Quarta-feira, Janeiro 31, 2007
SPFW
A spfw acabou segunda. E o tema foi sustentabilidade. Pois é, agora tem tema. E li na Folha um coment ótemo duma moça que disse, espero é arrumar alguém pra me sustentar! Rá-rá.
E quem não é profissional de moda não quer saber de tema, mas dos babados: quem foi, quem causou, quem desfilou, do fréji nos lounges, as baladas nos clubes. E no fim, sobre as roupas também. Mas como isso tudo não caberia aqui (e você acha em tudo que é site) fico nos fashion shows.
Teve coisa boa? Demais! E mesmo quem não é fashion, impossível não gostar de certas imagens de moda, tipo o desfile da Neon, com cenografia do talentosíssimo M., que a gente tentou pra fazer o lounge de Stella Artois e as árvores de Natal da Oscar Freire (ambos que eu idealizei, tá?).
Must have list? Entra a Osklen, com visual futurista e calças justas pros meninos e meninas (será que pega?). Hors concours foi a coleção do Mário Queiroz, despojada chic, que deixaria até o cantor Belo bem arrumado e cool.
Pra fechar, é da SPFW que sai a nova gíria da estação: Não faz a Ésper! Que substitui a antiga expressão 'dar a Elza'. E o povo da moda ganha pouco (pelo menos os que eu conheço) mas que se divertem, ah se divertem.
[Reflexões: Acabou! Pode parar com a cara de nada.]
Terça-feira, Janeiro 30, 2007
Império do hedonismo
Enquanto o império do hedonismo ovula em plena segunda-feira chuvosa e Miguel Migs bomba no som ambiente, você anda pra lá e pra cá com papeizinhos na mão, procurando o cara queixudo que ia mudar seu treino.
Quando voê percebe que algum esperto da gerência decidiu mudar as camisetas laranjas dos professores por uma cinza, confundindo todo mundo com todo mundo, realiza que a coisa não vai ser fácil.
Tudo podia estar pior? Sim, podia, afinal, você esqueceu o iPod na casa do amigo. E enquanto pessoa que sabe fazer o blasé mas não sabe fazer o surdo, você não consegue ficar avesso às conversas sem pé nem cabeça (de escova progressiva) da galera do seu lado.
Depois de muito cat walk sem propósito (afinal, você é um moço casado e com foco) você desiste do professor e opta em fazer como a Cicareli e malhar no cantinho do cantinho da sala (ela adorava fazer isso).
Eis que sua amiga, que vai mudar pra londres em exatos 10 dias e já ligou o foda-se há exatos 30, comenta: Meu deus, parece a 25 de março chique! Você concorda, enquanto uma cacura com corpinho de 20 e rostinho de 60 passa te encarando. mira a guatemalteca, diz a amiga. Você, que não dá mole pro azar, não arrisca E mira o outro lado.
Após um treino, o merecido descanso. No elevador, sua amiga comenta: quero perder 5 quilos. Mas como assim? Não acha que é exagero? Acho, na verdade quero perder 3. Mas assim fico com 2 de sobra pra engordar. Ah, então tá! Thau! Thau!!
[Reflexões: Deus, dei-me paciência... E um abdômen tanquinho.]
Segunda-feira, Janeiro 29, 2007
Contador
Camiseta Empório Armani azul marinho, xxx reais.
Jeans Ellus Limited, xxx reais.
Tênis Diesel de couro marron, xxx reais.
Cueca Calvin Klein importada, xx reais.
Pulseira de prata Guerreiro, xx reais...
... Beijar a pessoa mais bonita da night e que você sempre foi a fim, fazer ela terminar um meio-casamento (que já não existia faz tempo, devo dizer) e começar a namorar com você... Não tem preço?
Como não? Tem sim senhor. E digo mais: não custa nada barato!!! Mas a gente gastaria tudo de novo.
[Reflexões: Não se poupa esforços pra ser feliz.]
Quarta-feira, Janeiro 24, 2007
L'ete
O verão chegou. E mesmo o sol fugindo quando chega o finde, ele tá mais pertinho da terra, fazendo a gente sair de roupa leve, combinar jeans com havaiana, dirigir de ar ligado, passar na haagen das no fim de tarde e suar muito. Amo muito tudo isso.
