Segunda-feira, Março 31, 2008


A Vila

Semana passada fui resolver um assunto no almoço e resolvi comer na Vila Madalena. Parei o carro o coração do bairro (longe do agito dos bares tipo Fidel, Filial e afins) pus os óculos escuros e decidi dar umas voltas a pé.

Pra quem não conhece a Vila é um bairro residencial de ladeiras, que divide a zona oeste da zona sul. Ou seja, não é nem perto e nem longe. É um dos poucos bairros que mantem um charme inato e, não a toa, virou núcleo-tema de novela da globo.

Munido dum certo romantismo e tempo, estendi o footing pra recordar do bairro, que já frequentei bastante (lembra do Morrison?). As pessoas continuam bem jovens, com looks modernos de um refinamento bem diferente dos jardins. Muito dreadlock, roupa de yoga, oversize, erva e grafiti.

Pra rechear o momento “recordar é viver”, resolvi almoçar na Mercearia São Pedro, um lugar com aura de boteco que mantém a mesma estrutura de quando era a único espaço comercial do coração da vila, sendo locadora, livraria, vendinha, loja de vinhos e restaurante, tudo ao mesmo tempo agora.

Sentei sozinho, almocei com gosto, paguei baratíssimo (de comprometer a reputação) e ainda sai de lá com o livro infantil do Tim Burton. Gostei tanto que prometi não voltar tão cedo. Pois já diria o sábio, quem sonha a calmaria é porque já provou um dia. E isso, definitivamente, não me pertence mais.

escrito por MIM - 4:58 PM

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Sexta-feira, Março 28, 2008


Amor sem vergonha

Quem ama quer amar. E quem ama quer mostrar. Mas não tem nada pior que os casais que gostam, ou melhor, necessitam de mostrar e provar seu amor aos outros.

Sim, aos outros. Afinal, caguei se você usa cinta liga, enche a cama de pétalas e põe o CD do James Blunt pra ele. Mas se comer em muro de faculdade, pendurar faixas nas árvores do bairro e contratar poema cantado em carro de som, convenhamos!

Lembro duma balada no extinto (e excelente) bar Musetta, nos jardins, onde uma colega de faculdade sumiu da mesa de aniversário do namorado. Eis que dada hora me entra uma caixa com uma fita e, thum, ela me pula de dentro cheia de purpurina! Sim, isso conteceu. E sim, cuspi a tequila.

Ok, sei, ou melhor, espero, que você não seja do tipo que faz este tipo de coisa. Mas este são exemplos extremados. E estalinho de lingua em cinema, apelidinho carinhoso na roda, espremer espinha do amado na praia? Nojo! Na minha cabeça gente assim é porca e frequenta o Patativa Clube (googla).

Claro que você pode fazer tudo isso e ligar o foda-se. Só espero que você não tope no meu caminho. Não que eu vá te incomodar, afinal, os incomodados que se mudem. Eu só rezo. E quando eu rezo, acontece.

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escrito por MIM - 5:01 PM

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Quinta-feira, Março 27, 2008


Quereres

De vez em quando me pego querendo ser alguém. Debatendo o assunto nos já tradicionais (porém, cada vez mais raros) almoços do América Iguatemi percebi que não sou o único.

Meu último “querer” foi por uma pessoa que tinha um talento pra oratória. Lembro que ela falava com tanta clareza e doçura, que eu não queria que o papo acabasse nunca mais. Mas ele acabou. E eu, desejando ser ela.

Tem também o querer do tipo estético. Que é topar um cara melhor que a gente. Mais alto, sarado, bonito (cá entre nós, coisa beem comum). Vai dizer que você não olha? Se ele estiver acompanhado duma beldade então, duvido que não bata a vontade de querer ser. Ou ter!

Isso não tem nada ver com inveja, que é um sentimento ruim de gente recalcada. Mas observar o que os outros tem de bom e, porque não, desenvolver estas coisas em você, pra te deixar mais interessante.

Em tempo, o querer estético é universal entre as meninas. Mas diferente da gente, elas costumam querer só um pedaço e não a pessoa em si. Tipo uma boca. Um cabelo. Um emprego com holerite de sete dígitos...

