Sexta-feira, Março 30, 2007


Colírio

Quem disse que beleza não é importante? No mundo de hoje, mais que nunca. Namorar alguém bonito, por exemplo, pode poupar você de alguns infortúnios.

Você num happy hour e uma pessoa muito (mas muito) interessante vem com uma proposta indecente. Com algumas cervejas na cabeça é impossível não balançar. Mas então pensa, pra quê?, se o que eu tenho em casa é bem melhor? Um problema a menos na vida e a consciência limpa.

Uma noite qualquer na blaselândia. Um, contando mais vantagem que o outro. Meu carro é X, meu apê é Y. Então chega a sua companhia, do tipo bonita por natureza. Jeans e t-shirt branca. Todos param, você dá um selinho e pede pra buscar um drink. Desculpa gente, qual era o assunto mesmo?

Sem contar o fenômeno beleza por tabela. Pois até quem não é um primor da natureza, basta andar ao lado de alguma beldade pra despertar comentários do tipo: olha que casal bonito! Quem não gosta?

Invariavelmente este assunto pode virar pauta do casal. E a parte melhor afeiçoada (sabiamente) jamais vai admitir a vantagem. Ou dizer que não liga pra isso. Ou dizer que beleza é uma questão de ponto de vista.

Vale a serenidade de quem entende que uma relação é bem mais que isso, sobretudo tolerância, e de quem conheçe o valor que tem. Mas quando ela fizer um elogio aos seus lindos olhos, aceita de bom grado, só por vaidade.

[ps: o bom de escrever é poder testar. Quem lê aqui pode perceber quando mudo o estilo por conta do que ando lendo. E no momento, ando in love com um livro chamado Danuza Todo Dia, de 94. Superaconselho]

escrito por MIM - 11:34 AM

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Terça-feira, Março 27, 2007


Nada mole vida

Mesmo tendo uma paciência de Jó, viver em São Paulo não é nada fácil. Fácil mesmo é se irritar. E tudo começa já bem cedo, com seu vizinho desnecessariamente martelando a parede às oito da manhã.

Mas o que são dez minutos de sono a mais? Ao sair de casa, o trânsito está descomunal. E um ônibus feroz buzina loucamente atrás de você. Podia ser pior? Podia claro, com você muito bem espremido dentro do mesmo.

O trabalho, que dureza. Se fosse bom não teria esse nome, mas tem dias que as pessoas parecem ter combinado encher o seu belo e enrugado saco. Tarimbado, você vai contornando tudo no sorriso, levando na esportiva.

O dia acaba e você segue pra academia em busca dum momento de prazer. E descobre que este momento vai ter que esperar. No caso, na fila da esteira, do supino, do bebedouro.

Motivos pra um breve surto psicótico? Imagine, você nem esquenta. E come um nutry vendo a (péssima) novela das 8. Não, você não fez curso de inteligência emocional. Nem virou monge budista.

Só leu na revista tendência que estressar envelhece. E mata mais rápido. Tudo bem que com tanta violência por aí, morrer de velhice é privilégio. Mas para que arriscar?

escrito por MIM - 7:45 PM

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Sexta-feira, Março 23, 2007


Tempos modernos

Precisamos reconhecer, a vida era bem mais fácil. Fazendo sol e estando com a mesada no bolso, não se queria mais nada. Pagar conta, saber a data que o carro tem revisão (ô coisa chata), fazer reunião com gerente de banco eram coisas inimagináveis.

Ia pra Maresias levando três bermudas, três camisetas e tava ótimo. Sunga? Era coisa de velho. Ninguém sabia onde dormir, mas um sofá sempre dava pra descolar. Sempre. E se não tivesse, via o sol nascer na praia. Com uma garrafa de qualquer coisa e um bom baseado.

Hoje você não vai pra nenhum lugar que não tenha uma hidromassagem. Brincadeira. Mas hoje falta o desprendimento de outrora. E você não tem mais aquele fundamento que cabia pra qualquer ocasião: a irresponsabilidade.

Aventuras? Você topa. Se for de avião, com um kit emergência contendo um Banana Boat fator 8, um Dolce & Gabana escuros e um dinheirinho pra comprar alguma lembrancinha.

Sim, saudades das caronas, mas felicidade de poder ir com o seu carro com ar-condicionado, que você comprou com seu suado dinheirinho. Saudades da Sessão da Tarde, mas tranquilidade pelo trabalho que você ama e ralou pra chegar.

Saudades dos milhões de amigos pra bem mais forte poder cantar, mas serenidade ao valorizar seus poucos e bons, que não cabem nos dedos de uma mão, mas que estão prontos pra te oferecer um ombro a qualquer hora ou lugar.

