Sexta-feira, Dezembro 22, 2006
Christmas
O Natal é dividido em 2 tipos: o das famílias quem têm criança e o das que não tem. Afinal, as criancas são as mais sucetíveis ao apelo comercial-comemorativo da data. E nós, à elas, claro!
Apesar de eu carregar alguns apelidinhos da época em que 'trêm da alegria' era grupo infantil e não almondega em boate gay, na minha casa não tem criança. Logo, nossa ceia é apenas um divertido jantar, com louça de festa e vinho importado.
Com os presentes é o mesmo. Seja um chinelo japonês (comprado na Liberdade em si) ou olivro do Jabor (que geral sabe que venero) a família troca mimos o ano todo, sem data marcada pra isso acontecer.
Logo, a gente não vê muita graça nesse cerimonial, mesmo topando a brincadeira. E se sente meio deslocado no meio desse circo todo, mesmo achando fofo. E vamos combinar que comprar pinheirinho no feira da madrugada do Ceagesp é um charme.
No final, acho válido pra fazer antropologia. E me divirto brincando de outsider. Até porque o mundo ao nosso redor é lindo. E mesmo quando ele fica um pouco estranho, ainda assim tem seu charme.
Feliz Natal.
[Reflexões: Natal dos outros: Ho-Ho-Ho! Natal da gente: Ha-Ha-Ha]
Quinta-feira, Dezembro 21, 2006
Nop glam
A vida tá difícil. Mas você não quer pensar em sofrimento. Então põe seu GA escuro, uma lacoste nova e esquece que que tem gerente de banco, trabalho, família e casos mal resolvidos. Fundamento escapista, tenho dito!
Quando se está andando pela rua Amauri a vida é puro lux, glam e sedux. Você olha o pib brasileiro em carrões e pracinhas conceito, e faz o footing em direção ao restaurante japonês hype de arquitura e público duvidoso (e diz que foi o Rosembaum que fez?!).
Chegando lá, pensa: vou encontrar amigas chiquérrimas e vamos falar de trivialidades. O desejo morre na porta, com as três (loira, morena e ruiva, num algo bruxas de Eastweek) dando barraco pela sua falta de pontualidade.
Um garçom pergunta: vai beber o quê? A loira diz: Cicuta, amor! (sim, isso aconteceu!). Ele faz a egyphsia e traz coca-light. Na mesa do lado uma festa de firma faz amigo secreto. Na sua, a amiga morena se irrita e faz: psiiiiiiu! Você entoa o mantra: ai, ai, ai...
O serviço demora. Mais barraco. E uma cerveja gelada pra dar um elãn, que ninguém é obrigado. Correndo pela Amauri na volta e superatrasado, você pergunta pra ruiva: cadê o glam, caralho? E ela: ai querido, deixei cair na outra esquina. Corre, corre!
[Reflexões: quando não é pra ser, não é!]
Quarta-feira, Dezembro 20, 2006
Africanos
Ontem Sampa parou pra prestigiar a festa no Nizan, quero dizer, da agência África no terraço Daslu. O convite surgiu de última hora, com minha chefe discretamente dizendo: seu nome tá na lista. E com acompanhante. Acho chic!
E foi assim: você chegava, parava o carro no valet e subia naquele elevador com sofazinho até o terraço, todo temático. As hostess (lindíssimas) estavam com roupas típicas. Nem preciso comentar sobre o bufet e comida, né? Fino!
Pra ter idéia no poder do cara, ele subiu no palco e disse: 'agora que eu já agradeci a todos, vou fazer meu discurso... Alguma coisa acontece no meu coração, que só quando cruzo a Ipiranga e a Avenida São João...' E os mil convidados cantaram Sampa em coro com ele, até o fim (menos eu, que não sou obrigado).
O povo foi aquilo: gente do mercado, gente de busines, celebridades e muita (mesmo) gente bonita. Encontrei quase toda a academia lá dentro. Depois do DJ Felipe Venâncio (com aquela música de casamento), subiram ao palco as meninas do seriado Antônia.
Mas como toda festa do mercado, você tem que saber a hora de ir embora. E quando a galera começou a enfiar o pé na jaca, peguei meu caso e vazei. Afinal, festas assim são excelentes, mas o after à dois que rolou depois foi incomparavelmente melhor.
