Sexta-feira, Dezembro 28, 2007


E thum, chegou 2008

Jardins, São Paulo. 10 minutos de caminhada, 4 conhecidos, 3 perguntas sobre o destino do Reveillon. Na réplica, Rio de Janeiro, Floripa e até um cruzeiro partindo de Santos. Afinal, quem pergunta quer mesmo é contar.

E você? Pro Rio mesmo. Já sei, muito branco, pool partys e substâncias ilícitas, setenciou o amigo com um tapinha no peito. Até explicar que você não está nesta empolgação toda, Inês é morta. Thau, até 2008!

Na Cidade Maravilhosa a passagem é uma caixinha de surpresas. Você planeja, planeja e tudo muda. A festa muda, as pessoas mudam e, algumas vezes, muda até a companhia com a qual você começou a noite. Acontece.

Então, pras picas com a logística e vamos nos preocupar com o que importa. No caso, com uma boa roupa branca, que te deixe bacana e ressalte o bronze, podendo ou não ter um detalhe novo pra dar sorte.

Depois, se certificar de que vai estar entre pessoas de alma grande e que você gosta. Cá pra nós, quando a gente está no meio de gente assim, na rua, na chuva ou na fazenda, tudo fica mais fácil e tem grandes chances de dar certo.

Por último, se jogar numa supertição básica. É cafona, tupiniquim e divertido, a cara do reveillon. A minha é tascar um selinho na pessoa do lado, assim que o ano virar. Pra garantir sexo o ano todo. Prevenido, até a pessoa do lado já vou levar.

Então é isso galera! Gostaria de cumprimentar pessoalmente todo mundo que vem sempre aqui, troca idéia, elogia, xoxa, ri, etc. Afinal, tamo aqui pra isso. Mas como não possível, um feliz 2008. E ano que vem, a gente se lê por aqui.

[ps: não prometo, mas vou tentara atualizar direto da barra ou de Ipanema]

[img: crop em foto royalty free]


escrito por MIM - 10:59 AM

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Quarta-feira, Dezembro 26, 2007


Supercool

Então você anda se esforçando, right? Mudou pra zona sul onde divide um apê com uma penca de colegas, economizou pros shows tendência do ano e, veja só, comprou uma Diesel (de procedência duvidosa, mas comprou).

As poucos, caminha pra algo que nove em cada dez jovens deslumbrados da capital sonham em ser: um supercool. Até lá, nada de perder o foco. Mas vale perder outras coisas que não te servirão mais, como a autocrítica, o amor próprio e o senso do ridículo.

Feito isso, será moleza pagar micos em nome deste ideal, como desfilar no trabalho ostentando seu último gaget, combinar jantar no Spot e dar o truque na conta, ou se humilhar por um desconto na balada do Buda (joga no google).

E como o hype mora no detalhe, você vai fazer tudo isso paramentado com sua munhequeira de plush Nike, sua cueca de dragão e sua correntinha tipo bad-boy, últimos gritos no universo do garoto juvenil descolado.

Se tudo der certo, um dia este seu sorriso sofrido parecerá natural, seu jeito perdido será substituído por um savoir faire de novela das oito e seus novos amigos, que você jamais viu durante o dia, finalmente vão te convidar pra se drogar numa cobertura nos jardins.

E uma última lição, não ligue para os que dizem que você se tornou ridículo, cafona e detestável. É apenas inveja, afinal, quem em sã consciência não gostaria de ser supercool. Rigth?

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[inspiração pro post: coluna do Ronald Villardo no globo.com


escrito por MIM - 4:08 PM

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Sexta-feira, Dezembro 21, 2007


Clueless

Num shopping da capital, conversam sobre temas de importância vital. E o reveillon, Rio? Floripa, que não conheço! Uma voz eletrônica surge. Atenção, estacionamento lotado! Realizam então da roubada. E agora? Tá no inferno, abraça o Diabo. E será que ele aceita cartão?

