Quinta-feira, Novembro 30, 2006
Sabores
Todo ano a cidade elege uma frutinha pra ser hit da estação? Não colega, não tô falando do Clodovil. Até porque, essa fruta tá muito da madura e de frutinha não tem nada.
Tô falando de fruta mesmo, que vem do pé. Ano passado foi a lichia. E tudo que era lugar oferecia as maravilhas da fruta, que realmente é uma delícia. Daí, li sei lá onde que a desse ano vai ser a melancia. Pois pra mim tá ótimo, já que é uma das minhas preferidas.
E lembrei que ontem fui almoçar na América da avenida Paulista, com meu melhor amigo e duas melhores amigas (um momento descompromissado e maravilhoso, que faz a vida valer a pena) e tomei simplesmente três sucos, em menos de uma hora.
Com esse calor, um suco no momento certo do dia é quase um mini-nirvana. No Rio de Janeiro então... Mas pra mim, a prova de fogo se uma fruta vai virar hit, é na noite mesmo, com a mais brasileira das bebidas: a caipirinha.
Ainda não tive a chance de experimentar com melancia. Mas acho que tem tudo pra dar certo. Principalmente se essa caipirinha for tomada num lugar bacana e você estiver entrelaçando sua havaiana com outra, em baixo da mesa. Ah o verão!
[Reflexões: a comida não é assim uma Brastemp... Mas o suco]
Quarta-feira, Novembro 29, 2006
Emoções
Desde que vi Meu Primeiro Amor no cinema e não chorei (enquanto o cinema inteiro surtava) passei a me achar um cara meio insensível. E pensei que eu era do tipo coração de pedra, que só chora com perda de membro da família ou do corpo.
O tempo passou, a lusitana girou, um dia lá estou indo pra praia no Rio e um amigo que eu amo mais que tudo disse: já leu a Descoberta do Mundo, da Clarice? Então toma! E junto com o meu walkman (sim, sou dessa época) levei o tal livro.
E quando wave entrou no player, eu deitado ali naquela areia quentinha, Clarice falando coisas profundíssimas, não deu outra: chorei! Na verdade, o olho só encheu de lágrimas. Mas tá valendo. Porque descobri que também posso ser sensível.
Hoje os filmes 'água com açucar' continuam não me emocionando, mas toda vez que tenho oportunidade de ver (a nova safra do cinema francês) ou ler (As incríveis Aventuras de Clay & Kavalier) algo bom, aí colega são tantas emoções.
[Reflexões: nada como Lispector pra triturar corações de pedra]
[ps enquanto escrevia o post o amigo ligou pedindo o livro de volta. Sim, afanei o livro desde então. Queridão, prometo te devolver assim que voltar ao Rio]
Terça-feira, Novembro 28, 2006
Shopping for fun
O mundo globalizado já tinha percebido, mas o mercado só leva em conta quando vira pesquisa. Pois bem: uma pesquisadora americana conversou com 1.250 pessoas e concluiu que, para as pessoas de maior poder aquisito, o que determina a compra é o fator diversão.
Em seu livro 'Shopping', ela diz que 70% da galera descreve comprar como uma atividade de entretenimento. Preço, desejo e produto são atrativos, mas tudo isso deve ser multiplicado pela emoção do consumidor na loja, ao quadrado. Incrível, né?
Fiquei espantado, não sabia que a fração era tão grande! Tipo quando quando me contaram que um corpo em forma depende 70% de alimentação e só 20% de malhação.
Pra entender o processo, é tipo como se você visse um jeans tudo na vitrine. Você tem vários jeans, mas não com aquela lavagem. Vê o preço, não é um assalto, então resolve entrar. Aí está: se a loja for bacana, o vendedor bom e você sentir confiança, dificilmente sairá sem uma sacola.
Mas como eu disse lá no primeiro parágrafo, isso não é novidade. Em uma cidade como São Paulo, onde tudo é fast (fast food, fast job, fast fodas) a gente quer ter sossego e prazer no pouco tempo livre. E tudo que vier atrelado a isso é muito bem vindo.
