Quarta-feira, Fevereiro 28, 2007


Paixão umbigo

Achou interessante o fato de comentarem que estava apaixonado. Pensou, pensou, sim é verdade, estava paixonado. Por quem? Por ele mesmo! Fazia tempo que não parava pra pensar nisso.

Fazia tempo que andava pra lá e pra cá, baladas, amigos, jantares, usando sua melhor roupa pros outros, combinando os melhores lugares pelos outros, querendo agradar os outros, até faltando na academia por conta dos outros. Até que um dia parou.

Não de uma hora pra outra, claro, mas devagar, gradativamente. Não estava a fim de ir naquele aniversário, então não foi. Ficou a fim de ver o filme, foi sozinho. Comprou rosas brancas. Comeu um sanduiche de pão francês andando na rua (que vulgar), tudo porque estava a fim.

Sim, estava apaixonado. Por quem? Por ele mesmo, ué! E a paixão estava gritante. Nas baladas alguém sempre comentava, tá com uma cara ótima, tá apaixonado? Tô, respondia! E como diz o ditado, só a gente começar a gostar que chove na horta.

Então choveu na dele. Começou com uma garoa. Terminou num furacão. E tudo deu muito certo, afinal o coração era grande e tinha espaço pra mais um, que passou a amar por estar apaixonado. Por ele mesmo!

[Reflexões: o bom de namorar a gente mesmo é não regular presente]

escrito por MIM - 2:12 PM

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Terça-feira, Fevereiro 27, 2007


Door policy

Era assim, você estava na fila e de repente chegavam uns carinhas de cinto trançado, doc side, camisa Colombo. A hostess olhava torto, pedia pra aguardar e ia passado os outros na frente.

Uma, duas horas depois eles iam embora. Xingavam meio mundo, mas entrar mesmo, não entravam não! Era época do door policy, fundamento super acionado pra selecionar os frequentadores locais dos ousiders e para-quedistas da noite.

Na real, o door policy nunca foi bem visto. Mas naquela época serviu (e muito) para evitar confusões. Tanto de gente que saia pra curtir uma balada diferente quanto os desavisados, ainda despreparados para os inferninhos que começavam a surgir na cidade.

Lembro da minha segunda vez no massivo, 19 anos, camisa social (fazer o quê, nos 90 era moda). Quando vi que não ia rolar, fui em casa, pus uma regata, bebi 2 rabo de galo e voltei louco. A drag me chamou, me passou na frente e
ainda me deu um desconto. E assim fui aprendendo sobre os lugares e seus codigos de conduta.

Hoje em dia o door policy não rola mais. Os tempos são outros e geralmente a balada já seleciona pelo tipo de som, ambiente ou preço. Mas chegar num lugar e conhecer a hostess pode ser a diferença entre minutos ou horas de fila.

E outro dia eu e um amigo chegamos na balada, porta lotada, fila virando a esquina e enquanto uma drag abria alas pra gente sair direto do valet pra dentro da casa, meu amigo comentava: nada melhor do que sair em sua própria cidade! Pra quem pode. Adoro!

[Reflexões: A maior descoberta da minha geração é que qualquer ser humano pode mudar de vida, mudando de atitude - William James]

escrito por MIM - 7:51 PM

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Segunda-feira, Fevereiro 26, 2007


Sideways

Quando a gente acostuma a pegar o avião a 10 min de casa e descer a 15 min de Ipanema, encarar um trânsito medonho pro litoral norte no feriado de carnaval não é tarefa fácil. Como tudo na vida tem seus prós e seus contras, o segredo é por na balança.

De um lado tem o carnaval das delícias, com praia lotada num grau que mal dá pra estender uma canga na areia e festas do tipo que a gente vendo já não acredita, que o diga contando. Do outro, tem o carnaval 'da' delícia, com casa vazia, piscina vazia e muita curtição a dois.

A gente, que tem anos de praia e não é bobo nem nada, já percorreu estradas parecidas antes. E nos dois sentidos. Daí você olha pra balança e não tem dúvida. E pronto. A estrada escolhida faz curvas descendo a serra do mar enquanto o Donavon Frankenraiten toca no som.