[Reflexões: Acho corajoso o povo que dá vexame na festa da firma.]
Terça-feira, Dezembro 19, 2006
Exocet
A moda agora é sair sem calcinha. Primeiro foi a Juliana Paes, que deu uma de Marilyn, como veio ao mundo. Depois teve a Galisteu. E se você não esteve em coma no último mês, conhece de cór a xeca da Britney Spears, Lindsay Lohan e Paris Hilton.
Fico passado com a sem vergonhice da mulherada. Na minha época, a molecada ficava de olho na calcinha das meninas. Agora, com a abolição da peça íntima, fica-se de olho no capô em si.
O que ninguém sabe é que os meninos também fazem uso (ou seria melhor dizer: não fazem?) do artfício vez em quando. Mas só no conforto do lar, sozinho, com um bom controle remoto nas mãos, porque a gente tem vergonha na cara.
Sair sem até daria, afinal homem não usa saia. Mas os perigos são grandes. Imagina o vexame da barraca armar? Ou ir parar no hospital porque bebeu a mais e errou na hora de fechar o ziper? Não arrisco.
Por isso, fui na Calvin Klein trocar umas cuecas que vieram no tamanho errado. Falando nisso, lembrei de outro perigo de sair sem cueca por aí: o de sentar errado. Pois além de acabar com o seu dia, pode acabar com o futuro dos seus filhinhos.
[Reflexões: daqui a pouco sair vestido é opcional]
[imagem: adv CK Jeans]
Segunda-feira, Dezembro 18, 2006
Celebration
Pensei em começar o post assim: Existem finais de semana que são um marasmo, já outros... Mas seria mentira, pois há meses que meus findes têm sido tipo Corra Lola Corra. E quase tão loucos quanto a referência homônima. Vamos aos fatos:
Sexta fui na festa de aniversário de uma superamiga no cabaré Café Uranus, no centro. Não curto festa de publicitário, mas as dela são sempre boas. Teve até nota na coluna da Mônica Bergamo, na Folha.
De lá, saí pra Pachá. Lotada. Na porta perguntei: que fila eu pego? E o cara: nenhuma, seu convite entra lá por trás (Tá?). E o lugar é tipo giga, com playboy saindo pelo ladrão. Mas não gostei, achei que falta alma. Parecia rave no Monte Líbano.
Sábado teve open house do amigo A. O decór do apê dele ficou lindo, elogiei muito. De lá fui pra festa hype do E. que conheci na hora. Suas festas são famosas pelo mega apê na ala residencial do Conjunto Nacional, em plena Paulista. Lá, conheci o R.F. (quanta inicial, né?) dono da festa do casarão de 2 posts atrás. E uma porção de gente bacana.
Domingo teve a pool do sempre querido A.A. Tava animada, como sempre, mas dessa vez de gente não muito bem apessoada, se é que você me entende. Mas tudo bem, até porque, uma das pessoas mais bonitas da festa estava justamente onde eu queria: no final da minha mão.
[ps: o comments continua com pau e não seu consertar. sorry aos que gostam de comentar]
Quinta-feira, Dezembro 14, 2006
Guia prático da playboylância
Você batalhou, trabalhou, ralou o cu na ostra e subiu na vida. E hoje, tem o carrão, o apartamento nos jardins, a loira burra, mas não o reconhecimento dos endinheirados. Calma deslumbrado, seguem dicas simples que podem te ajudar a pagar de playboy. Força na carteira Louis Vuitton e se joga.
Você gastou os tubos pra malhar na Reebok e seus amigos não te chamam de boy? Desculpa colega, mas boy que é boy não liga pra onde malha, mas pra 'quando' malha. Porque boy malha à tarde, com outros boys que não precisam trabalhar.
Você contou que gastou uma fortuna no seu Mitsubish e ningém ligou? Atenta. Boy que é boy não fala preço, porque simplesmente não sabe quanto custa. Da próxima vez, só diga que foi lá, assinou e mandou embrulhar.
Você conheçe a hostess da Disco, Lotus e Pacha pelo nome e nem assim as gatinhas dão bola? Já era! Pra impressionar mulher hoje em dia você tem que ser 'in' nas baladinhas do Helvétia, em Indaiatuba, não circuito Vila Olímpia e afins.