Sim, os tempos são outros. Mas graças a deus, você também é!

escrito por MIM - 7:29 PM

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Quarta-feira, Março 21, 2007


Tudo

Quem disse que não se pode querer tudo? Pode sim. O lance é que a diferença entre querer e ter é grande, porque tudo é muita coisa. Mas quem diz que não quer, está mentindo.

Claro, o tudo da pessoa X é diferente da pessoa Y. Pra uns, ter tudo é pagar as contas no final do mês, viajar vez em quando pra praia, poder comprar uma camisetinha ali, um jeans bacanudo aqui e encontrar os amigos naquele restaurante charmoso da Alameda Franca.

Pra outros, tudo mesmo é uma vida a dois. Ter um apêzinho com varanda na Vila Madalena, uma venda ao lado pra comprar frutas e uma travessa pra colocar uma boa salada e esperar a paquera chegar... Com um vinhozinho, claro!

Tem ainda os que acham que tudo tem que ser levado ao pé da letra, tudo mesmo. Uma vida de confortos, um motorista pra levar e buscar, um cartão de créditos sem limites e portas sempre abertas, seja lá qual for o lugar ou ocasião.

E porque não? Sonhar não faz mal. E apesar da cobiça ser um pecado capital, sabemos que andar 100% na linha o tempo inteiro não é da natureza do ser humano. Eva que o diga! A diferença fica por conta dos que sabem equilibrar anseios com conduta.

Os que têm valores tiram isso de letra. Os que não têm, vivem a vida na corda bamba, perigosamente em busca dos seus objetivos. E só terão paz no dia em que forem pro céu, pois pra gente assim, tudo nunca será o suficiente.

escrito por MIM - 2:05 PM

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Terça-feira, Março 20, 2007


Balança

Quem diria. A Folha da semana passada noticiou que o Rio lidera o ranking de cidades com população acima do peso. Andando pelas ruas da zona sul fica difícil de imaginar, afinal, até as árvores da Joana Angélica têm tanquinho.

No mesmo ranking, São Paulo, nacionalmente conhecida como estressante e corrida, aparece em décimo oitavo lugar. A matéria tabém avalia que apenas uma pequena parcela da população se exercita.

Não é verossímel traçar panomaras baseados no mundo zona sul. Mas tenho impressão de que a falta de praia cobra menos estética do paulistano, sobrando mais espaço pra uma prática de exercícios ligada ao bem estar. Isso explicaria também porque uma das maiores comunidade de corredores do Brasil está aqui.

Brincando, costumo dizer que quem gosta de interior é decorador. E que eu treino porque quero ficar saradinho. Mas não é 100% verdade. Fazer um esporte melhora a qualidade de vida, o humor e sobretudo ensina a gente a ter disciplina, importantíssimo pra vida.

E digo mais. Ir malhar depois de uma rodinha de gente sarada, bronzeada e tomando guaraviton no posto 9 é uma coisa. Ir malhar num frio da porra, depois de encher a lata na balada do dia anterior é outra. Por isso, tiro meu chapéu (ou o bonezinho track&field) pra paulistada.

[Reflexões: Quando vão inventar a pílula da barriga sarada?]

escrito por MIM - 10:33 AM

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Segunda-feira, Março 19, 2007


Vaidade

Em materia de vaidade nada bate as mulheres. Mas não é nada fácil ser homem. Para ser um homem que encha os olhos delas (e deles) leva muito tempo, algum conhecimento e sobretudo muito, muito dinheiro.

O problema já começa com a falta de opções pros meninos. Coisa boa? São as lojas X, Y, Z e olhe lá! As mulheres levam uma vantagem homérica na quantidade de locais da/de moda a um preço acessível. Quando não um bairro inteiro, como o popular Bom Retiro.

E visual? O cabelo, por exemplo? Gosta comprido, mas não muito pois é coisa de adolescente. Militar também não pode, já que costuma usar uma barba suave e fica Febem. Ainda tem o look 'acordei e vim', bacanésimo, mas exige horas de investimento toda manhã. Haja espelho!

E no quesito produtos? Tem que saber a cera certa pro cabelo não ficar oleoso. E se ficar, o shampo certo pra equilibrar. Hidratante pra quem usa barba. E outro pro corpo, que mandou fazer a pedido da dermatologista, mas nunca tirou da caixa. E andar sempre cheiroso, mesmo com o preço do perfume a hora da morte.

