Terça-feira, Outubro 31, 2006
Centro das atenções
Cansada dos engarrafamentos da Vila Olímpia, do desencanamento de butique da vila madalena e da pretensão nova iorquina dos jardins, o povo da noite está migrando pro único local que a cidade tem de original: o centro.
O que rola é que Sampa é uma colcha de retalhos. A gente anda por aí e encontra um pouquinho de cada coisa, sem identificar um DNA próprio, como Rio ou Salvador. Tirando, é claro, o centro, com seus prédios sessentistas e arquitetura imponente.
A coisa começou devagar, primeiro com festas hypes em lugares tipo a cobertura do Shopping Light, o cine Marrocos e no Vale do Anhamgabaú em si (o único que eu não fui). Hoje o centro têm um monte de lugares bacanas.
Talvez o mais hype seja o recém aberto Royal (do namorado da Wanessa Camargo) com decór de cabaré de luxo e pretensão de virar brand tipo exportação. Mas ainda têm o Glória (no Bexiga), o D.edge (na barra Funda) e o Vegas (no baixo Augusta) entre outros.
Torço pra que outros lugares bacanas dêem certo. Até porque, acho o máximo olhar a cara de passado das pessoas, quando vou descando pela avenida Consolação até a Praça da República.
[Reflexões: Desde que li Chatô, vejo o centro com outros olhos]
Segunda-feira, Outubro 30, 2006
We love Daft Punk
É muito bacana quando você cria expectativa sobre um assunto e é correspondido. Foi o que rolou ontem, no show do Daft Punk no Tim Festival, em Sampa.
Um amigo já tinha visto os caras no Rio e sentenciado que as outras bandas, tipo Massive Attack, teriam que rever todos os seus conceitos. E é tipo isso mesmo. A dupla francesa detonou um hit atrás do outro fazendo geral pular por uma hora e meia (juro que tomei um relaxante muscular pras pernas hoje).
A moçada era uma atração a parte. O preço salgado do ingresso deu aquela selecionada e o que se viu foi um festival de gente bonita, bem nascida e muito (muito) animada. Eu acabei encontrando a razão do meu desassossego por lá, dei uns pegas e deixei pra me arrepender depois (o que, até essa altura do dia, ainda não aconteceu).
O único porém foi que eu bebi todas e mais algumas e passei, digamos assim, um pouco mal. Mas isso foi só na ida pra casa e o que ficou na memória foi o palco multimídia e a sensação de que o livro de cabeçeira deles é Flashback, do Timothy Leary.
[Reflexões: around the world é aqui]
[foto: detalhe do palco no show do Rio / from site papelpop.com]
Sexta-feira, Outubro 27, 2006
A vida não é justa?
Tudo bem. Mas a sua calça pode ser.
Não tô falando tipo Buenos Aires (onde se usa jeans mega-apertados). Apenas em abandonar por um tempo o oversize e abusar do verão em modelagens mais ousadas, mostrando que brasileiro também tem bunda. Ou não (tipo eu).
A tendência de calcas sequinhas vem de fora, claro. Mas a gente adapta por aqui e combina com brasileridades: uma camisa de listras, uma camiseta tipo velha e desbotada, ou até uma Lacoste mais larguinha, fazendo o contraponto com o justo de baixo.
Mas o que fazer com aquele monte de calça folgadona? Aqui entra a melhor parte: mande ajustar. Sim colega, sei que não é tarefa fácil. Tem o trampo de conhecer um alfaiate, levar, experimentar, buscar. Tudo pra gente desistir da tarefa.
Mas se vale a dica, quando fui buscar as minhas 4 calças testes (uma Osklen, uma Jun Nakao, uma Herchcovicth e Anni Futuri) não consegui tirar o sorriso do rosto. Eram calças que estavam paradas há um ano e que hoje uso até pra trabalhar.
Além do fato que uma roupa ajustada ao corpo passa muito mais seriedade que um look saco de batatas, o verão se aproxima e está na hora de você começar a olhar mais pro corpo e pra si. Quem sabe você não resolve se mexer, perder uns quilinhos e fazer um verão diferente: ao menos dessa vez?