[Reflexões: uma loja, um sorriso e uma sacola fazem valer nosso dia]
[Fonte: coluna do Luiz Alberto Marino / bluebus.com.br]
Segunda-feira, Novembro 27, 2006
Mergulho
Que Sampa é a residencia das melhores festas e noites do Brasil (do mundo?) a gente já sabe. Nesse finde, a cidade deu mais um passo nessa direção, com a consolidação de um label que era praticamente instituição carioca: a pool party.
As pool parties, com DJ's badalados animando gente sarada em trajes de banho na beira da piscina, começaram no Brasil no Rio de Janeiro. Tudo a ver. Durante muito tempo ela aconteceu na cobertura do Clube Radar, em Copa, com vista pra cidade. Depois, migrou pra Lagoa Rodrigo de Freitas, mais hype, organizada (coisa rara no Rio) e divertida.
De olho no filão, o queridíssimo A.A. resolveu juntar o glam da pool carioca com o know how paulistano pra festas. A primeira, só pra convidados, reuniu a nata num domingo ensolarado, com lounge music acompanhada por uma saxofonista, regado a muita caipirinha de frutas tropicais e estações de açaí. Ficou na história. E na memória.
Outras vieram, sempre aos domingos. E o público respondeu. E ontem, definitivamente a festa confirmou. Mesmo com tempo nublado (apesar do calor) geral saiu de casa pra ver a DJ carioca Ana Paula no deck do The Week Club.
Existem coisas que o dinheiro não compra, tipo um visual para a Lagoa e pro Redentor. Mas pra manobristas, staff impecável e um line up estrelado, existe Master Card. E por um serviço premium e diversão de qualidade, colega, paulista paga feliz!
[Maldadezinha: A boca pequena, comenta-se que o A.A. tem pacto, pois sempre que a festa começa a chuva para, rá-rá. Pois é, além de competente ele tem muita sorte.]
Sexta-feira, Novembro 24, 2006
Confissões de adolescente
Li na folha que o Caetano nunca esteve tão muleque. Já contei que adoro o Caetano? Pois adoro. E achei o show dele tudo! Mas sigamos porque o assunto não é ele. Pensei nesse subject porque também ando numa fase moleque fora do normal.
Nunca joguei tanto playstation na vida. E agora dei pra ficar encantado com o Folhateen, que vem a ser o caderno jovem da Folha. Não perco um. E toda segunda quando ele sai tiro 10 minutos pra ler (online, claro) ouvindo Jack Johnson. Existe coisa mais adolê?
Primeiro, acho bacana ver o que a molecada (futuros formadores de opiniões) pensam sobre sexo, um assunto tabu, na coluna Sexo & Saúde do Jairo Bauer. Depois, tem a coluna das meninas do 02Neurônio e que é hours concour pra qualquer idade.
Ainda têm as matérias de capa, sempre com algo bacana (ancorada em tendências que os jovens são os primeiros em apontar e consumir), as dica do que têm de melhor em up e downloads na web e as colunas de música e comportmento que, ironicamente, são feitas por jornalistas com 3, 4 vezes mais idade de quem lê.
Mas não se preocupem que essa fase é puramente espiritual. Não vou sair por aí de skate e camiseta do Matisyahu. Até porque, vamos combinar que a adolescência é uma idade que o que tem de rica, tem de chata. Afe!
[Reflexões: na minha época o caderno teen parcecia cartilha de terapia ocupacional]
Quinta-feira, Novembro 23, 2006
Virada
Você já pensou pra onde vai no final do ano? Porque se ainda não programou nada colega, periga ficar em casa vendo os fogos da janela. Ou ir ver o Show da Virada na Avenida Paulista, que ninguém merece.
Na real, a corrida pelos melhores lugares para se passar o reveillon começa cedo. Conheço gente que tá programando a virada (em Noronha, imagina?) desde o meio do ano. Certo são eles. Nada como uma viagem programada. Quando cerscer quero ser assim!