Ops... Bom, neste caso acho que vai por água abaixo a teoria da inveja. Mas quem pode culpar a pessoa num caso desses? Eu é que não colega, eu é que não!

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escrito por MIM - 10:30 AM

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Quarta-feira, Março 26, 2008


Impacto

Quem faz esporte sabe bem o que é alto impacto, que é forçar a carga ou a pegada num treino. Quando a gente faz isso fica num limiar muito perigoso, que é de se machucar ou conseguir uma boa lesão.

Mas porque neguinho força a barra dessa forma? Ué, por um resultado melhor: aumentar o tempo na corrida, ganhar músculos mais rápido, definir o abdômen que ta sempre quase, quase, mas nunca ok.

E assim como no esporte, existe os que levam uma “vida” de alto impacto. Que são aquelas pessoas que vivem intensamente, bem no estilo no limits, sempre buscando recompensa rápida e imediatista. E isso vale pra tudo: bens materiais, prazer, reconhecimento, fama, notoriedade, tudo.

Longe de mim querer julgar o certo e errado, ou o que cada um faz da sua vida. Mas quando topo um tipo desses (com cada vez mais freqüência) morro de curiosidade em saber do grau de consciência que cada um tem da situação.

Será que eles entendem o preço a ser pago? Afinal, quando a gente força a barra num treino ganha no máximo um estiramento (como eu, no momento), mas quando força a barra na vida, a conseqüência pode custar um pouquinho mais, as vezes toda uma vida em si.

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escrito por MIM - 12:00 PM

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Terça-feira, Março 25, 2008


Quintal

Sabe a última dos pretensos cools da cidade? Mapear os Jardins tipo NY. Pra essa turma o bairro agora ficou assim: o Baixo Jardins, o Nobre Jardins e (ta sentado?) o Recanto do Alto Jardins. Rá rá!

Pra você entender, alto é onde começa a rua Oscar Freire e o baixo é onde termina. E corre a boca pequena que o povo do Nobre Jardins anda discriminando o do Baixo, por conta de uns barzinhos e restaurantes de gosto duvidoso que abriram por lá. Ihhh, climão. Adoro!

E esse tal Recanto? Bom, diz que surgiu dum grupo de designers sem grana que se instalou na parte alta do bairro, que é menos bombada porque ninguém agüenta subir a pirambeira (vamos ser francos). E deu certo.

Morro de medo dos jardins virar tipo um Ipanema-Leblon, onde todo mundo mora acuado e ainda se orgulha disso. Eu acho até um bocadinho hype, mas ainda assim preciso bem mais do que uma dúzia de quadras pra viver.

E com tanta bandidagem, engarrafamento e má educação local, este jardins está mais é pra quintal.

[fonte: coluna da alexandra farah - site glamurama]

escrito por MIM - 11:43 AM

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Segunda-feira, Março 24, 2008


Babel

Neste feriado fui no cinema ver Dois Dias em Paris. No filme, um casal vai passar dois dias na capital francesa na casa dos pais da moça, daí começam a se desentender e as coisas vão saindo do controle.

O filme é bacanudo e o tema abordado mais legal ainda. Que é o fato da gente dar asas a pequenos conflitos e, no meio do caminho, perder o controle da situação até virar um problema de verdade.

Daí se chega naquele lugar comum onde não importa mais quem é o culpado disso ou aquilo (até porque tem coisas que não tem um só culpado), mas sim definir o que vale a pena: superar ou separar.

E na vida não é exatamente assim? As vezes a gente não ta bem, ou está com um monte de coisas na cabeça (ou, pior, sem nada na cabeça), ou então é a outra pessoa que faz algo errado e pronto, rola a terceira guerra mundial.

Quando tudo parece ir pras picas, descobrimos uma capacidade incrível de julgar o que nos é importante. E de realizar que a vida é mais complexa que sim’s e não’s, e que é aí que mora toda a graça destas encruzilhadas.

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[ps: segue o trailer do filme que vem se juntar a uma safra de filmes franceses que eu vi e superindico, como este outro aqui]


escrito por MIM - 8:54 PM

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Quinta-feira, Março 20, 2008


Sabores

Pra alguns a Páscoa é praticamente sinônimo de chocolate. Como não gosto, fico de fora da histeria em torno dos ovos, das marcas, dos tipos (truffado, aerado, recheado) e tal. O mesmo não posso dizer dos pratos.