Primeira parada. Por favor, um modelo Renato? Peralá, pegando o vendedor? Não bobo, é o tipo da calça. Ah, tá! Na loja da frente, mais calças. Gostou? Amei! Mas marca nacional neste valor não dá? Muito franco!

O amigo espirra, vocês param numa farma. Entre corredores diminutos, tias gordas disputam com ninfetas magras. Eau de Toilette Adidas, vinte e dois reais com Mastercard. Malhar cheiroso, não tem preço. Antes de continuar, pausa no Frevinho pra abastecer.

Numa loja de estética surf-chic, uma dezena de vendedores rivalizam com os clientes. Uma moça se traços finos e bunda larga arranca suas sacolas. Vou estar guardando pra você estar podendo ver as roupas, diz, antes de perceber que o interessado era seu amigo. Que, digno, leva um tênis incrível!

O tempo vai acabando. A paciência idem. Depois da quarta oversize, o amigo segura a bichinha pelo braço. Olha só, olha de novo... Ela entende o recado e volta fervida. Acertei? Na fila pra pagar, seu amigo pergunta: gastei demais? Não, relaxa! Final de ano, muito espaço pras sacolas, pouco pra sinceridade.

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escrito por MIM - 12:40 PM

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Quarta-feira, Dezembro 19, 2007


Fel

É só você estar na sua que ele surge. Meigo, puxa assunto, fala sobre trivialidades, te faz um elogio. E quando você baixa a guarda thum, ele te tomba num comentário infeliz, do tipo, sou seu amigo e vou te dar um toque.

A pessoa amarguradinha, como o nome já diz, é amargurada pela vida. Geralmente é invejosa, carente e, por conseqüência, distribui patadas nos outros pra descontar a frustração de uma existência ordinária.

Devemos compreender e entender o fato de que a vida não foi muito justa com ela, certo? Errado. A vida não é fácil e justa pra ninguém. E nem por isso a gente sai por aí destilando veneno cor-de-rosa.

Mas elegantes que somos, jamais nos rebaixamos ao nível da pessoa amarguradinha. Vamos dizer que ela é feia? Não! Que é mal diagramada? Não! Que ela precisa de uma boa trepada, mas que provavelmente não vai conseguir nem pagando? Também não.

Mas cabe deixar claro que puxar tapete é uma coisa, estender a mão é outra. Na próxima vez que um amarguradinho colar na sua, faça aquela sua cara de “não sou obrigado” e solte um bom & sonoro “Oi? Eu acho que não entendi”.

Confrontados, noventa e nove por cento dos amarguradinhos desconversam. E o outro um por cento? Bom, aí é com você colega, porque até mesmo pra mim, elegância pode não ter hora nem local, mas tem limite!

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escrito por MIM - 9:39 PM

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Sexta-feira, Dezembro 14, 2007


Fermento

Jardins, São Paulo. Numa academia badalada, dois amigos conversam sobre iniciativas para o verão. Um moreno magro, rosto quadrado, faz força no supino. Seu corpo, apesar de sarado, imprime uma sensação duvidosa. Seja pela calça modernosa, ou pela envergadura exagerada das suas costas.

Seu amigo loiro, igualmente trajado, ajeita o boné estilo inglês no espelho. Em menos de cinco minutos ele irá ajeitar o boné mais três vezes e levantar a camiseta pelo menos duas, exibindo o abdômen (e seu ego) definido.

Do outro lado da academia, outros dois conversam. Estou tomando óxo, diz o magrinho, menos de trinta, mas quase careca. Óxo é o apelido pra oxandrolona, um esteróide de uso oral. E eu, deca (Decadurateston), confessa o outro. Rosto lindo, costas marcadas por espinhas.

Ao contrário das garotas o padrão de beleza imposto aos garotos não pende para a magreza, mas para os músculos. Soma-se a proximidade do verão e as academias de São Paulo (Brasil?) parecem sofrer com a síndrome do fermento. Com jovens do dia pra noite se transformando em neo-hulks.

