Quarta-feira, Outubro 31, 2007
A pessoa que olha
Sabe a pessoa que olha? Então, tenho amigos que são pessoas que olham mesmo. O que eles olham? Tudo! Se algo foge daquilo que estão acostumados a ver, batata! Ficam encarando fixamente, semi-hipnotizados.
Tem a pessoa que olha por reprovação. A perua chata, o bêbado indiscreto, o feio que quer chamar a atenção na roda (sim, porque o bonito a gente até entende) e em segundos lá está a pessoa olhando com desprezo. E nojinho.
Também tem aquele que olha por admiração. Tipo a gata-muito-gata que entra muito segura na loja. Olham eles pra cobiçar, olham elas pra achar defeito. Se for um cara bonito, olham elas pra cobiçar e eles pra comparar.
Tem ainda um olhar mais complexo, o de “admiração aprovação reprovação”. Tipo a moça olhando o cara gatão na Oscar Freire. Ele é bonito, ela admira. Ele é bem vestido, ela aprova. Ele é bichona (... queria o quê?) ela reprova, passada. E vai se recompor na Cristalo.
Quem não gosta de olhar gente? Não tem nada mais bacana que viajar pra um lugar, sentar num café de bastante movimentando, pedir um drink, acender um cigarro e ficar vendo os locais passarem. Antropologia.
Mas como tudo na vida, sua liberdade termina onde começa a do outro. E se o espaço for de convívio público, cabe segurar a curiosidade e ficar na sua. A não ser, é claro, que alguma musa da TV resolva transar numa praia cheia. Aí colega, pegue uma pipoca e boa diversão.
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Sexta-feira, Outubro 26, 2007
Futuro
O dia está só na metade e você já participou de reunião, entregou uma pilha de jobs, almoçou China in Box sentado na mesa do computador e ouviu três vezes a palavra “urgente”... E de três pessoas diferentes. E o dia está só na metade.
Saindo daqui você vai chegar na cama, tirar o sapato sem desamarrar os cadarços e se entregar ao sono dos justos, certo? Piiiiii, errado! Você vai é respirar três vezes, encarar o trânsito descomunal desse dia chuvoso e se jogar na academia.
Onde vai puxar ferro por uma hora, correr meia hora e fazer bike na outra meia, aliás, o único momento que consegue ler um livro. No caso, mais um romance-suspense do Dan Brown (sem criticas ok?).
Então, quando hoje já tiver virado amanhã, você finalmente vai pra casa, realizar que a geladeira não faz compras sozinha. Então vai comer meia banana enquanto coloca o despertador pra tocar sete horinhas depois.
E antes que alguém pergunte, não, você não quer uma medalha. Só um vidente muito bom, pra dizer que isso tudo um dia vai valer a pena. É pedir muito? Hein, hein?
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Quarta-feira, Outubro 24, 2007
Noise
Barulho, muito barulho. É o preço que se paga por viver numa cidade como São Paulo. Ou melhor, o preço que se cobra já que hoje em dia, paz e silêncio viraram artigos e luxo.
Por exemplo, almoçar na rua. E nem precisa ser nos Jardins. Têm os restaurantes que valorizam o (som) ambiente e os que não. Agora, uma trufa pra quem adivinhar em qual deles você vai gastar mais.
Hoje o que se cobra não é só o prato, mas o lugar, o serviço, o momento. Quanto mais isolado do caos do lado de fora, mais bacanudo o lugar tende a ser... E claro, mais vai doer no seu bolso.
E um cafezinho? Tô longe de rasgar dinheiro, mas poder relaxar num ambiente silencioso, lendo uma revistinha, quase vale os cinco contos do Café Suplicy (aliás, alguém me explica essa mania de levar notebook no café?).
Tirando um clubinho ou boate, não vejo a menor graça em chegar num lugar e ter que berrar pra conversar. Por isso, se você for comemorar aniversário, formatura, happy-hour, cirurgia plástica num bar do Itaim, nem me convida.
Tem quem acredite que quanto mais cheio o local for, mais hype ele é. Não entendo o fenômeno e nem quero entender. Até porque sou bem rodadinho pra saber em São Paulo sobra lugar que (com o perdão do trocadilho) faz muito barulho por nada.
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Sexta-feira, Outubro 19, 2007
A Mostra
[Ando sem tempo até pra respirar. Mas como não poderia deixar de abordar o tema, revisitei um post de 2004. É o que tem pra hoje!]