Se você é hype, atenta porque diz que Trancoso caiu. O que pega agora é Barra Grande. E quem foi fala que a chegada no lugar, com parada numa vila anterior, é de chorar de lindo. Anotado! Acontece que o Nordeste está sempre em alta, né? Cada lugar de sonho.
Também não tem como esquecer o Sul. Praia do Rosa, Guarda do Embaú (que não volto há anos) e Florianópolis, que apesar do drama da lotação é lindo e ponto. Meu irmão decidiu farol de Santa Marta. Coisa de surfista. Não conheço, mas deve ser lindo.
Se você lê este blog há um tempinho, já sabe onde vou passar o reveillon, né? Sim, no Rio. Provavelmente no Leme, jogando lírios no mar, abraçando os amigos, família e qualquer um que esteja do meu lado, tendo a certeza que não existe outro lugar no mundo pra se estar.
[Reflexões: Não esquece de dar um selinho quando o ano virar. Diz que garente sexo pro ano todo. Êba!]
Quarta-feira, Novembro 22, 2006
Bagagem
Sinto a chegada do verão pelo peso. Não o meu (que se a Nossa Sra. do Fitness ajudar, vai aumentar) mas o da minha mochila. O lance é que deixo pra arrumar a mala de manhã, atrasado e vou jogando tudo dentro, que fica cada vez mais pesada. No caso:
Roupa: Levo sempre 2 pares de bermuda e 2 pares de camiseta. Quando o tempo permite, vou tanto no almoço quanto à noite. Mas na maioria das vezes é frescura mesmo.
Necessaire: é grande, confesso. Mas quem mora em Sampa sabe que, no balanço das horas tudo pode mudar. E a gente tem que estar preparado pra tudo. E todos.
Suplementos: na bula diz que tem que tomar antes e depois. E como essa história de tapauer (é assim que escreve?) não é comigo, levo o pote todo na mochila.
Tênis: despois que virei gente grande e parei usar na agência, agora tenho que levar né?
Gagets: na rua, na chuva, na fazenda (e na academia) não dá pra viver sem. Onde for levo o cel, nano e o timex.
Livro: a bike é a única hora que dá pra ler. No momento tô no final das Aventuras de Klay e Cavalier que o que tem de bom, tem de pesado.<
E muita disposição colega, porque depois de encarar um dia foda de trabalho e ainda ter pique pra passar 2 horas na academia, não é pra qualquer um. Me odeia? Pega senha!
[Reflexões: se joga que o verão tá aí!]
Terça-feira, Novembro 21, 2006
Muita água rolou
Fazia tempo que não ficava em Sampa em um feriadão. Fiquei nesse por fatores diversos: muita chuva, uma boa programação cultural e um aniversário dum amigo promoter.
O calor quase fez arriscar uma regata. Mas a regra é clara: chuva pede braços cobertos. Mesmo assim o feriado esvaziou a cidade, deixando o caminho livre pra assistir títulos como Little Miss Sunshine e Volver (lindos).
Sobre a festa do querido E., a proposta foi interessante: reunir os amigos num daqueles clubes/saunas antigos na Barra Funda, onde os velinhos vão pra fumar charuto e suar. O convite pedia traje de banho. E, como sempre, muita gente pecou no dress code.
No meu caso, teria limitado a festa na piscina, pois o segundo andar dispersou o povo. Também sem querer ser chato (e já sendo) um bom mailing é essencial. E tirando um ou outro conhecido, o povo estava mais pra sambão que festa hype.
No fim, ainda conheci uma pessoa muito bacana e passei o resto do feri com beijo na boca, como deveria ser sempre. Mas são águas passadas. Agora é tocar a vida e ralar, pois quem trabalha com pubicidade sabe que feriado, no fim das contas, é sinônimo de noite mal dormida no meio da semana.
[Reflexões: a gente adora final de semana de 3 dias, mas odeia semanas com 4.]
