mais do que você imagina. Vocês combinam um outro lugar, desta vez por sua conta. Por hora a noite findou. A chuva não
Sexta-feira, Abril 11, 2008
Atitude digital
Somos totalmente adeptos do mundo digital. E mesmo quem é xiita, tem que concordar que facilita pencas a vida da gente. Só que nem tudo que a revolução digital trouxe pra nossa vida é igualmente bacana.
Hoje, tem uma porção de nego que camufla a mediocridade atrás disso. Gente que aprendeu a mexer no photohop, passa o dia copiando revista bacanuda e acha que é top 10. E que iPhone é diferencial profissional.
No campo social, se por um lado a gente não usa mais correio, por outro, paira a sensação que nunca fomos tão sozinhos. Ligar, visitar? Isso não te pertence mais! Hoje se manda e-mail, scrap e olhe lá.
Ok, o mundo digital aproximou pessoas que jamais se trombariam por aí. Mas relacionamentos que começam e desenrolam pela web, também estão arriscados a terminar por lá, friamente, como num e-mail sem direito a emoticon.
Absorver o que a era digital tem de bom é um desafio pra todo mundo que tem ambições maiores (interprete como quiser), só certifique-se de que por trás de gagets e palavras difícieis, existe um cérebro e um coração pra chamar de seu.
Quinta-feira, Abril 10, 2008
Intensivão
Seria ótimo se você conseguisse fazer tudo o que se programa pra fazer. Mas se até xixi em horário comercial tá complicado, que dirá ver os amigos com frequência. O que, na sua cabeça, deveria ser dia sim dia não.
Valendo o ditado “se a gente tivesse combinado nao teria dado certo”, têm aqueles dias supercheios onde nada parece funcionar, daí um liga, outro entra no msn, outro manda e-mail e thum. Tudo culmina num encontrinho.
Claro que amigo que é amigo a gente fica milanos sem ver e quando vê parece que foi ontem. Conexão banda larga total. Mas o tempo distante é proporcional a intensidade da conversa. E tem vezes que nem mesmo uma noite inteira é suficiente pra por o papo em dia.
Não só amigo que mora fora. Mas também de quem tá do lado e a gente nunca vê. Logo o encontrinho vira um intensivão, onde a gente começa a falar sobre tudo ao mesmo tempo agora. De coisas super super-sérias (cortei curtinho, você viu?) a trivialidades (pois é, separei!).
Dependendo da turma, o local do intensivão é quase tão importante quanto o momento em si. Almoço no Ritz? Jantar no Spot? Happy no Genésio? Importante sim, mas não essencial. Afinal, o importante mesmo é estar entre queridos, um delicioso vício do qual sua vida já não consegue ficar sem.
Quarta-feira, Abril 09, 2008
Que Deus me livre
Estréio no blog a seção Que Deus e Todos os Santos da Bahia me Livrem de... Afinal, se a gente nunca pode dizer nunca, pode ao menos rezar pra que não aconteça. Nesta edição o tema é Academia. Então de olho na telinha!
Na academia, que Deus e Todos os Santos da Bahia me Livrem de:
. Usar roupa justa (tipo que marca) sem ter corpo pra isso.
. Usar roupa justa (tipo que marca) mesmo tendo corpo pra isso.
. Levantar a camiseta de cinco em cinco pra olhar o abdômen.
. Se untar com hidratante olhando languidamente o espelho (já vi. E mais de uma vez).
. Rebolar pra andar muito seguro de si (de mim, do mundo, do universo)
. Se empolgar no iPod e fazer dancinha Napoleon Dynamite entre um supino e outro. Ou fazer air guitar, igualmente constrangedor.
. Falar pegando nos outros (porque tem gente que faz isso?)
. E por fim, fazer o Adão, que é a pessoa muito segura que adora desfilar pelada pelo vestiário. Mal sabe ela que de nada adianta um abdômen tanquinho quando a torneirinha é pequena.
Quarta-feira, Abril 02, 2008
De repente Trinta
Sabe aquele papo de que trinta não é vinte? Então…E nem foi eu que disse, mas a voz da experiência. Pois quando se chega nesta idade tudo fica menos romântico. Porém mais real.
Tanto ceticismo, claro, carrega sua dose de confusão. O que se resolve no analista que, gracas a Deus, a gente pode pagar. Aliás, dinheiro nesta idade tem muita influência nas decisões. De todos os tipos, não se engane.
E ter dinheiro não é tudo. Mas ter o “seu” dinheiro, mesmo que pouco, isso é tudo sim. E não perca seu tempo tentando se convencer do contrário. Se a realidade do capitalismo urbanóide incomoda, o interior tá logo aí.
Aos trinta, falta pique pra chegar de balada as seis e trabalhar as oito. Mas reclamar do quê, se hoje você tem abdômen e não barriga. Bíceps e não braço. Nada dura pra sempre o que não significa que não possa (ou não deva) ser cultuado.
Sobre as paqueras! Bem, existem sim os que preferem as de vinte. Mas sem querer magoar ninguem, são as mais velhas (leia-se interessantes) que a gente leva pra sair, jantar e conversar na companhia dum bom vinho. Cuja conta pagamos por prazer e não pensando na sobremesa.