Para tudo!!! A Mostra de Cinema começou. Cinéfilos surtam, modernos dramatizam, culturetes ovulam. E como São Paulo é São Paulo, não preciso nem dizer que todo ano o evento é tipo comoção. E, claro, com a maior porcentagem de gente estranha por m2 da cidade.
Pra você que não tá nem thuns pro cinema iraniano mas não quer perder o agito, cinco regras para você pagar de antenado e segurar no glam:
Regra 1: Fume. Ah, não sabe? Aprenda. Todo antenado de Mostra fuma. Nesses momentos saúde é nada, imagem é tudo.
Regra 2: Se vc não é gay, vá com amigos gays. Além de conhecerem gente bacana os gays dão o ar “veja como não tenho preconceitos” necessário. Obviamente vc tem a opção de virar gay em si, só não conte comigo pra isso.
Regra 3: Scarpins, nikes e sapatos tipo Prada, nem-pen-sar! Moderno que é moderno não abre mão do all-star nem em casamento. Se não tem, compre um. Até porque, um all-star é tipo “tem que ter”.
Regra 4: Ignore os famosos. Mesmo se aquele cara de óculos, cigarro e ar blasé for o Gael. Moderno q se preze está acima disso. Se você não estiver agüentando, peça no máximo fogo pro cigarro (olha só a vantagem da regra 1).
Regra 5: Se sobrar tempo e vc não estiver exausto do fréji, assista um filme. Até porque a Mostra é uma oportunidade única de ver coisas que jamais entrarão no circuito. E, claro, de você colocar alguma cultura nessa sua vida fútil.
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Quarta-feira, Outubro 17, 2007
Reação
Foi assim, fomos buscar o amigo recém saído de uma cirurgia. No caminho, a solicitação de uma volta maior para evitar as lombadas e pronto, paramos no território das travestis. Centauros dos tempos modernos, como diz o Jabor. Ao atravessar a avenida a cena inusitada, duas das meninas rebolavam freneticamente na esquina, subindo e descendo, num tipo de competição cachorra. Sentadas na mureta as demais gritavam incentivando a competição. E os expectadores? Nós, passantes, com holofotes de farol. Cena digna de filme B. Então uma delas gritou, reage Jéssica, reage! E pronto, sem saber, aquela traveca iniciava o movimento “Reage Jéssica”. E hoje, quando invariavelmente as coisas não dão muito certo e você sente o peso de ser gente grande, um amigo irônico (e bem filho da mãe, cabe dizer) não terá dúvidas em bipar seu celular com a mensagem: “reage jéssica”. E você, ao invés de ficar puto, vai lembrar da cena e sorrir. Pois é na adversidade que nós, criaturas humanas, mostramos o nosso poder de reagir.
[Reflexões: O movimento Cansei que se cuide!]
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Quinta-feira, Outubro 11, 2007
Menergy
Já ouviu falar? É a nova síntese da tendência para o masculino na moda. Danada essa moda. Piscou e thum, já vem alguém com uma novidade pra vender. O termo menergy vem de juntar men e energy, diz que pra enterrar o conceito metrosexual, que é last season. Ai, ai, ai.
A história se resume em roupas mais estruturadas, acabamentos meio que aparecendo, algum oversize, tudo hiper masculino. A barba é um fundamento e o cabelo chega do curto pro militar. Bem macho-men, pegou?
Na real, é até interessante estes flashes retrosexuais pra dar uma quebrada nesta festa do caqui. Nada contra o homem poder ousar, mas em Sampa a impressão que tenho é que tem mais gente errando o alvo que acertando.
Na minha época, homem bonito era aquele que parecia com homem. E mulher gostava de garoto com cara de garoto. E até os homens que gostavam de homens, prefereriam aqueles que mais se assemelhavam a, veja só, homens mesmo. Achou confuso? Lê de novo!
O importante é saber que pra ser moderno, chic e cool, você não precisa virar uma franga cheirando a channel 5 da mesma forma que pra ser homem, você não precisa cagar grosso nem comprar na Colombo.
Bom, essa informação vai te servir tanto quanto um suéter apoiado no ombro. Mas pode ser uma boa desculpa pra trocar aquele cabelereiro estrela pelo barbeiro do lado da sua casa. O que sobrar a gente investe em 2 packs de Stella artois. Cerveja de fresco, mas ainda assim bebida de homem.
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[fonte: www.oficinadeestilo.com.br/blog]
update: viu a edição comemorativa da última GQ, com os homens que marcaram sua época? Tudo a ver com o post.