Já de volta, enquanto vocês vêem os desfiles das escolas de samba campeãs (no banacanérrimo camarote da Caras), você não tem dúvidas de que fez a escolha certa. Onde a estrada escolhida vai dar você não sabe, mas tem certeza que só pela beleza do percurso já vai ter valido a pena.

[Reflexões: a gente adora câmbio automático, mas tem vezes que é necessário engatar a primeira]

[ps mil desculpas pela demora em postar, estava em recesso pós carnaval]


escrito por MIM - 12:02 PM

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Sexta-feira, Fevereiro 16, 2007


Carnavale

Nesse carnaval vou quebrar uma tradição de anos e não irei pro Rio (onde desfilei na Sapucaí ano passado e me matei nas festas) e irei pro litoral. Não pense que está sendo fácil. Meus 2 melhores amigos recém solteiros estarão no Rio.

E quando a gente atinge a maioridade bem-relacionado na cena carioca, isso significa tratamento vip e nome bookado nas festas mais bacanas da temporada.

Isso inclui a poolparty com o Peter Rauhofer em plena Lagoa (mérito do mademan André Garça e do querido Tzo, sinônimos de profissionalismo). Ai ai ai.

Acontece que Rio significa pé (mão, cabeça, tudo) na jaca. E esse não é o melhor cenário para um começo de relacionamento, meu caso.

Por isso vou cancelar minha passagem pro rio, vou a noite ao Sambódromo, já que a agência é responsável pelo Carnaval SP (viu meus anúncios na Caras?) e amanhã desço pra casa no litoral, que estará deliciosamente vazia, cabe lembrar!

Pra quem parte, pra quem chega ou pra quem fica, desejo boas festas. Pros casados, desejo muita fornicação e momentos a dois. Pros solteiros, desejo muita fornicação e momentos a dois, três, quatro. Proteja-se! E se joga colega. Bom carnaval!

[Reflexões: Pra tudo se acabar na quarta-feira... Até lá, bj-me-liga!]

[foto: crop from Armani Exchange adv]


escrito por MIM - 11:50 AM

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Quarta-feira, Fevereiro 14, 2007


Pegadinha

Antes que você pense besteira, esclareço que a pegadinha de que me refiro corresponde a minha situação neste começo de ano. Sim, afinal, seu chefe vendo seu desespero no fim do ano passado decretou: em 2007 será mais tranqs!!!

Pois bem, ele mentiu. E nem sou eu quem estou dizendo mas ele em si, que num momento mea-culpa reconheceu que o decreto nada mais era que uma pegadinha. E antes mesmo de você fazer o passado, emendou: mas nada é tão ruim que não possa piorar! Tá?

E a gente? Ué, diz tá bom, tá ótemo! Afinal, as contas continuam chegando e alguém tem que pagar o leitinho das crianças. Mesmo que essa criança tenha 1,80 e uma tatuagem de lobo no tríceps. Ok, eu paro!

Pra quem trabalha com publicidade, a situação é um paradoxo. Mesmo sem tempo pra malhar, cortar o cabelo, beijar na boca (bem, pra isso a gente arruma) volume de trabalho significa agência sadia, que por sua vez significa estabilidade.

E quando a gente troca de carro, tem dois Amex pra pagar e pretende viajar no carnaval (aliás, não se fala de outro subject no Brasil) isso é muito mais do que a gente pode querer.

[Reflexões: Ei, você aí, me dá um dinheiro aí, me dá um dinheiro aí]

escrito por MIM - 11:18 AM

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Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007


Lost in Translation

Tomando vinho no B&BG Burguer Bistrôt com duas grandes amigas, pensava sobre a curiosidade da situação: uma estava chegando de uma temporada no exterior e a outra estava pra mudar a vida pra Londres, em 24 horas (deve estar chegando lá pora agora).

Não posso dizer que amigos vão e vem, porque verdadeiros amigos serão sempre amigos onde quer que estejam. Mas quem não gosta de ter seus queridos por perto? Eu adoro! E sofro toda vez que vejo alguém mudar de vida pra longe de mim.

Vendo pelo lado positivo, posso até ter perdido uma amiga e uma parceira fiel de academia, mas como disse ela mesma, ao menos ganhei um lugar pra ficar quando resolver finalmente me jogar pela Europa. Acho chic.