Não, não é fácil. Quando se acorda inspirado, ok! Mas tem dias que não. Então veste o primeiro jeans, a camiseta velha de banda e sai. Que delícia não ter que pensar na produção! Uma sensação de alívio.

Lá pelo meio do dia sente falta de algo. Ninguém comentou que está cheiroso, nenhum elogio. Quando chega a hora de embora, não pensa em outra coisa se não a roupa de amanhã. Vai entender estes homens!

[Refexões: Peralá, fazer a mão é um pouco demais!]

[fotos: detalhe bastidores / Alexandre Herchcovitch SPFW 2007 / from madeinbrazil.com]


escrito por MIM - 11:26 AM

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Quinta-feira, Março 15, 2007


Pijama

Então você emendou do trabalho com a paquera. Foram jantar, um beckezinho na casa dela, a coisa esquentou e você acordou sem roupa pra trabalhar no dia seguinte? Adoro! A seguir, dicas de quem já passou por esse (delicioso) problema uma centena de vezes e aprendeu certos truques.

. Taí mais uma vantagem da academia. Você vai no porta-malas do carro, pega seu bom Nike, sua Track&Field, repete só o jeans e vai trabalhar fazendo a linha sportwear. Tendência colega!

. Passa numa loja de conveniência e compra uma camiseta escrito I 'Hart' São Paulo (sim, já fiz isso). E como você não dormiu a noite inteira, aproveita e compra um honesto óculos-escuros (também já fiz isso).

. Faz cara de pedinte e empresta uma camisa da paquera. Se for homem, tudo resolvido. Se for mulher, garanto que ela vai ter uma camisa do ex escondida no armário e vai fazer questão de te emprestar. Vai por mim!

. Liga o foda-se, chega belíssimo no trabalho com a mesma roupa (mas de banho tomado e cabelo penteadinho, por favor) e fala com a maior cara de pau do mundo: pois é, dormi na minha mãe!

[Reflexões: repetir roupa do dia anterior é tipo roxo no pescoço, todo mundo recrimina mas adoraria chegar com um]

[foto: detalhe de Romulo Arantes em campanha Luis Vuitton 2007]


escrito por MIM - 10:44 AM

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Quarta-feira, Março 14, 2007


Brincando com fogo

Almoçando no Almanara do Iguatemi com uma superquerida, conversávamos como o povo anda acelerando pela noite de Sampa. Saudades do tempo onde o must era tomar Smirnof Ice com bastante gelo. E uma balinha já era suficiente para o gás da noite.

Então você chega na casa do amigo recém saído do hospital e ele está há 3 dias sem dormir. Hello? (mas prometi não dar um pio sobre isso!). Chega na festinha, você não quer tomar nada E pronto! Vira o inimigo número um da diversão. O assassino da vibe geral. Cansaaaço!

No outro dia, lê que o Marc Jacobs entrou numa clínica de reabilitação. E lembra que já estavam por lá a Britney e o Robie Wiliams (que nem precisa sair). E já acredita que é uma tendência. Que daqui a pouco o negócio vai virar moda e chegar no Brasil.

Já pensou? Você pergunta da pessoa e alguém diz: Fulano? Tá desentoxicando em Monte Verde! Mas diz que ia voltar pro show do Pet Shop Boys.

Se tivesse dinheiro, antecipava a tendência e já abria uma versão urbana da coisa. Como foi com os spas urbanos. Tipo ali, numa esquina da Paulista. Pra neguinho gastar os tubos num dia só, tomando anti-depressivos, ansiolíticos e outros remedinhos pós-balada.

Exagerado? Se depender da minha turma de coleguinhas, cliente não vai faltar.

[Reflexões: Me convida prum cinema, não pra ir na bocada, caralho!]

[foto: detalhe do make - masculino Alexandre Herchcovitch SPFW - inverno 2007]


escrito por MIM - 5:11 PM

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Terça-feira, Março 13, 2007


Termômetro

Concordo que Maresias não é mais aquela. Os campings tornaram-se condomínios de luxo e a balada, famosa pelo bar pé-na-areia Xaolim, deu lugar a clubes como o Sirena e Morroco. Sim, Maresias mudou. Se pra pior ou pra melhor, questão de ponto de vista. Alguns flashs deste finde de sol:

. Depois de Cambury e Ilha bela, tem o maior número de gente bonita, saudável e sarada. Dica: pedir um rochinha de açai e ficar vendo o footing na areia. Dá até ânimo pra começar a semana.

. Apesar de tudo, a praia continua a mesma. O agito fica entre o Canto do Moreira e o antigo Bar do Meio. Fora dessa faixa, a pessoa mais próxima fica a mais de 10m de você. Bem tranqs.