Quarta-feira, Outubro 10, 2007
Pessoa sandyjunior
Você conhece alguém sandyjunior (sic)? Pode ser que sim e você nem tenha se ligado. Isso me foi explicado numa mesa do Ritz, após comentários das melhores amigas de infância sobre um casinho do passado.
A pessoa sandyjunior é aquela que tem as características dos dois irmãos mais caretinhas do pop nacional. As ruins, claro. O apelido se usa junto mesmo, exemplo: eu acho o Zac Efron (joga no google) super sandyjunior.
A pessoa sandyjunior enquanto menina, obviamente tem as características da Sandy. Ou seja? Chatinha, meiguinha, patricinha. Do tipo que acha que fazer um oral é dar uma canja à capela. Fofa!
Já o menino sandyjunior também tem as características da Sandy. Brincadeira. Na verdade é aquele garoto de cabelo compridinho, que faz a linha meigo e é meio afeminadinho. O menino sandyjunior é o emo do pop. E nem foi eu quem disse.
A realidade é que o povo adora malhar a dupla. Eu não malho (muito) mas também não tenho pena. Primeiro porque toda essa fama de boring tem seu fundo de verdade. Segundo, porque eles estão nadando no dinheiro e cagando pro que o povo pensa. Eu pelo menos estaria!
… Mas porque tô falando disso mesmo? Ai que assunto mais sandyjunior…
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Terça-feira, Outubro 09, 2007
Cara & Coroa
Quem nunca ouviu o jargão de que Nova York não espelha os EUA, mas sim o mundo? Pois diz que a big apple não é mais aquela. Pelo menos é o que anda saindo na mídia especializada sobre musica, tendências e tudo mais.
Diz que a cidade sofre um esvaziamento de idéias cool e anda numa fase sombria. Que as bandas sedentas por sonoridades sumiram das garagens e que as festas mais bacanudas em clubes e apartamentos desapareceram.
Isso assusta um pouco, já que esse encaretamento - que vem tirando o brilho de tudo o que é legal - parece ser uma tendência mundial das grandes metrópoles. E a gente sabe que São Paulo adora copiar o que vem de lá, né?
Mas calma colega, ainda não é dessa vez que você vai aposentar seu skinny. Por aqui, pelo menos, há uma strobo no fim do túnel. Clubes como o Glória, que fecharam por conta da briga da prefeitura, reabriram suas portas.
Também tem ganhado força um movimento em torno da programação de pub-clubs como Astronete, Milo, Berlim, Belfiori, onde o fundamento boca-a-boca tem definindo o que é realmente bacana assistir, ouvir, curtir e dançar.
Muna-se de bons contados e vá a luta. Se o que é cool ficou mais difícil aos outsiders, pelo menos você não corre o risco de sair, cruzar com a gente da firma e ter que explicar que o dress-code da noite era plumas & paetês.
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[fonte: Coluna do Lúcio Ribeiro, Folha de hoje]
Segunda-feira, Outubro 08, 2007
Espartano
Tinha programado tudo. Jantar familiar no restaurante bacanudo, barzinho com a metade careta da turma, boate com a metade mais doida. Logística na ponta do lápis, anotado no moleskine, para agradar grego e troiano.
Mas e o espartano nessa? Logo ele, o cidadão modelo, homem soldado, crescido no agogê (joga no google). Agora que podia escolher para si, tomava escolha para os outros? Abriu uma cerveja (fora da dieta) e avisou aos mais próximos, sem planos, sem celebrações, pronto!
Neste dia acordou tarde. A escuderia estava a postos pelos dois melhores amigos. Destes, impossível se livrar. E nem queria. Resolveram fazer nada. Não havia presente melhor. Andaram pelos Jardins, comeram no Frevinho, pegaram um blockbuster e três (sim!) caixas de chocolate.
No final do dia foi buscar a paquera de carro. Preparou dois tostex com chá gelado e junto da turma, reviu o filme canadense C.R.A.Z.Y no home teather, na companhia dum bom beckembauer.
Sem flûtes espumantes, sem presentes caros, sem falsas saudações. No entanto, não se recordava de ter curtido tanto um final de semana como esse. Quiçá, um aniversário.
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Quinta-feira, Outubro 04, 2007
Guarda-chuva
Dois amigos. Ambos bonitos (mesmo), bacanas (mesmo), resolvidos (ok, aqui uso uma licença poética) não falam de outra coisa a não ser desilusão. Seria cômico se não fosse tão trágico. Já até decorei o nome da tal analista. Sério!
Curiosamente, clamaram pelo fim do relacionamento e agora se recusam a aceitar a condição da solteirice. Natural, diria você. Mas a questão aqui é outra. Não sofrem por amor a pessoa fruto da paixão (?) mas por amor a condição do namoro.