E é a minha grande amiga da infância que dedico todos os meus pensamentos positivos, todo meu amor, minha sorte e meu post da semana. Nega, que deus te ilumine e que você seja, sobretudo, feliz pra caralho!

[Reflexões: Bj-me-escreve!]

escrito por MIM - 10:51 AM

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Sexta-feira, Fevereiro 09, 2007


La mala educacion

Não suporto gente grossa. Mas mulher grossa me mata. Outro dia vendo um filme, o Harvey Keitel dizia que Deus tinha feito a mulher para se redimir de ter criado o homem. Concordo! E talvez por isso acho estranho bater com mulher grossa por aí.

Claro que o macho em si pende geneticamente pra grosseria. Só tenho observado que no meio social em que a gente vive, a mulherada anda ligando o foda-se total. E o que começou com um carãozinho charmoso evoluiu pra um fundamento que não é legal.

Exemplo: outro dia na fila do valet da academia os homens ficaram observando a reação de três meninas. Elas estavam tão estressadas umas com as outras que acabaram passando na nossa frente, sem pedir licença. No trânsito é igual, dificilmente uma mulher te dá licença. Rola uma ferocidade até engraçada.

Tá, são poucas as que me fizeram ter essa percepção, mas mesmo essas já acho muito. Porque mulher não nasceu pra grosseria. E pode até ser preconceito, mas também não combina com palavrão, com falar alto, com chamar a atenção. E o que mulher combina?

Com charme, com alegria, com non sense e até com um tiquinho de futilidade. Por isso mulherada, quando o mundo ficar meio ríspido, responda à altura: no caso, de um bom salto alto, de uma batida de cabelo e de um comentário bem curto do tipo: Eu, hein! Acho digno.

[Reflexões: Não me venha falar na malícia de toda mulher...]

escrito por MIM - 7:49 PM

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Quinta-feira, Fevereiro 08, 2007


O dia claro de chuva

Quando tô sem tempo pra escrever e finalmente consigo uma brechinha, gosto de tratar assuntos realmente vitais da vida da pessoa. E que possam fazer a diferença no nosso dia-a-dia!

Por isso vou falar de um verdadeiro transtorno na vida do jovem urbano, que pode causar efeitos colaterais como confusão mental, indecisão e o pior que tudo, deixar a gente na vulnerável zona da 'pagação de mico': o dia claro de chuva!

O nome já diz tudo, são aqueles dias nublados onde está aquela claridade da porra, você saca seu Armani escuro e quando de repente thurumm, cai aquela chuva. E como a regra é clara, você tira os óculos. E tem que enfrentar de frente a claridade, sem proteção.

Se você pensa que nessas horas têm fazer o que está a fim, pode despensar (sic). Óculos escuros em dias de chuva só são permitidos a Constanza (a Pascolato) e a Maria Fernanda Cândido. Se você não é nenhuma das duas, só te resta esperar a chuva passar. E torcer ara não pegar uma catarata.

[Reflexões: Onde estou? Quem sou eu? Não exergo nada! É bonito aqui???]

escrito por MIM - 5:00 PM

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Terça-feira, Fevereiro 06, 2007


Erro

Tem dia que não tem jeito, tudo dá errado no visual. Você sai de casa correndo (Esses dias tem um alto grau de pressa) e quando olha o primeiro espelho lá está você, a versão homem de Beth a feia: Beto, o errado!

E ontem, após acabar o treino fui pra casa pedindo aos céus pra que a paquera não pedisse uma visita. Tudo porque não corto o cabelo há um mês, não pego sol a bem mais que isso e não tinha roupa extra na mochila. Look completado pela sorte de ter o barbeador quebrado no final da semana passada. Não colega, nem imagine!

E não acabou aí! Peguei um barbeador descartável e... Eis que surge uma espinhazinha escondida. Por-ra-ca-ra-lho! Ninguém merece. Mas antes de pegar a gilete pra cortar os pulsos, mantive a tranquilidade (fundamental nessas horas) e peguei mesmo foi o celular.

E né que o cenário melhorou? Agendei cortar o cabelo à noite, encomendei um barbeador novo no Promocenter e combinei com a amiga de comprar uns modelos novos no shopping. Tá, não vai ser no truque que vou virar Beto, o Belo. Mas pelo menos vou andar na rua sem medo da guarda-florestal.