. O movimento de helicópteros nas casas de frente pra praia impressiona. Com meia hora de praia você passa a achar tipo normal.

. O Sirena ainda é hors concours. Reúne gente linda (e rica) que você não vê nem nas baladas dos Jardins e tem sempre DJ's bombados na megapista. Ah, claro, continua carésimo!

. Você lembra porque não costuma descer pra Maresias mesmo com casa pra ficar, quando pega na volta cinco horas de estrada, quando o normal é apenas duas. Helicóptero, superflúo?

[Reflexões: tem cara mais saudável que a de gente queimada de sol?]

[foto: editorial praiano da revista alemã FHM, com Andre Ziehe e Evandro Soldati]


escrito por MIM - 11:15 AM

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Sexta-feira, Março 09, 2007


Plá

A folha de hoje sentenciou as tendências de moda e estilo pra estação: "menos ornamentação e mais arquitetura; imagem adulta, mas com toques joviais; sensualidade calculada e menos exibicionista; imagem mais clássica e sofisticada, com misturas e sobreposições casuais."

Sabe o que isso quer dizer? Então me conta colega, porque eu não sei! Já comentei aqui que acho in-crível a capacidade do povo de moda de falar tanto e não falar nada! Fico passado.

Queria saber fazer o mesmo e usar esse fundamento numa rodinha de gente chata. Falar por dois minutos seguidos nada com nada, deixar todo mundo com cara de cu e ainda cobrar uma opinião, tipo: Não concorda, bem???

Claro, prolixismo (essa palavra existe? Perdão Rapha Nunes) não é privilégio da moda. Já fui numa reunião onde o atendimento sentenciou, "precisamos criar um grande nada!" E eu? Fiz cara de conteúdo, pois já diria o sábio, estando em Roma faça como os romanos.

Mas ok, todo mundo já teve seu momento besteirol. Onde queremos impressionar os outros e no fim só falamos merda. Eu já fiz e provavelmente (na frente daquele loiro lindo) você também fez. Mas isso é passado e quando se tem tarimba de vida, aprende que boca não foi feita só pra falar, mas pra beijar moito!

[Reflexões: É, ou não é, ou não é, ou não é??? Ééé!!! ]

escrito por MIM - 6:51 PM

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Quinta-feira, Março 08, 2007


Para ver as meninas

Sentado no América do Iguatemi ele espera as duas meninas. Do tipo melhores amigas de infância. Infância essa que, no caso, foi até os vinte.

Elas estão um pouco atrasadas, claro. Mas ele não liga, afinal está em ótima companhia: um livro vintage da Danuza Leão. E ele também atrasa pencas, cabe lembrar.

Ele cumprimenta o host pelo nome (tá?), que separa um lugar na seção fumantes. E ele nem fuma mais, só não suporta a chatice da não-fumante.

As amigas chegam. Uma de oncinha, outra de lenço na cabeça. Finas, repara ele! Gostosas, repara o cute face ao lado. Eles falam sobre trabalho, trivialidades e sentenciam: vamos falar mal dos outros? Va-mos! em coro.

Uma hora depois e algumas orelhas vermelhas pela cidade, eles se despedem e vão embora. Outrora, seguiriam para o mesmo destino. Hoje, seguem para lugares diferentes, unidos pela afinidade, pelas bebedeiras no Ritz e sobretudo pelo coração.

[Reflexões: dedico o post a todas as moças que conheci, as que conheço e as que conhecerei (caso aguentem o ciúme das amigas, que não é pouco)]

escrito por MIM - 7:20 PM

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Quarta-feira, Março 07, 2007


Simples prazeres

Passeando pela cidade num domingo de sol, você realiza que o calor é excelente pra despertar simples prazeres, tipo usar bermuda (bem, o inverno também desperta, mas quem pensa nele com 32 graus?).

Parece piada, mas você acostumou com a formalidade da cidade e esqueceu o que era isso. Calça pra lá, calça pra cá. Um dia vestiu uma bermuda pra ir logo ali e pronto! Lembrou de novo o quanto era gostosa a vida de pernas de fora.

Com esse pensamento, entrou na lojinha (Caio Gobbi) e comprou logo duas. Uma camuflada e outra jeans. Tem algo mais careta? E nem mais na moda estão! Mas paciência, nunca teve, sempre quis, comprou e pronto!

Lá na frente um sorvete, um Clube Chocolate e veja só, bermudas só 70 reais (sim, você leu certo). E como já tinha o básico, era hora de ousar. E levou mais duas, uma estampada (prum dia de coragem) e outra amarelão (prum dia lindo como aquele).