Entre verão ou inverno, sempre escolhi verão. Mas será que alguém escolhe inverno? Adoro tudo da estação. E adoro, principalmente, poder ir pra praia, onde cresci e desde cedo aprendi o que é mormaço, tatuí, maresia e vento noroeste.
Quem é de verão adora sunga e biquíni. Nos outros em em si. Quem é de verão tem jeito próprio pra sentar na areia, de cadeira, de canga, de toalha ou sem nada (que eu prefiro), tem jeitinho especial pra tirar a areia do pé e acredita que a primeira descascada do verão faz bem pra pele.
Tem verões e verões. Já tive inesquecíveis e outros que nem lembro. Já tive aqueles que me fizeram felizes e outros que sofri pencas. E verões em que fiquei quietinho na minha e outros que aprontei hor-ro-res, num nível que quase fui parar na Bola de Neve, aquela igreja hype jovem.
E enquanto estação mais quente do ano, o verão tem o poder de esquentar nossas vidas deixando a gente mais soltinho, mais desencanado e consequentement aberto pra novas experiências e relações.
O meu verão me trouxe uma supresa que tem iluminado os meus dias até debaixo de chuva. E como diria Lulu, vamos viver tudo que há pra viver, vamos nos permitir... E isso tem tu-do a ver com o verão. Por isso não pensa não colega, vai e faz!!!
[Reflexões: eu vejo a vida melhor no futuro! E no verão.]
[ps bom feriado pra quem é de São Paulo. A gente se vê na segunda!]
Terça-feira, Janeiro 23, 2007
Petisco
Outro dia saí com o caso e tive que quebrar a cabeça pra lembrar um barzinho legal e que tivesse a ver com nosso mise en scène. Pensei em algumas opções, que comento a seguir:
Pops: Nos jardins, megafofo, com mesinhas fora. Tem esse nome por conta da inspiração na cultura pop, da parede ao cardápio. Cerveja gelasíssima, mas o hit são bagels, aquele pão americano. Gente bonita, modernetes e descolados.
Pure: a localização já é cult, uma portinha mini na rua Augusta e decór tipo lá em casa. O cardápio é honesto e a programação hype. Quando fui teve show ao vivo de música lírica (será que a Ana Geliskas ainda faz?). Gente de moda, da noite e alguns exuzinhos
Bar da Dida: virou hit entre a descolândia. Superinformal, com mesinhas na calçada e velas fofas. É pra sentar a 2 ou reunir os amigos, sem frescura. A cerveja é gelada e se a fome bater, se joga no misto na chapa. Fanchinhas, moderninhos, publicitários e afins.
Tatou: à primeira vista, parece elitista. Com ampliação da Oscar Freire, ganhou mesinhas na calçada, pra tomar um chopp nos dias de sol vendo o footing. Divertido ver gente como a Hebe passar de carrão. Coroas e bem nascidos em geral.
Bar & Lounge Stella Artois na SPFW: a semana de moda começa amanhã e o bar oficial é da cerveja hype Stella Artois, ícone em cerveja premium no mundo. E se você tá achando isso com cara de jabá, acertou. Afinal, tem dedo meu rá-rá. Passa lá!
[Reflexões: Esse finde comprei um genérico de vodka ice chamado Birinight, pode?]
Sexta-feira, Janeiro 19, 2007
Moda Rio
Como curioso (e consumista) ando acompanhando o Fashion Rio. Não, não passei a semana por lá porque tenho mais o que fazer. Ainda mais sem sol.
Ando acompanhando tudo via web mesmo, quando sobra tempo. E é nessas horas que a gente vê o poder da internet, que é mais rápida, sintetizada e bombada de informações. Basta saber procurar. E isso a gente sabe, né?
Visito então o site da Érika Palomino, cujos meninos eu conheço e acho supercompetentes. Acesso o Ronald Vilardo que é uma drag deslumbrada, mas tem umas tiradas ótemas dos corredores. E outros como o madeinbrazil.com e a Glorinha Kalil, cuja equipe entende muito de moda mas, cá pra nós, pouco de web.
Do que vi, nada me apeteceu tirando a Redley. Simplesmente fiquei com vontade de comprar tudo. Sintetizaram o espírito carioca em roupas que estão longe da batida moda praia e do surfwear. E o Sommer, que é over mas sempre tem peças isoladas ótemas.