[Reflexões: Se joga no afundo. Ah, não sabe o que é? Corre atras... ]
[toto: 3 momentos do verão de Ricardo Almeida - jeans claro, terninho e o clássico risca de giz. Tudo ajustadinho / by erikapalomino.com]
Quinta-feira, Outubro 26, 2006
Balada Rio
Se você lê o blog faz tempo, sabe que eu amo o Rio de Janeiro. Mas tem algo que preciso comentar, e não é pra xoxar não, mas nunca vi cidade tão ruim pra se realizar baladas e eventos.
Tava lendo o PapelPop (aí do lado) e me supreendi com as fotos do TIM. Lindas, afinal, o Rio é lindo. Mas logo me veio as lembranças do evento anterior, que foi levando pra longe toda aquela beleza. Também fui em uma festa no feriado passado por lá, que não gosto nem de lembrar.
O lance é que o Rio tem problemas sérios com esse fundamento. Seja no Zero Zero (reduto de bacanas na Gávea), no La Cueva (um porão cult de Copa) ou num TIM, o staff é despreparado, os seguranças são destreinados (e semi-favelados) e a palavra infra inexiste.
Entendo que a informalidade está no DNA da cidade. E qualquer coisa que fuja disso está fadada à descaracterização. Mas o desejo de ganhar dinheiro rápido e o amadorismo têm reduzido a vida noturna do Rio a um patamar muito triste. Quem é de Sampa, só de ouvir falar em sair no Rio, já arrepia.
Torço pra que a cena melhore ou, como diria o Ronald Vilardo (um superincentivador da noite carioca) se renove, pois uma cidade tão linda e com tanta gente bacana, merece mais que um porão escuro, um DJ e uma tonelada de pretensão.
[Reflexões: Claro que existem excessões. Quem souber uma, me conta, tá?]
Quarta-feira, Outubro 25, 2006
Penso, logo...
Piro. Sim, piro. Ando numa fase pensadora que tem pirado minha cabeça. Penso o tempo inteiro, sobre tudo.
Faço academia pensando na vida, trabalho pensando nos amores, dirijo pra casa pensando no trabalho... Cheguei num ponto de pensação, que nem ligar o som do carro eu ligo, pra não atrapalhar.
Penso (tá vendo?) que essa fase já vinha se pronunciando. Eu andava lendo demais, vendo filme francês demais e ouvindo Serge Gainsbourg sem parar. Só podia dar no que deu.
Tem quem diga que fases assim são benéficas. Ninguém merece refletir sobre a vida 24 horas por dia. Ou acordar no meio da madrugada com uma idéia prum anúncio e levantar pra escrever num caderninho.
Mas concordo que repensar sobre a vida (sob ótica tão crítica) é uma chance de identificar os pontos fracos. E de blindá-los pra jamais serem ultrapassados. Pelo menos, sem a nossa permissão.
[Reflexões: Vivo o hoje porque o ontem já passou. E o amanhã? Talvez nem chegue. // autor desconhecido.]
Terça-feira, Outubro 24, 2006
O mistério do contatinho
Tem um ditado famoso que diz que existem mais mistérios em um simples telefonema pra uma ex-paquera, do que julga nossa vã filosofia. Ah, não é assim o ditado? Mas bem que podia ser.
Afinal, porque que a gente liga pra alguém que não quer nada com a gente? E fica inventando desculpas ridículas prum contatinho? Pois é, periga a gente morrer sem saber.
Porque, mesmo que seu amigo diga que você gosta de sofrer. E que você não sabe ouvir "um" não. Você sabe que não é nada disso. Que foi apenas um momento, um vento, um cheiro, uma coisa qualquer que bateu estranho. E quando você viu, pá, ligou!
Ligou, conversou, desligou e constatou. No caso, o que tinha que constatar: que vocês não têm mais nada em comum, que você está muito melhor sem aquela pessoa, que ambos estão tocando a vida...
E que mudar de treino pode deixar seu peito doendo pra cacete, mas a dor que vem de dentro, puta que pariu, como demora pra passar.
[Reflexões: Tem jeito não, um dia chega a hora de estar do outro lado da linha]
Sexta-feira, Outubro 20, 2006
Dandis modernos
Foi assim: tava dirigindo num domingo de fim de tarde, quando parei numa rua fechada de jovens. Ali, no trânsito, percebi na mulidão que os meninos beijavam meninos e meninas beijavam meninas.