Em ambos os casos hedonistas, diet’s e afins, sofrem com a época. Primeiro porque tudo vira tentação. Quem pensa em barriga tendo um pavê babado na frente? Ou em corrida com um bacalhau português na mesa, que chega a cheirar da rua?

Depois tem o fator mágoa. Ai de você se chegar numa ceia e rejeitar um prato feito com carinho de mãe. Ou com amor de vó. Ou com o cuidado da paquera que resolveu fazer as honras. Vai ser tempestade em copo de Fanta.

Mas também não é justo se jogar no pecado da gula só por consideração, depois de encarar tanta a academia e jantar de whein protein. E é por isso que nestas datas festivas, cabe aquele seu jogo de cintura.

Daí belisca aqui, come dali, sapeca um docinho de acolá. Com o domínio da técnica garanto que rola até repeteco, pra regalo de quem fez. Assim a gente mata dois coelhos (que nenhuma criança me leia) com uma cajadada só.

Afinal, desfilar um corpão numa areia e arrancar elogios enche o ego. Mas arrancar sorrisos de quem te quer bem, só com certas gentilezas, enche o coração. A todo mundo que passa por aqui, bom feriado e boa páscoa.

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escrito por MIM - 8:38 PM

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Quarta-feira, Março 19, 2008


Lembrancinha

Tá sabendo? A moda da amnésia pós-balada voltou. E com tudo. Só esta semana ouvi dois causos, sendo um deles relatado pela pessoa em si. O fundamento, claro, vem com adaptações e funciona da seguinte forma..

Você esta numa festa e te dá comichão pela bandalheira: seja ter o namorado da amiga, o paquera do amigo, uma pegação no banheiro, uma fofoca maldosa sobre alguém. Convenhamos, o portfólio neste caso é amplo.

Daí você não resiste e pumba, se joga de cabeça na vontade. Afinal, se você quer você pode, certo? Mas dai tem o tal do dia seguinte. E com ele o arrependimento, seja em forma de dor de cabeça ou de culpa.

E sendo ressaca moral algo pior que cerveja quente, você aciona a tal amnésia, vira o jogo e ainda por cima se livra de explicações numa simples frase: a ultima coisa que lembro foi você indo embora. Tá?

Mas se tem ditado que diz que a vida segue, tem outro que diz que ela é um moinho (salve Cartola). E certas coisas na vida os outros esquecem. Outras, não se esquece nunca. Fica o tok!

escrito por MIM - 10:59 AM

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Terça-feira, Março 18, 2008


Queda

E a queda histórica do governador de Nova York, pego na bandalheira? (não lê jornal, melhor pular o post). Uma das bandeiras do cara era combater a imoralidade, até vir a público que ele adorava a sacanagem de alto padrão.

Vale lembrar de um outro caso, um tempo atrás, do governador de New Jersey (seria isso?) que se declarou homossexual e renunciou. Tudo, claro, depois de ser pego com a boca na botija. No caso, na botija do outro.

Com tanta notícia assim que Big Brother que nada, ando mesmo é me jogando na Reuters. Daí você pergunta: o que a vida pessoal dos caras tem a ver com a vida profissional?

Acontece que ambos chegaram onde chegaram a base de muito populismo e hipocrisia. Então fica aquela pulga atrás da orelha: estariam eles (paladinos dos bons costumes) combatendo sentimentos oriundos deles mesmos?

Que isso sirva de lição. Até para nós mesmos, que somos craques em fazer julgamentos premeditados. Ao julgar, humilhar, combater e impor sanções, não estaríamos nós mesmos coibindo emoções próprias?

E escrevendo fiquei imaginando a cena do cara sentado em casa, quando batem na porta. Ele vai abrir e alguém diz: olá senhor, sou a hipocrisia e vim cobrar a minha dívida. Agora chupa essa manga!

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escrito por MIM - 2:44 PM

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Segunda-feira, Março 17, 2008


Sossego

Tinha uma época da vida onde o final de semana era tudo o que uma pessoa podia querer. Dormir até mais tarde, nada de trabalho, nada de estresse, zero compromissos e muita cama com televisão (suspiro). Pois é colega, isso não te pertence mais.