E diz que não fez um só dia de sol lá. Imagino ficar no Glória, aquela piscinona na frente, sem poder tostar nem um pouco. Espero que tenha mais sorte já que tô indo pro litoral hoje mesmo e toda moda que eu tô levando se resume 2 bermudas e 1 sunga.
[Reflexões: moda praia pra mim é fazer a Cicarelli]
Quinta-feira, Janeiro 18, 2007
Ela acredita
Na minha rodinha de amigas o assunto mais polêmico e recorrente é a Preta Gil de madrinha da bateria da Mangueira. Posso dizer que minhas amigas não são (muito) preconceituosas. Só que dessa vez, me parece que nenhuma delas engoliu a notícia.
Já eu, acho a Preta Gil tudibom. Tem uma música do Caetano que diz: 'você está, você é, você faz, você quer, você tem!', que eu acho a cara dela. E no fim das contas o segredo não é esse, acreditar? Até porque, se a gente não acreditar na gente, quem vai?
Sem contar que ela também têm outras qualidades que admiro. E nem me refiro ao fato dela ser safada, extrovertida, hype. Ou ter ido na TV dizer que é total flex (rá-rá).
Mas sim porque é filha de quem é, afilhada da Rita Lee e não fosse só isso, bem novinha (e magra) protagonizou um dos clipes mais sensuais dos anos 90, de uma música da Marina Lima que marcou bons momentos da miha vida. Adivinha qual!?
Pra preta mando todo meu axé! Bj-me-liga nega!!!
[Reflexões: O segredo é fixar num ponto no fim do corredor e thum... Se jogar!
Quarta-feira, Janeiro 17, 2007
Down Jones
Toda vez que vira o ano a gente se enche de resoluções. Deixar de fumar, entrar na academia, ser mais tolerante, ser menos passional, mudar de profissão.
E ontem, sentado num café do Iguatemi, percebi que não tenho tantas metas pra 2007, mas tenho uma prioritária. E como ela me acompanha há pelo menos uns 3 anos, posso considerar a mais difícil de realizar, que é controlar minhas finanças.
Sabe aquele ditado de que, 'quanto mais se têm mais se gasta'? É verdade! Se hoje ganho mais, o rombo no banco é proporcional. Pra piorar, nesse meio tempo também ganhei um Amex Gold, que o que tem de bonitinho tem de perigoso.
Daí que nunca fui bom com finanças. Me dava mal até no Banco Imobiliário. Mas agora que a gente é adulto, realiza que tanto dinheiro jogado fora só prejudica a gente mesmo. E nem tô pensando nos juros mensais que oneram a conta.
Mas sim naquela viagem pra Europa fora de temporada. Aquele upgrade no carro. Ou aquele iPod Station que você pensou em colocar no meio da sua sala conceito... Sala essa que você não quer nem lembrar, pois dividiu inteira no Amex e hoje sua a tanga pra pagar.
[Reflexões: Gerente do banco? Diz que eu não estou!!!]
Terça-feira, Janeiro 16, 2007
Estilo Fitness
O verão chegou, você tomou vergonha na cara e entrou numa academia. Aprenda a identificar a fauna local, reconheça sua turma e saiba com quem você vai dividir equipamentos, conversinhas e o vestiário.
Surfistinha: faz o estilo 'cheguei agora de Maresias'. (Só) usa bermuda e regata 'du surf num falso despojamento, mas não tira o olho do espelho pra ver se o cabelo milimetricamente desarrumado continua... Desarrumado.
Label boy: é um logotipo ambulante. Combina o último tênis da Reebok com a regata Trak&Field. Geralmente tem corpo legal, que faz questão de mostrar. Rebola ao andar mas jura que não é gay. E o pior? Às vezes nem é.
Parquedista: usa o que tem. De camiseta promocional à bermuda de algodão. Se a academia vingar, compra roupas próprias pra treinar. Mas até lá, está mais preocupado em disfarçar a cara de cachorro perdido em tiroteio.
Tigrão: abusa camisetas de eventos esportivos (tipo Corpore, Nike 10 km). Evita usar regata mas, por algum motivo que desconheço, exagera no (não)comprimento do shortinhos.
E enquanto você descansa entre um exercício e outro, se diverte identificando os espécimes. Mas quando o intervalo acabar, lembre-se do motivo pelo qual você está ali, aumente o som do iPod e vá malhar esse corpo que Deus deu e você estragou.