Você veste grife do sapato à cueca e mesmo assim, todos percebem que você é jeca? Aí colega, não há dica que possa te ajudar. Pois como diria o sábio: a gente pode tirar o homem da ralé, mas não a ralé do homem.
[Reflexões: 'he-he-he-hey boy, teu pai já deu tua mesada hey boy. A tua mina tá gamada hey boy. Mas você nunca fez na-na-da!' Mutantes (a-doro!)]
[ps: O commets do blog deu pau e eu não sei consertar.]
Terça-feira, Dezembro 12, 2006
Siga o sol
Outro dia enquanto tomava um sol no Ibirapuera, lembrei de quando morava em Santos e só atravessava a rua pra chegar na praia. Ia de sunga e descalço, uma coisa jagunço. Bem diferente da vida urbana de São Paulo, que é legal mas de vez em quando sufoca.
Natural que eu não entenda quem não gosta de praia. Minha prima, que amo e que costuma me emprestar seu flat em botafogo (fina!), não curte. Ela é superbranca. Fico passado porque praia é uma das poucas coisas que presta na cidade, né? (ah, falei!)
Enfim, quem mora em Sampa tem que se contentar com piscina. No meu caso, a dos amigos, já meu apartamento nem varanda tem. Mas não deixo por menos. E toda vez que o tempo (weather & time) permite, caio pro litoral. De preferência o norte, com água azul e areia branca.
Ou pro Rio, claro, onde coloco uma havaiana, uma bermuda e pago de gatinho. E quando vou na praia com meus amigos ali na barraca da Vânia, todos eles coxa branca, adivinha quem ela cumprimenta pelo nome e jura que é carioca?
[Reflexões: é como aquela música do Jota Quest, 'se quiser saber pra onde eu vou, pra onde tenha sol, é pra lá que eu vou!']
Segunda-feira, Dezembro 11, 2006
White Sunday
Quando um amigo chegou ontem na festa de pré-reveillon do Rogério Figueiredo (o estilista da polêmica sobre os 100 vestidos da Lu Alckmin), só conseguiu dizer: Uau! Pois colega, foi um festão mesmo. E quem perdeu vai ter que escutar sobre isso durante uma semana.
Claro que eu não conhecia o cara. Mas isso nunca foi pré-requisito pra ser convidado. Então vamos ao que interessa: a lugar tava lindo e lotou cedo. Tirando o João Neto, o line up era de DJ's desconhecidos, mas esforçados. O momento escola de samba foi o único escorregão.
O público tava bacana, com 100% dos convidados de branco, como pedia o convite (era uma white party). E quem importa estava lá. Fui de bata branca bordada Zara + calça Anni Futuri branca + tênis Diesel marrom e deu super certo. Na verdade, mais do que eu esperava.
Lembra do post do sorriso? Pois não é que cruzei a pessoa lá? E beijei mooito. Novamente, não sei se isso vai dar em alguma coisa. Tento não pensar nisso. Mas confesso que a noite, ao dormir, lembrei de um ditado que diz: muito cuidado com o que você deseja!
[Reflexões: quem não gosta de festa VIP, que atire a primeira taça]
Quinta-feira, Dezembro 07, 2006
Metas
Quando você passa pelo corredor e uma colega de trabalho pergunta em voz alta 'de novo?', você realiza que talvez esteja exagerando um pouco na academia.
Afinal, menos de uma semana atrás também andava por aí tipo frankstein (de Mary Shelley, que adoro) por conta dum treino pesado de pernas. Ressentimento? Nenhum, já que você assumiu de vez o lado hedonista. O verão pede.
Tá, não é um bom momento por causa do lance da modelo, mas cada um cada um. E o meu 'um' quer arrasar no verão. E isso inclui o pacote todo: dente branquinho (no laser), cabelo requinho (na máquina) e bronze bacanudo (se São Pedro cooperar).
Sobre as paradinhas que você anda tomando pra ficar mais sarado... Bem, ainda restam algumas dúvidas se são, digamos assim, legais. Mas até aí, fazer sexo na praia é proíbido e todo mundo faz. Ah, você nunca fez? Azar seu colega.
Azar todinho seu!
[Reflexões: O verão promete! Já eu, não prometo nada!]