Sexta-feira, Novembro 17, 2006
Pessoas Caetano
Daí você tá sentado num bar com amigos, conhecidos e desconhecidos, quando ela chega.
Primeiro quietinha, opinando da temperatura do chopp à política externa do Brasil. Alguém muda o assunto, ela muda junto. A conversa ganha tônus. Entra o governo Lula (booring) o povo se inflama, ela ovula. Na mesa: gritos, cigarros e muita discussão.
E você? Lá fora, claro, tomando seu drink muito longe da gritaria. Te falta paciência pras pessoas Caetano Veloso: que é aquele tipo de gente que se acha 'referência' e opina sobre tudo, do efeito estufa ao Big Brother.
Que fique claro, venero o Caê. Acho ele o maior letrista vivo. E uma vez, quase tive uma síncope sentado ao lado dele, no Spot.
A diferença é que pessoas Caetano têm muito papo, muita articulação, só não entendem que pra estar em evidência não precisam ofuscar o próximo, apenas ter brilho próprio.
[Reflexões: Mas quem é você mesmo? Quem? Ah, tá!]
Quinta-feira, Novembro 16, 2006
Favoritando
O verbo favoritar usa-se assim: Ontem conheci um bar tão incrível, que 'favoritei' ele! Trocando em miúdos, significa que o tal bar está na sua bookmarks bar. Que é sua lista de coisas mais acessadas.
Tem gente que favorita coisas o tempo todo. E não tem o menor problema em deletar as antigas e inserir novas no lugar, como: pessoas, baladas, comidas, filmes, mp3, etc.
Eu não pego sentimento fácil. Mas quando pego, gosto que aquilo fique por muito tempo nos meus favoritos. E mesmo trabalhando com tendências, confesso preferência por aquelas que são atemporais.
Aí entra o paradoxo. Sempre tive dificuldade em favoritar pessoas pra um namoro estável. Ou melhor, atá favoritava, mas digamos que essa bookmarks bar era bem movimentada.
E como a vida uplowda arquivos certos por browsers tortos, justamente o meu favorito mais acessado, foi o que causou a maior pane da vida.
Mas tudo bem, o ser humando pode não ter um botão pra formatar. Mas tem uma capacidade de recomecar, que nenhum restart até hoje fez igual. Daí é só esperar a bateria carregar e bola pra frente.
[Reflexões: Think Different. Think Yourself]
Terça-feira, Novembro 14, 2006
Blue Monday
Colega, não querendo fazer inveja (e já fazendo) o show do New Order, nessa segunda-feira em Sampa foi uma coisa pra guardar na memória. Ou, pelo menos, as partes que você lembrar, tendo em vista a quantidade de bekembauer queimando solto.
A entrada do Via Funchal foi meio drama e a cena do mundo de gente subindo a escada rolante pra pista foi incrível. Mas lá dentro a pista sobe em enormes e espaçados degraus, tornando o melhor lugar pra se estar.
Os caras agitaram a galera o tempo todo, deixando (espertamente) as músicas de base eletrônica pro final, fazendo a ponte pra uma sequência de clássicos que terminou com Bizarre Love Triangle, Temptation e um mix de Perfect Kiss com Blue Monday. Foda!
Bizarre mesmo, foi ver uma molecadinha bem nova fazendo cena, chorando e gritando. Pensei que coisas assim eram privilégio de boy bands. Mas no geral, a galera era bem trendy e totalmente paquerável. Mas sobre esse assunto não com ento.
Quando eles foram embora o Anderson Noise entrou na pista, animando quem queria ficar por lá. Eu fui embora, dirigindo de vidro aberto e som desligado. Afinal, já tinha tudo o que precisava pra tornar minha segunda (e a minha semana) totalmente azul.
[Refexões: Well, every day my confusion grows]
Nike Run
Ninguém gosta de levantar cedo domingo. Pior quando tá um frio da porra e você tem dez quilômetros pra correr pela frente. Mesmo nesse cenário, pulei da cama pra ir na corrida da Nike que rolou esse finde. E digo que foi o máximo.