Nesta busca pelo corpo perfeito, são poucos os que acertam a mão. Quando o verão passar vai deixar pra trás jovens obesos, flácidos e com problemas nos rins. Até lá, o barato é tirar a camiseta na balada exibindo com orgulho o fruto de tanto suor (e alguma química).

Só não pense em achar músculos definidos e tanquinhos sarados. Em São Paulo, a impressão que fica é que tudo bem você ter um corpinho pão de queijo, contando que ele venha espremido numa Lacoste ou Sérgio K. E claro, acompanhado dum bom importado 4 portas.

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escrito por MIM - 5:48 PM

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Quarta-feira, Dezembro 12, 2007


Coração Peludo

Chega esta época do ano e você é bombardeado com mensagens de fraternidade, paz e amor. Que é o momento pra relevar assuntos mal resolvidos, perdoar quem te magoou, reatar com colegas que deslizaram no caráter.

Mas cá pra nós, porque catso você tem que relevar e perdoar quem te fodeu? Não tem colega! Ainda mais se você, assim como eu, não tem a menor vocação pra santo ou bom samaritano.

Claro que você não precisa se lançar em uma vendeta pessoal. Guardar raiva no coração faz mal pra pele, envelhece, da cabelo branco. Mas daí pra perdoar, são outros quinhentos. Minha dica? Apenas espere!

Até porque, pessoas inconseqüentes, invariavelmente metem os pés pelas mãos. E meu caro, existem infinitas formas de você se vingar de alguém, mas nenhuma é tão doce quanto poder ajudar aquele que te prejudicou.

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escrito por MIM - 6:27 PM

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Segunda-feira, Dezembro 10, 2007


Brilho

Disperso, ele passeia pela agencia. Na mesa, uma pilha de pastas com o selo urgente se acumulam. Outrora, levantaria tenso, sem saber por onde começar. Agora, folheia como uma mão, enquanto a outra pluga o ipod no computador. Fulano quer falar com você! Ah, é? Assim que eu puder, vou lá. E não foi. Estava baixando a coleção completa do Budha Bar. Aliás, leu num sei onde que inaugurou um em São Paulo. Seria Daslu? Duma leva, resolveu 3 pepinos. De outra, delegou a 3 estagiários. O dia foi esquentando, reuniões, tensões, alguém discute no corredor do elevador. Nem thuns pra hora do Brasil. Sua única amiga te chama pra conversar. Pedi demissão, estou indo morar na Austrália. Aceita um chá? Tomamos os dois. Volta pra mesa, mais trabalhos se acumulam. Você finalmente decide produzir, afasta a papelada, ajeita o teclado e... escreve no blog (suspiro). Impressionante como 3 gotinhas de brilho podem tornar a vida tão mais bonita.

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escrito por MIM - 4:16 PM

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Sexta-feira, Dezembro 07, 2007


Festa PJ

Festa PJ? São festas tipo “pessoa jurídica” bancadas por um patrocinador, onde se bebe e se come de graça. Elas movimentam a noite e embasam a máxima de que em São Paulo, o melhor agito acontece de segunda a quinta.

Ao contrário do que muita gente pensa, estas festinhas não são o suprasumo do glamour e da jeunesse dorée paulistana. Primeiro, porque festa de bacana mesmo a gente não fica nem sabendo. Nem pelo Amaury.

Segundo, porque as vezes rolam três, quatro festas PJ por noite. E nem se SP fosse a NY dos trópicos, como todo mundo aqui juuura que é, existiria gente interessante ou famosa (?) o suficiente pra tanto evento.

Logo, elas se tornam um prato cheio pra máfia do arroz, aquele povo que mata a mãe por uma boca-livre e pela chance de aparecer em sites de conteúdo duvidoso, tipo glamurama, eggo e afins.