[Reflexões: Cadê a turma da cantina?]
Segunda-feira, Janeiro 15, 2007
Participação especial
A gente adora festa. Existem aquelas que a gente daria um dedo mindinho (não o nosso, claro) pra poder estar. Existem as que daríamos dois dedos mindinhos pra não estar. E existe uma terceira categoria, que são aquelas que não podemos faltar de jeito nenhum.
Entram aí os aniversários dos amigos, festas de firma (sic) e festividades ligadas à família. Mas o que fazer quando a gente não pode deixar de ir, mas também não pode ficar (vide outro compromisso, gripe, namorado mala, falta de cilma pra festa, etc)?
A gente faz participação especial!
Que é quando a gente chega no lugar, cumprimenta o aniversariante, fala com todos os amigos, dá uma circulada pelo ambiente e thum, risca o chão. Vai embora. Resumindo, você faz os 4 'S': surgir, sorrir, saudar e sumir.
Tem quem ache feio fazer participação especial. Já eu, acho feio é não ir e ter que mentir depois. Então ponho uma roupa bem bonita, prestigio a pessoa e depois vou embora, com toda a finesse. Aliás, esse é o único fator importante da participação especial: a saída.
Fazer saída dramática pode por tudo a perder. O segredo é ser discreto e evitar despedidas. Até porque, dada hora, todo mundo fica altinho e não vão estar nem aí pra sua presença... Que no caso, já está do outro lado da cidade, fazendo algo que você não pode comentar aqui, pois é impróprio pro horário.
[Reflexões: Ao motorista, 'Me deixa as 18h e me pegue às 18h15! Pon-tu-al-men-te!' Acho chic!]
Sexta-feira, Janeiro 12, 2007
Refresh
Esqueça a caipirinha de lichia e os coquetéis de melancia. O drink da estação vai ser a sangria (E não é que rimou!?). Tá, eu sei o que eu enchi a bola dos dois primeiros alguns posts atrás. Mas tudo mudou. E essas tendências são assim mesmo, acostume-se.
Pra quem não sabe, a sangria é um clássico na Espanha. Uma mistura de água gaseificada, gelo e frutas cítricas, com vinho tinto. E nem rola vinho caro e fino. O que pega é vinho encorpado, pra segurar o gosto do álcool com tanta adição.
E quem vai adicionar sou eu, no caso, no meu cardápio pessoal de bebidas. Pois com a chegada do verão, estou a fim de experimentar novos sabores.
Antes que você começe a pensar besteira, no começo da semana, por exemplo, fui ao Ritz com as 4 mulheres da minha vida (momento pra guardar no coração) onde fui apresentado ao suco de tomate mega temperado, com gelo. Já está add!!!
Quanto à sangria, se você tem dúvida do hype, era o que a Dani (e você sabe qual!) estava bebendo antes de fazer bandalheira na praia com o namorado, na Espanha. Ficou com medo de beber depois dessa informação? Pois já eu colega, não vejo a hora!!!
[Reflexões: haja refrescância!]
Quinta-feira, Janeiro 11, 2007
Faroeste
Não gosto de cuspir no prato que eu como. Até porque, dessa fruta não só como até o caroço, como repito. O que me incomoda quando volto do Rio pra São Paulo é a sensação de alívio.
Seja voltando de trabalho ou passeio, desembarcar em Congonhas e esperar um táxi civilizadamente, evidencia a desorganização da cidade maravilhosa e seu jeito nada acalentador de tratar nós turistas (sim, porque ainda que escaldado, o sou) que tanto amam a cidade.
Sonho com o dia em que irei pro Rio sem ter que me sentir num faroeste caboclo. Sem ter que tirar o relógio pra sair à noite. Sem ter que brigar com taxista que acha que a gente é gringo. Sem ter que ter medo da polícia corrupta, que chega a ser igual aos bandidos.
Sonho com o dia que eu finalmente sentirei que o Rio é uma cidade que faz jus a beleze que tem, que funciona, onde nem tudo é o caos. Sou brasileiro, não desisto nunca. Por isso, tenho certeza absoluta que esse dia vai chegar sim senhor!
E ao invés de desembarcar em Sampa, vou desembarcar no Santos Dumont, chegar num charmoso predinho com trepadeiras próximo à lagoa (humilde, né? Rá-rá!) e limpar minhas havaianas num tapete escrito Home Sweet Home.