Já no traslado (coisa fina) a gente ia conversando e percebendo que o público tava nivelado por cima, provavelmente por conta do preço da inscrição. O clima era de confraternização, com muita gente bonita. E o que eu vi de perna linda colega (suspiro).
Daí você chegava, guardava suas coisas em barraquinhas com seu número de camiseta e se posicionava na largada, de acordo com a cor da pulseirinha. O conceito era música & esporte, logo, bandas variadas agitavam a galera, que respondeu o tempo todo.
Completada a prova, você ganhava uma sacola com gatorade, sanduíches, nutri, neston barra e uma pá de coisinhas. Depois, ainda teve show na arena da USP da Fernada Abreu e acho que J.Quest. Que eu ignorei, mas já tava de bom tamanho.
A tecnologia foi um fator a parte. Da camiseta (de dry-fit) passando pelo chip (que deu a hora da chegada direto no celular), tudo foi hightech e modernoso. E no fim, ainda recebi um e-mail convidando a ver minhas fotos e vídeo da chegada. Inacrê!
[Reflexões: Quando a vida é uma correria insana, o resto é fichinha]
Sexta-feira, Novembro 10, 2006
Um dia de trabalho
Olho em volta e vejo pilhas de papel, uma garrafa de H2OH! (o novo produto ambev), um eMac, um celular Motorola V3, um grampeador, um dicionário inglês de bolso, uma pilha de revista importadas e muitos CDs. A bagunça tem origens profissionais.
Antes erámos 3 e agora somos 4 sentados numa mesa redonda, que nego insiste em chamar de célula. Daí, todo dia quando chego, travo uma batalha só pra conseguir reunir minhas pilúlas (BCAA, Centrum, Vitamina C, Animal pac, e por aí vai).
Vencida a batalha, tem o fator coleguismo. Que é quanto você tem que fazer o amigo das pessoas à sua volta, tendo em vista que você costuma vê-las com mais frequência que vê o seu cachorro (que eu não tenho. Foi só pra ilustrar). Nada que você não tire de letra.
Afinal, pra bagunça existe o fator favela, que faz tudo crescer verticalmente, em pilhas. Pro coleguismo tem o iTunes, que te permite ficar surdo pro mundo. E pro resto, tem o final de semana que chegou, com o Erik Morilo tocando na Pachá e você vipíssimo na lista.
[Reflexões: Como diria uma famosa drag da cidade "É sexta. Se joga pintosa, põe rosa!"]
Quinta-feira, Novembro 09, 2006
Complexo de carmelita
Todo mundo sempre diz pra gente 'nunca dizer nunca'. Eu bem que tento, mas às vezes digo um nunquinha e pago com a língua depois. Dessa vez, o motivo da contradição foi um simpes shorts. Acontece que eu sofro (ou sofria) de complexo de carmelita.
Que é um mal que acomete todo garoto que cresceu na geração grungie, usando aqueles bermudões xadrex enormes, e que hoje não se sentem a vontade de usar nada que não cubra até joelho. Daí, disse que unca iria usar um shorts em público.
Uma vez tentei ir numa Pool Party do A.A. com um shorts Ronaldo Fraga muito bacana. Fiquei horas criando coragem. E no fim, troquei por um bermudão Osklen. Não chega a ser complexo, até porque, quando se corre todo dia a perna até que fica jeitosinha. É falta de costume mesmo.
Mas domingo vou fazer os 10km Nike e não dá pra usar bermudão. Então encarei uma loja de esportes e comprei um shorts. Claro que rolou um medo. No caso, não do shorts, mas do manequim, de pernas saradas e bonitas (é, até o boneco se rendeu a ditadura da beleza).
No fim tudo deu certo. E pra evitar trauma no dia da prova, estreei o short na Reebok e me senti ok. Mas peralá. Não mudei minha opinião sobre os shorts com abertura lateral. Mostrar a perna até vai, mas a polpa da bunda, tenha dó né colega?