Quer dizer que a gente odeia festas PJ? Errado! Nós amamos, basta ter critério. E outra, vamos combinar que a pior festa que você pode encontrar em São Paulo, vai ser melhor que a melhor festa num Rio de Janeiro. Muito franco!

E domingo rola a festa de pré-reveillon de Rogério Figueiredo (joga no google). Ano passado foi incrível e a deste ano promete. Te vejo lá!

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escrito por MIM - 6:03 PM

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Quarta-feira, Dezembro 05, 2007


Unanimidades

Oscar freire, lunch time. Sentados numa sanduicheria, eles vêem a vida passar. A vida e no caso as beldades, já que poucos lugares na capital reúnem tanta gente cheirosa, gostosa e bem nascida.

E beleza põe mesa? A delicada questão é posta no ar, criando um consenso na resposta: não só põe a mesa como ainda garante que ela esteja muito bem localizada. Fatídico? Eu diria real!

Mas e quando não se é bonito? Isso é relativo, diz o amigo, Coca - diet, claro - na mão. Pense na pessoa chegando num Maserati vermelho colorama, trajando um Helmut Lang suit e um bom D&G 2008 Collection.

Agora diga, com uma estréia dessas, quem vai olhar cara? Novamente, concordam que o fundamento tem sua lógica. Alguém sugere: café no Suplicy? No caminho, outro exemplo de beleza desfila com desenvoltura.

As notas são dadas (sim, fazemos isso) e pela terceira vez, unanimidade. Na saída, a criatura outrora avaliada, desfila de volta. E sorri. O mais saidinho do grupo (se é que isso é possível) acena discretamente.

Eles se despedem. Sinceros, cocordam que toda unanimidade é burra. Mas seguindo o pensamento do mesmo autor que cunhou a famosa frase, burra pode até ser, mas de boba meu querido, não tem nada!

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escrito por MIM - 7:18 PM

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Terça-feira, Dezembro 04, 2007


Casa dos Criadores

Noite chuvosa de uma terça-feira recente, o salão de um shopping da capital está apinhado de gente. Homens, mulheres e gêneros não identificáveis, se acotovelam na entrada da sala de desfiles da Casa dos Criadores, evento de moda com pretensão de ser celeiro de novos talentos.

Chiara Gadaleta tem um rosto bonito, maquiagem dramática e veste uma túnica vestido. Simpática, me dá dois beijos no rosto enquanto observa sua foto, na exposição de personalidades (?) da moda, na entrada do evento.

Ao lado, Cláudia Liz sorri efusiva, dentro de um duvidoso kimono preto. Como ela, ninguém ali parecia ter obedecido algum critério (ao menos, conhecido no planeta Terra) para se vestir. Mesmo sendo um evento de moda.

Uma amiga fashionista me corrige dizendo que todos ali são assim na vida real. Até aquele homen de saia? Sim, me responde. Dentro da sala de desfiles o DJ Zé Pedro abraça Alexandre Herchcovitch. Jonny Luxo, sentado de pernas cruzadas numa calca justérrima (leia-se skinny) , parece entediado.

O desfiles começam. As modelos, ainda sem desenvoltura profissional, aparentam dificuldade no catwalk por conta da fraqueza. Na primeira fila, o clã do site erikapalomino segura o carão, jurando que Milão é ali. Lílian Pacce, do GNT Fashion, esbanja simpatia.

Aplausos. O estilista Walério Araújo entra sambando num salto agulha, acompanhado de duas mulatas. A comoção é geral. O próximo desfile será na sala ao lado, diz uma voz anasalada no alto-falante. Outro tumulto se inicia enquanto enquanto hoje vira amanhã, numa terça-feira recente.

[img: detalhe do desfile do estilista João Pimenta, inspirado culturas Navarro (EUA) e Maori (NZ)]

escrito por MIM - 11:53 AM

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Jovem, educado, bonito e rodado...
mas quem não é?

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