Como se faz quando não se gosta do outro, mas se gosta do cotidiano, do dia-a-dia? Sendo mais claro, agora que terminou, o que Maria leva? O melhor, o que João leva, já que deixar tudo como está, mesmo quando não está bom, é um comportamental masculino.
Identifico aí fatores diversos. Preguiça (de recomeçar), medo (de nova desilusão), frustração (de não ter dado certo) mas sobretudo uma grande dose de caretice. Tá tudo e todos tão caretas que dá preguiça de se viver uma solteirice plena nos dias de hoje.
O que aconteceu com a sensação de liberdade? Com a delícia de não se ter deadline? Daquela pessoa que se basta, que aguça a curiosidade dum batalhão justamente por estar na dela, sem precisar de nada, porque não precisa de ninguém pra existir?
Claro que este mundo replublicano explica muita coisa, mas prefiro acreditar que optar por uma vida boring, por pura proteção, é uma excessão. Penso assim porque, como diria Danuza, existem dois tipos de gente, os que usam guarda-chuvas e os que não usam. Eu sou do tipo que se encharca. E você?
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Quarta-feira, Outubro 03, 2007
Torcicolo
Sofro logo existo. Descartes? Não colega, eu mesmo. Nada a ver com alma e espírito, tudo a ver com corpo e músculos. Ah e pesos! No caso quilos, que a gente anexa numa máquina e fica embaixo, empurrando com as pernas para cima. Tempos modernos, diria Lulu, onde se paga pra sofrer. Tudo em nome de quê? Uma perna definida, uma barriguinha sarada, um bíceps redondinho. Nada fácil. Somando trabalho e academia se chega em casa por volta da meia-noite, não sobrando tempo pra se recuperar. E pronto, tudo vira sofrimento. Acordar? Tomar banho? Coçar a sombrancelha? Dói, dói e dói. E ao passar na frente do espelho do hall, realiza que está andando como um zumbi dum filme do Dario Argento. Que esta barriga seque até o verão, grita você, seguido de gritos de aleluia irmão, aleluia (tá, ok, tô exegarando). E enquanto mais um dia cheio e estressante acaba você, que poderia ir pra casa comer pipoca e ver o Diabo veste Prada no Telecine, come um nutry e vai ver a diaba vestindo Track&Field na academia. Quer moleza, senta no pudim, grita a diaba. Quer dureza, põe mais dez quilos e empuuuuura. E você empurra, sonhando com o dia que você definitivamente definir… Definir que sua barriga tá ótima, você tá ótimo e que o resto todo que se dane.
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Terça-feira, Outubro 02, 2007
Japa power
Pode se dizer que o bairro da Liberdade é perto e longe. Porque da avenida Paulista se chega num pulo e também fica pertinho da Catedral da Sé. Dos bairros colonizados por imigrantes, é um dos mais ricos culturalmente com lugares superbacanudos.
Tem a feirinha da liberdade, que todo domingo atrai uma multidão. Gente que vai conferir os artigos típicos, como as luminárias bola de papel arroz, ou comer nas dezenas de barraquinhas. O segredo pular de barraca em barraca, provando um pouco de tudo e sem frescura, como tem de ser.
Tem as lojas de produtinhos japoneses. Você entra e sai querendo tudo. Minha mãe ama as panelas coloridas com tampas de vidro. Eu adoro os sucos (com latinhas lindas) tipo de uva com pedacinhos e o sorvete quadrado de melão. Ou mimos como o gatinho que mexe a cabeça com luz solar, que na Colette Paris custa 200 euros. Tá?
Ainda tem o Ikezaki, uma galeria com andares e andares dedicados a cremes, shampoos, eletro-eletrônicos. E pra quem já tem certa intimidade com as ruas, pode conferir as famosas exposições de orquídeas ou almoçar no kilo de sushi do largo da Pólvora, onde um tiozinho japa lê a mão e faz previsões por 5 reais. Fofo.
Recentemente o bairro ganhou mais estrelas no guia “mamãe sou supercult” com o karaokê Liberdade, que virou point do povo da moda, designers e descolândia em geral. Nunca fui. De descolado basta a sola do meu tênis (que nem é all star). Mas diz que é divertido.
Pra quem reclama que Sampa tem poucas opções free de lazer e diversão, taí uma ótima pedida pra levar a namorada, o namorado ou ir até mesmo sozinho. Paga no máximo o ticket ida e volta, já que, além de tudo tem metrô na porta. Saionará.
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