Hoje a história é outra. E o final de semana virou "o tempo de fazer o que não dá pra fazer durante a semana". E como sua semana se resume a trabalhar, dar uma treinada (tre-i-na-da, tá? Não confunda) e dormir, é melhor pular da cama cedo porque a lista é grande.

A começar pela geladeira. Cujos habitantes de longa data não passam de meia dúzia de cervejas, dois ovos e uma geléia de morangos. Durante as compras você pensa: até que é legal, porque eu odeio tanto? Ao pagar, você começa a recordar, e ao carregar, veja só, relembra do motivo perfeitamente.

Ainda tem que lavar o carro, almoçar com a mãe ou outro familiar que exija um mínimo de consideração da sua parte, arrumar documentos do escritório (zona proibida a empregada), separar a roupa pra lavar, desmarcar o churrasco do amigo, comprar o presente de aniversário do outro. Afe.

Então finalmente você chega em casa. Carteira vazia, secretaria eletrônica lotada. Baladas e baladas. E você, numa febre pós-adolescente tardia, abre uma cerveja e resolve que vai. Mas antes, só uma descansadinha no sofá.

Um olho cai, o outro também e logo lá está você sonhando, com algo safado e sujo pra lembrar o que você não faz mais. E assim vai esperar a semana começar, pra quem sabe... Quem sabe mesmo, ter um pouco de sossego nesta vida loca.

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escrito por MIM - 4:27 PM

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Quarta-feira, Março 12, 2008


Chacrinha

Está se desenhando um novo comportamento na noite. O comentário, do jornalista Eduardo Ribeiro (publicado no blog Repique) rolou depois da apresentação que selecionou a nova vocalista do Bonde de Rolê (who?) que esfregou um bife na periquita e jogou pro público.

“As pessoas não vão mais para o clube pra dançar de olho fechado, com uma vodka na mão”, continua ele. O movimento é decorrente dos clubes pequenos de NY, Londres e resto da Europa, e vem ganhando força aqui com o aumento de festas selo.

Baladas tipo Glória, A Lôka, DJ Club já defendem o freak em lugar do hype. Você chega e toma um susto. É gente em cima da caixa de som, com tamborim na mão e muita fantasia (o tal dress code). Até o caretinha Royal aderiu com uma noite pilotada pelo estilista Walério Araújo (googla que vale!).

Já tem neguinho chamando de “noite chacrinha” onde só falta o bacalhau. Eu, que estou ficando velho e um pouco loser (né?) acho fun e divertido. Mas pelo sim pelo não, fico com a moda antiga de dançar de olho fechado e vodka na mão (com energético e duas folinhas de hortelã, que ninguém é de ferro).

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escrito por MIM - 11:27 AM

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Segunda-feira, Março 10, 2008


Um e noventa e nove

As férias acabaram e tudo voltou ao normal? Menos a sua conta bancaria? Se você é do tipo que surta se não comprar nem que seja uma agulha, segue dicas de mimos que dão aquele elãn no visual sem onerar o bolso.

Bag saco: sabe? Que você puxa o fio e fecha no topo? Tem em toda loja esportiva. Pra levar tudo ali e jogar num ombro só. Fica lindo, de preferência num ombro sarado. Nem que o tal ombro não seja o seu..

Camiseta gola V: é hit. Mas o seguinte, o “v” é pra ser uma gola e não um decote. Por todos os santos da Bahia, não vai me queimar o pouco do filme que te resta!

Tênis de solado baixo: pra trabalhar, passear, pagar de gatinho no parque. É tipo coringa, tem que ter.

Correntinha: de ouro, prata, ou tipo escapulário. O segredo é usar elas sobrepostas. Bom, nem todo mundo segura. Em mim, por exemplo, não fica bom. Mas se contar pra alguém, eu minto.

Garanto que juntando tudo, não custa um jantar no Ritz. Mas a melhor dica sai de graça: muito bom humor. Soa piegas, mas tem gente simples que de tão alto-astral ilumina um ambiente. Ah, fazer a luminária não é a sua? E quando a luminária leva pra casa o mais broto da festa? Fica o toque.

escrito por MIM - 7:45 PM

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Sexta-feira, Março 07, 2008


Name-dropping

Rio de Janeiro. Verão de 2007. Numa rodinha na areia de Ipanema, você aciona uma calculada simpatia pra não fazer feio ao anfitrião. Entre um drink e outro comenta a vontade de ir no show de Bebel, estreando na cidade.