Aí o finde acabou e você voltou pras calças compridas. Mas você nem liga, pois sabe que uma hora o finde chega de novo, onde poderá curtir suas bermudas, um bom chopp e outra infinidade de simples prazeres. Exatamente como pede o verão.

[Reflexõs: Vento encanado na berma é o que há!]

[ps rapaz, muitas emoções com Purple Rain na voz da Randy Crawford. Vai ouvir!]


escrito por MIM - 7:18 PM

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Terça-feira, Março 06, 2007


Conchinhas

Quem não adora uma praia? Caminhar no calçadão? Paquerar olhando o mar? Só de pensar me dá arrepio. Mas infelizmente a cidade que você escolheu pra morar não tem uma.

Claro, você é solteiro, desempedido, poderia ir morar numa cidade praiana. E nesse Brasil é o que não falta, uma mais linda que a outra. Mas e aí? Praia e só?

E o seu restaurante preferido? Viveria sem uma boa programação cultural? Sem um bar aberto até a madrugada, os serviços de vallet? Logo você, que se acostumou a ver as pessoas limparem o coco do cachorro na rua, se acostumaria num outro lugar sem essas civilidades?

Não, não acostumaria, confidencia você a sua prima carioca, que depois de cortar o cabelo nos jardins, passear pela Oscar Freire e tomar um choppinho no Frevinho, também confidenciou que passou a enxergar São Paulo com outros olhos.

No caso, com os seus, que cresceu na praia e conhece o prazer de um bom mergulho de mar, mas que, por outro lado, precisa de mais que areia quente e cerveja gelada pra viver.

[Reflexões: Vontade de ter a prainha artificial da Clube Chocolate na sala de casa.]

escrito por MIM - 11:05 AM

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Sexta-feira, Março 02, 2007


Trends

O começo de ano tá tipo phoda. Bombado. Milhões de coisas acontecendo na vida e no trabalho. Alegrias e problemas (como todo mundo, né?). Na falta de tempo (e inspiração) subtraio das conversinhas com os meus amigos que moram fora alguns highlights e tendencinhas de lá. Vamos a isso:

. Mundo private: tipo o cara abre um clube pra ele e só entram os amigos e amigos dos amigos dele. Geralmente são carésimos e, claro, frequentados por gente rica muito rica. Já tem restaurante, bar, tudo private.

. Cuckoos: gente que não é ninguém e dedica energia a conhecer as pessoas privates pra poder frequentar os clubes, restaurantes e bares do mundo private. Diz que anda um movimento contra essa gente.

. Portable speaker: (nome fictício) Préstenção que é bafo! São alto-falantes portáteis de papelão, que vem num saquinho tipo vapt-vupt. Você compra, abre, monta a caixa, pluga no seu iPod e pronto... ME FALA?

. Vida pessoal: Comenta-se que a mania tá virando febre e tá todo mundo aderindo. Rola um movimento a favor e diz que na filial gringa da minha ex-agência lá, toda sexta tem happy hour com open bar. Tô torcendo com toda minha força pra essa moda pegar aqui!

[Reflexões: Odeio essa tendência de entrar no cheque especial]

escrito por MIM - 5:51 PM

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Quinta-feira, Março 01, 2007


Bilheteria

Já tinha falado sobre o assunto e vi o tema hoje na ótima coluna do Xico Sá (de quem sou megafã) no site nominimo.com. Pois é, São Paulo está com sínndrome de NY e não é de hoje.

Final de semana passado fui ver Little Children (que achei fe-no-me-nal) e quando a moça disse que o bilhete custava dezoito reais eu quase morri. Dezoito reais um cineminha? Daí você vai ver uma peça, quarenta reais!!!

Depois nego reclama que pobre não tem cultura. Pobre não é idiota, isso sim! Mas ok. Você faz trabalho mental, admite que a peça é boa e tal e resolve ver a montagem que está todo mundo comentando. E pronto, só tem ingresso para daqui a 2 meses.

E você não sabe se tem mais raiva dos preços exorbitantes ou das pessoas ensaiadinhas, aquela gente chata, certinha, que consegue programar a vida pra daqui há um mês e que esgota todos os ingressos da cidade.

Ah, você é ensaiadinho? Bem, não quis ofender. Mas com perdão da comparação, todas as pessoas que conheço assim tem cara de trepar com hora marcada. Imagina? Não ia sobrar horário pra mais nada na minha agenda. Brincadeirinha!

[Reflexões: E viva a carteirinha genérica da UNE!]

escrito por MIM - 8:26 PM

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Jovem, educado, bonito e rodado...
mas quem não é?

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