Terça-feira, Dezembro 05, 2006
Perdição
Sou o tipo de cara centrado. Que não suporta a idéia de se perder. Até já confessei que quase (eu disse quase) parei de fumar beckembauer porque me tirava do controle da situação. E se tem algo que eu gosto é de controle. Incluindo o 'remoto' (sorry, essa foi infame).
Mas nesse fim de semana me perdi. Me perdi e foi foda. Me perdi meio sem querer, enquanto estava saindo de um festinha. Mas não foi em nenhum lugar que você conheça. Me perdi foi na imensidão de um sorriso. E só de lembrar já fico com medo.
Porque fazia tempo que eu não deixava as coisas rolaram pra fora da área de segurança. Daí que eu deixei. Daí que foi o máximo. E no outro dia, ao invés de procurar a saída, como de costume, procurei mais uma vez aquele sorrisão. Que ainda tava lá.
E cá pra nós, é uma delícia quando a gente fica pensando nos 'ses' da vida. E se isso, e se aquilo... Claro que a coisa pode não vingar. Provavelmente, é isso que vai acontecer, mesmo a gente querendo o contrário.
Mas se você quer saber, adorei me perder. Mesmo que por uma noite. E se você tiver a chance, faça isso também. E deixe sua imaginação correr através dum sorriso, de uma boca, de uma nuca ou de um par de olhos azuis.
[Reflexões: As vezes o caminho de casa é tão chato]
Segunda-feira, Dezembro 04, 2006
Hi&Lo
Lembro de ler o termo hi&lo na Vogue, séculos atrás, na coluna da Constanza. E é impressionante como o tempo passa o tempo voa (a poupança Bamerindus já foi pras picas) e o fundamento continua em alta.
Ao pé da letra o conceito higher & lower significa mixar o alto padrão com o baixo. Nas passarelas, isso é traduzido quando os designers mais tops levam pras coleções de pret-a-porter elementos da alta costura.
Pra gente, reles mortais, significa mixar modelos baratos ou brecholentos, com outros mais finos e de melhor acabamento. Ou, se preferir, coisas de marcas desconhecidas, com outras grifadérrimas.
Independente de onde veio, o que importa é que a coisa funciona e serve pra equilibrar bem o estilo nosso de cada dia (do outfit à roupa de trabalho), sem pender nem pro muito nem pro pouco.
Sair por aí que nem um mendigo, fazendo o estilo 'mamãe faço sociologia na USP' é um horror, mas andar de grife da cabeça aos pés é digno de pena e só demonstra que a pessoa não tem senso... No caso, o do ridículo.
[Reflexões: Cá pra nós, a vida anda beeem mais Lo que Hi]
Sexta-feira, Dezembro 01, 2006
Express yourself
Apesar de eu continuar usando 'bejo me liga' a expressão datou e não cola mais usar. Pra ninguém ficar carente, dei uma espiada no que a turma anda falando por aí. Vamos a isso:
. Tô (bom)? Ou não tô (bom)?: é tipo um desabafo, tipo 'Ih, não tô podendo'. Usa-se assim, você tá num bar quando entra o Serguei falando alto num celular pink. Você comenta baixo: tô (bom)? ou não tô (bom)? ps o 'bom' é opcional.
. Segura essa célula: pra quem tem por volta dos 30 e sabe que tem que se cuidar. Comum à turma que malha e arrasa no renew. Usa-se assim: você chega mancando de tanto que malhou no dia anterior e seu amigo diz, isso colega, segura essa célula!
. Fina: atenta que não é uma expressão, mas um gesto. Pede um ar blasé. Explico, você tá numa rodinha quando a amiga perua diz, 'vou passar o reveillon em NY'. Você levanta o dedinho mindinho e diz, sem som: FI-NA!
. Hello kitty: dar um 'oi'. Usa-se assim, passei na festinha bem rapidinho, só pra dar um hello kitty.
. Amei (zing): pode ser falado, escrito e pede afetação. Uma releitura da expressão Ameeeiii! e no fim você coloca um 'zing', com quem não quer nada. Atenta, porque depois de soltar essa meu amigo, todos vão saber que você joga pedra com a mão esquerda. Se é que você me entende!
[Reflexões: that's all]