[Reflexões: Alô torcida do Flamengo, aquele abraço]
Termômetro
Tudo na vida tem seu preço. E não tô me referindo ao terninho de veludo merrom da Empório Armani. Acontece que a cada reveillon conhecemos mais pessoas bacanudas, vamos em mais festas e, consequentemente, exageramos mais.
Tanta noite mal dormida, badalação, Absolut e aditivos importados, são suficientes pra mostrar que nosso corpo também tem seu limite. Daí que quando você bate um celular, é geral reclamando que está sentindo até hoje os resquícios dos dias de farra.
E quando te convidam pra sentar na mesa, numa padaria bacanuda dos jardins, você agradece, pega a sacola de petit fours e ruma pro hospital 9 de Julho, onde seu mega-amigo está, digamos assim, passando uma temporadinha pra se recuperar.
Mesmo com amigos e o quarto mais parecendo um chill-in, hospital faz parte da seleta lista de lugares onde não se quer estar nem por um caralho. Mas entendo que existem lições de vida que funcionam na teoria. Outras, só na prática.
E assim como mexer com meus amigos é mexer comigo, sentir na pele deles é sentir na minha. Ele aprendeu a lição. E eu também.
[Reflexões: Um dia a gente ri disso. Até lá, repouso]
Quarta-feira, Janeiro 10, 2007
Encerado
A gente faz muita coisa estranha na vida. Tipo ir num show do Iron Maiden, aos 15 anos. O foda é quando a gente começa a fazer coisa estranha adulto, tipo depilação no peito. Pois é, fiz!
Dois amigos tinham feito, falaram que ficava show, me empolguei e fui. Mesmo sendo só pra homens, chegar num lugar desses dá medo. Pra relaxar, as atendentes te servem chá, bala de menta e te levam pruma salinha, onde pedem pra você tirar a camiseta.
Não querido, dói não! Essa tatuagem que você tem aí deve ter doído mais, disse ela. Então, passou uma coisa muito quente no meu peito, esperou esfriar e vapt. Mentirosa! Dói pra-ca-ra-lho! Quase desisti e voltei pra casa com uma pista de pouso no peito.
Bem, não tente se enganar. A parada é meio gay mesmo. Mas o resultado conpensa o mico. O peito fica tipo de editorial e a barriga sem pêlos parece bem menor (É sério!). E tem momentos que você trocaria seu boné importado por uma barriga mais sarada.
Hoje tudo voltou. No caso os pêlos, a barriga continua sarada, graças a deus (e à dieta da proteína). Mas não faço de novo não. Depois que vi uma pá de corpos padronizados nesse feriado, tudo bombado, depilado (viu o Bruno Gagliasso na Caras?) achei over.
Tudo bem que pêlo, tipo nas costas, é broxante. Só acho que, no meu conceito de sensualidade, um caminho da felicidade entrando num bermudão Osklen, dourando sob o sol ainda tem seu charme.
[Reflexões: Será que mulher não sente dor não, catso?]
Segunda-feira, Janeiro 08, 2007
Entrelinhas
Não respeito quem não lê! Também não respeito quem não bebe. Ou quem usa rabo de cavalo aos 30 (mas esses dois últimos, admito que é preconceito mesmo).
Se você vive em São Paulo e rala o dia todo, vai dizer que não sobra tempo pra leitura. E eu digo que só se ganha dinheiro por aqui com conhecimento, cultura e idéias que façam a diferença. E não rola só vendo jornal nacional, né?
Na real, junto com o iPod e Malboro, não conheço companhia melhor que um bom livro pra momentos inesperados: Tipo o namorado que não chega (até porque a gente nem tem), o avião que não decola, o doutor que não te atende. Ou qualquer outro tipo de momentinho aflição.
Mas se você não curte e ponto final, ainda tem as revistas. Pelo menos você fica por dentro do que está rolando à sua volta. No caso, essa volta é pelo Brasil mesmo tendo em vista que, se você mal lê, provavelmente não fala inglês também. Brincadeirinha!
E se nada do que eu escrevi te convencer, leia nem que seja pelo glam de sentar no Suplicy com um bom GA na cara e uma leitura no colo. Afinal, carinha de inteligente ajuda a ganhar sorrisos de paquera. E depois que ela chegar junto, você arruma um jeito criativo de manter sua boca fechada.