A Gilberto? Não agüento mais. Passamos a tarde inteira com ela na casa de Fulano de Oliveira, junto com Ciclano da Mota Pires e Beltrano Monteiro de Carvalho, rebate uma gordinha de voz estridente e suvaco in natura.

Por conta das três caipirinhas, você demora a realizar que a pratica de inserir nomes (e sobrenomes) numa conversa pra deixar o papo mais importante, é para a juventude carioca tão comum quanto assalto, coca boa e queijo coalho.

A partir dali tudo ficou mais claro e até simples. Você soube como curtir a estadia, os novos-amigos e as muitas festas. Só que ao voltar pra São Paulo, detonou geral. E o tal xoxo chegou ao ouvido do anfitrião, que não gostou.

Mas já diria o escorpião: você conhece minha natureza? Então cuidado. Terem acolhido você por jogar as regras do jogo é uma coisa. Diga-se de passagem uma experiência antropológica memorável.

Já não querer que você tire sarro de tanta pretensão e provincianismo é outra. E que na sua visão não merece o menor fair play.

escrito por MIM - 12:35 PM

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Quarta-feira, Março 05, 2008


Mimo

Tenho o costume de mimar os outros. O amigo que chegou da ponte aérea? Vou buscar no aeroporto. A mãe que quer bater perna na vinte e cinco de março. Vou junto fazer o capanga. A paquera que larga o restaurante uma da madruga? Busco! E com uma cervejinha na mão.

Mimar as pessoas tem seu prós e seu contras. Os prós são óbvios, afinal, tem coisa mais linda que receber um sorriso agradecido de alguém que você gosta? Ou aquele abraço sincero, que vale mais do que qualquer palavra?

Já os contras, vem com o tempo. Afinal, você dá o pirulito (sem metáforas, hein) e depois quer tirar o doce da criança? Vai ser neguinho reclamando dali, outro chiando daqui. Natural do ser humano.

E o que fazer? Cortar e não se permitir estes atos? Acho que não. Somos seres cíclicos e por conta disso, suscetíveis a mudanças de opinião, valores ou comportamento.

E antes que a gente passe a tomar atitudes pensando em não ser egoísta com os outros, acho que devemos não ser egoístas com nós mesmos. E se porventura alguém não gostar? Fazer o quê, manda pegar a senha e ir pra fila, que ela é longa.

escrito por MIM - 5:08 PM

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Segunda-feira, Março 03, 2008


Príncipes & ogros

Não uso mascara de cabelo, não uso gel de limpeza profunda, não tenho hidratante pra zona T. Isso significa que sou um demônio? Mamãe não acha! Mas se não faço, pago pra que façam.

E me joguei num dia de princesa. No feminino mesmo. Porque se fosse de príncipe estaria matando faisão e não deitado numa salinha com música ambiente e cheiro de hortelã.

Limpeza de pele pra iniciar. Nunca tinha feito, achava até frescura. Mas chega uma idade colega, que a gente deve reconsiderar certos tabus. Dos leves aos... Bom, sigamos. Claro que achei bom, revigorante, blá blá blá.

Depois o cabelo, que tava crítico. Cigarro na mão, fui escolher o corte na revista conceito. Quanto finalmente encontrei o dito, pá, ele já estava cortado. E ai de mim se reclamasse. Permaneço sem saber se gostei ou não.

Meia hora depois, academia. Afinal, de que adiante um rostinho bonito se é o corpinho que conta na escala richter? Dureza! Pra arrematar emendei o treino com uma sauna, onde desejei uma massagem com todas as minhas forças.

Finalizando o dia saudável, fui no Extra comprar um suco e sai de lá... Pasme, com uma LCD 32”. Afinal, ter um dia de princesa é bão, mas ter um dia de ogro, fumando, bebendo na companhia dum bom DVD em tela plana, não tem preço.

escrito por MIM - 6:10 PM

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Jovem, educado, bonito e rodado...
mas quem não é?

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