[Reflexões: espelho pra-que-te-quero!]

[ps a partir desse post, fotos from site madeinbrazil / cobertura spfw. Enjoy it]


escrito por MIM - 4:18 PM

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Segunda-feira, Fevereiro 05, 2007


Comme il faut

Daí que você caiu na balada durante um bom tempo. E quem lê o blog, sabe que quando você diz 'cair' você quer dizer 'no duplo twist carpado'. Aí, thum, você começa algo parecido com um relacionamento e tudo fica mais light.

Justamente no período que os dois melhores amigos ficam solteiros (o terceiro é solteiro por dogma mesmo). Você até se esforça, pega uma baladinha aqui, outra ali. Mas sente que não está na mesma velocidade. Até que um dia, perde a vaga no chill-out da piscina (baseado em fatos reais).

Tá, ok, você tá dramatizando. Mas na real, sabe que está em outro beat. E quando diversão vira esforço, deixa de ser diversão. Uma hora as coisas voltam a se encaixar.

Talvez os amigos desacelerarem um tico. Talvez você acelere um teco. Até lá a gente vai levando e se divertindo com o que faz a gente feliz: uma tigela de açai, um dia de sol, um corpinho bonito, que no caso não é o seu, na cidade de São Paulo.

[Reflexões: A gente é eternamente responsável por aquilo que cativa - Saint Exupéry / Pequeno Príncipe]

escrito por MIM - 7:48 PM

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Sexta-feira, Fevereiro 02, 2007


Película

Tomando uma cerveja no Bar da Dida e comentando que tinha levado a pessoa pra ver um filme, meu amigo sentenciou pra figura: você gostou? Porque eu, até hoje, não gostei de nenhum filme que ele (no caso, eu) me levou pra assistir!

Existem muitos pontos a serem considerados no comentário acima. O primeiro, que meu amigo não é muito avesso a filmes, digamos assim, diferentes. Leia-se todos os franceses da nova safra, filmes com longos silêncios e outras categorias que não têm happy end.

O segundo: tem me sobrado pouco tempo pra sétima arte. E quando sobra, não posso me dar ao luxo (lixo?) de ir assistir a Xuxa (tirando Superxuxa contra o baixo astral, um clássico). Então na hora de selecionar, faço uma breve pesquisa na web e me jogo!

Além do quê, depois que levei uma turma pra ver Código Desconhecido (do mesmo diretor de Cache) no antigo Lumiére e ouvi até desaforo, decidi que certos prazeres devem ser curtidos sozinho. E sozinho que fui ver ad delícias: Volver e Miss Sunshine.

Mas pelo menos nessa história o final foi feliz. Os filmes assunto do post foram O Labirinto do Fauno (do Guillermo Del Toro) e Babel (do Alejandro Iñárritu, de Amores Perros), que eu indiquei e pelo menos quem importa gostou muito.

[Reflexões: A gente adora última fileira do cinema.]

escrito por MIM - 11:40 AM

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Quinta-feira, Fevereiro 01, 2007


Do not relax

É o seguinte, trinta não é vinte, por isso, quando namorei uma pessoa dez anos mais nova e tentei acompanhar o ritmo (numa rotina que incluía o Rockets todo final de semana) ganhei quilinhos que até hoje suo a track&field pra perder.

O tempo passou, a lusitania girou e de repente o namoro acabou. O resultado foi que, além de uma leve deprê, ganhei uma leve barriga. Daí, tirei a lição que vou levar pro resto da vida: essa história de que a gente namora e fica relaxado pode servir pra geral, menos pra mim.

Posso até passar as tardes de domingo vendo DVD e comendo um bom pote de sorvete de macadâmia (tudo a dois, claro). Mas no dia seguinte esquento a esteira da academia e só saio da musculação quando sentir aquela dorzinha muscular (que a-doro!).

Encanado, eu? Errado colega. Eu era encanado! Mas agora, saindo com uma pessoa linda de morrer e que promete me dar muito trabalho, eu sou é neurótico mesmo! Afinal, a gente pode não ser nenhum Gianechini, mas no prejuízo a gente não fica não!

[Reflexões: A vida podia só ter esse tipo de preocupação]

escrito por MIM - 12:05 PM

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Jovem, educado, bonito e rodado...
mas quem não é?

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