[Reflexões: Nem vem, ler blog não vale!]
Sexta-feira, Janeiro 05, 2007
Diálogos cariocas
Primeiro dia do ano, duas horas da manhã, saída da poolparty, porta do cube da aeronáutica, Rio de Janeiro.
- Esse táxi é meu! Tenho dinheiro e cubro a oferta de qualquer um aqui!
- Desculpa querido, mas se você tem dinheiro, eu também tenho!
- Eu pago cem reais!
- Eu pago duzentos!
- Eu pago trezentos!
- Mostra o dinheiro então!
- Não tenho aqui, pago com o cartão no hotel (rindo)
- Pois eu pago em pounds! Vamos turma, pra dentro do táxi!
[Reflexões: O Rio pede sempre 2 expressões na manga: a primeira de bonito. A segunda? De passado.]
[ps o blog wondermarx, aí do lado, tem uma visão menos escapista das festividades no Rio. Vale conferir.]
Quinta-feira, Janeiro 04, 2007
Starlet
Seu amigo tá aditivadamente radiante. Como uma borboleta, saltita pra lá e pra cá, voando pela borda do palco. A pessoa é para o que ela nasce, você pensa. Com desenvoltura, levanta a perninha ali, faz dançinha aqui encantando os expectadores. Você sente um mix de orgulho e vergoninha empática. Um novo ato se inicia. Seu amigo está 'un peau' torto e procura por alguém. Um pití fe-no-me-nal se inicia. Você, fazendo cara de nada, escuta uns gritos de CADEEEEEEEEEEEEE, CADEEEEEEEEEEEEEE. No terceiro cadê estridente, você diz 'tá aqui ó!' e 'Pá', senta a mão. O amigo, passado, manda você tomar naquele lugar e sai batendo o cabelo. As pessoas em volta aplaudem. Você adiciona mais uma dose na coca (light, course) acende um cigarro e pede: abram as cortinas que a noite nem começou e promete muito, mas moooito pocket-show!
[Reflexões: Não sei você, mas eu não sou obrigado.]
Quarta-feira, Janeiro 03, 2007
Meu voto de boas festas
Voltei. Na verdade não estava numa ilha deserta, apenas de férias da web. Mas antes de começar quero agradecer aos amigos pelo final de ano. Mas do que nunca tenho certeza que, em qualquer lugar do Brasil, estando ao lado deles teria seria divino.
Cheguei no Rio em tempo de pegar uma praia. Na mesma noite, fomos parar em uma party fechadíssima (e lotada) no clube de regatas do Botafogo. Muita gente bonita, conheci a Karina Bachi (linda). Andar de pedalinho na Lagoa ao lado da árvore de Natal (e beijar pencas) foi hors concours.
Na noite seguinte teve a festa numa cobertura (do Alexey, na Prudente) mas não tive forças. Fui no dia seguinte na Alegria in Rio, no Scala. De ponto alto, teve só a temperatura que chegou fácil aos 50o. Mesmo não curtindo como devia sai às 10 da manhã. Destaque pra décor kitsh, imitando calçadão de Copa.
Dia seguinte, festa seguinte: X-Demente na Fundição Progresso (com Edie-X e a queridíssima Ana Paula). Sem dúvida A melhor do reveillon. Som mara, pista incrível, que agrupou o maior número de corpos bonitos por m2. E se você passou pela nossa turma, colada ao DJ, conferiu por si só.
A noite da virada em si teve altos e baixos. Baixos: empurra no show mico do Black Eyed Peas e a chuva. Pontos altos: todos os amigos reunidos nos fogos. Festa Just na cobertura do Ipanema Plaza (que não fui convidado, mas entrei). Delícia de companhia pra ver o primeiro dia do ano nascer feliz.
Último dia e ainda muita animação, com a Pool Party no clube da aeronáutica. E nem preciso dizer que lotou, com o povo mega-assanhado desfilando todo o tipo de sunga e shortinhos. E diz que acabou 2 da manhã, mas sai antes pra acordar cedo e voltar pra Sampa. Ainda teve drama no Santos Dummont, mas passou e o que ficou foram momentos que serão difíceis de esquecer. Pelo menos, até um próximo.
[Reflexões: ... O segredo é não ter opinião formada sobre tudo!]