[Reflexões: Não vai sujar o shortinho, hein?!]
[Foto: shorts babado da Prada, coleção 2007 / from style.com]
Terça-feira, Novembro 07, 2006
Os tempos mudam
E com o tempo, mudam os homens. Andando por aí a gente encontra os mais variados tipos e percebe que os estereótipos, definitivamente, não são mais os mesmos:
O friendly: aquele cara hetero que cresceu tendo amigos gays. Então ele chega, abraça e beija as pessoas no rosto sem diferenciar H ou M, todo seguro de sua masculinidade.
O deslumbrado: o pós-metrosexualismo trouxe coisas boas. O deslumbrado não é uma delas. Ricos, bonitos e bem sucedidos, ostentam tudo. Têm os legais, mas a maioria é uó.
O "ô lá em casa": minhas amigas me charam a atenção pro tipo. São caras mais velhos que são bonitos do seu jeito, malham, se vestem na moda sem serem overs. Enfim, respeitam a idade que têm.
O Insider: sabe aquele modelo de tênis? Ele tem! Sabe aquela banda? Ele foi! E chama gente realmente "in" pelo apelido, mesmo sem nunca ter visto a pessoa.
O genérico: Não são malhados nem fervidos, gostam de tecnologia, ouvem rock indie e... São gays. Diferente dos enrustidos, não escondem a opção sexual, só não se encaixam no extrovertido mundo GLS.
O urbanóide: Sua vida acontece in door. Trabalho, cinema, reuniões, festas, exposições. Tudo com manobrista, claro. Não respira ar puro há algum tempo e vive bem assim.
[Reflexões: O sol pode nascer pra todos os homens. Mas a lua, só pros que merecem.]
Segunda-feira, Novembro 06, 2006
Abusado
Sentado na praia sozinho, ali, em frente da Vinicius em Ipanema, você tira um óculos escuros GA da mochila e faz uma breve autocrítica silcenciosa: será que você é muito abusado?
Tudo porque, no caminho do mar pra areia, você viu uma pessoa digna de palmas estirada numa canga azul turquesa. E, tipo assim, fez um 'oi' com a cabeça, meio que fingindo que não era, mas dando a entender que era com ela.
Tá! Você lembrou que também paquerou uma outra pessoa no avião na vinda. E que, dias antes, deixou seu cartão de visita com uma paquerinha gerente de seção, em pleno segundo turno.
Com medo da fama de cafajeste? Ué, avisa que você é solteiro e paga suas contas (ao menos, tenta). Afinal, você não disse que queria esquecer o passado e olhar pra frente? Então, que culpa você tem se na sua frente estava uma delícia dessas?
Sentado em frente da Vinicius, em cima de uma canga azul turquesa, você faz uma breve autocrítica silcenciosa: sim, eu sou um cara abusado. Sim, aquele sorriso é mais lindo de perto. E, sim, caguei pro que os outros pensam, o mundo é mais legal assim.
[Reflexões: Pode olhar minhas coisas enquanto eu vou no mar?]
Quarta-feira, Novembro 01, 2006
Prazeres mundanos
Existem muitos prazeres no mundo. Imagino que só e falar nisso você já pensou em alguns. Eu, no momento, só penso num: o prazer que a gente têm quando percebe que não está mais apaixonado por quem não te quer.
Se você não é ator da globo, que se apaixona loucamente toda semana, vai sentir isso poucas vezes na vida. Eu, pelo menos, senti umas três. E não passa disso.
Tá, é um prazer meio masoquista. Afinal, mesmo a (sublime) sensação de liberdade também carrega na memória o tempo que a gente penou, comendo aquele pão, amassado você sabe por quem...
Mas isso passou! Afinal, você encontrou a pessoa e não sentiu nada. E lembrou que nesse dia uma estrela riscou o céu, e que você, depois de muito tempo, finalmente pôde fazer um pedido só seu.
[Reflexões: Isso é bom? Sim, isso é bom!]