Passei devagar, olhando pelo vidro, que nem no Simba Safari. Que era um zoológico que a gente entrava de carro e via os bichos de perto.
E fiquei passado de ver que a molecada, sem bricadeira, não tinha mais de 15, 16 anos. Depois fiquei sabendo que ali era um ponto de encontro dos Emos (sabe?).
E pensei: uau! Enquanto os pais discutem dentro de casa o beijo gay (da novela) seus filhos estão aqui, tocando o terror, o meio dos jardins.
No fim, não cheguei à conclusão se acho saudável adolescentes, ainda na fase de se descobrirem, pregando essa coisa de 'emo' como religião.
Mas, naquela tarde, senti na pele a pluralidade de uma cidade como São Paulo. E me senti feliz de morar aqui.
[Reflexões: Vive la différence]
Quinta-feira, Outubro 19, 2006
Ligando o foda-se!
Tenho muita dificuldade de levantar pela manhã. Não há uma só vez que eu não pense: foda-se, o mundo pode acabar que não saio daqui. Mas, cada vez mais, fatores externos têm influenciado essa difícil hora do dia. E da vida.
O tempo: se você não mora em Sampa, não sabe o que é levantar da cama com frio e chuva. E ter que ligar o aquecedor no banheiro só pra poder fazer xixi. O pinto quase embute. Mas tudo dá certo no final.
Academia: o que tem a ver? Tudo. O corpo precisa do sono pra preencher a fibras rompidas na malhação (e quem disse foi um renomado instrutor cubano, tá?). E quando a gente levanta antes, fica com a sensação que foi atropelado pela Wilza Carla.
Os serelepes matutinos: você vai me achar um chato, mas eu o-deio as pessoas felizes pela manhã, e que fazem questão de mostrar. Eu fico reclamando da vida? Não! Então me sinto no direito de não ter que dividir a felicidade alheia. Te fecha pô!
Ainda têm os engarrafamentos (quase uma atração turística de tão absurdos), seu chefe, que consegue te ganhar no mau humor, e outras coisinhas. Mas posso falar? Não tô mais a fim de escrever.
[Reflexões: me dá um forte! E sem açucar!]
Quarta-feira, Outubro 18, 2006
Rostinho x corpinho
Sábado passado, num chill in na Lagoa, ouvi um amigo carioca explicar prum gringo a azaração entre Rio e Sampa: 'No Rio as pessoas valorizam mais o corpo que rosto, enquanto em São Paulo, as pessoas dão mais valor ao rosto que o corpo', disse.
Pois não é que é quase isso? Me tomo como exemplo. Que eu sou neurótico por malhação não é segredo. Mas, apesar disso, jamais teria um relacionamento com uma pessoa feia de rosto, por mais que tivesse um corpo igual ao daquela gente que faz salto ornamental.
Isso tem sua lógica. Aqui existem pouquíssimas oportunidades de ver os outros sem roupa. E é natural que você queira sair por aí de mãos dadas com alguém que você admire. E que os outros também. Quem liga se o Fred Krueguer é sarado? Eu que não!
Já no Rio, o foco de admiração costuma ser outro. Nada mais apoteótico que você chegar na rodinha em frente ao coqueirão arrastando um monumento sarado, mesmo que ela (ou ele) tanha um rostinho de lavadeira do Valqueire. Ou que ele seja michê (um fato).
Seja rostinho ou corpinho, só não me venha com o papo de que o importante é o interior. Enquanto a gente não descobre se o pretendente é gente boa, inteligente e não vota no PT, vamos olhar seus atributos naturais mesmo. E torcer pra vir tudo junto, no mesmo pacote.
[Reflexões: Não faz o São Jorge, solta esse dragão!]
Terça-feira, Outubro 17, 2006
Concessões(zinhas)
A vida é asim. A gente tá andando nos trilhos, acordando cedo pra malhar (figurativamente falando, porque eu não faço isso nem morto), comendo bem, controlando a conta bancária, os cartões de crédito e tal.
Então você começa a fazer concessõesinhas. Primeiro, se permite um docinho no Amor aos Pedaços. Depois, uma camisetinha nova na Mandi. Quando vê, tá faltando na academia pra assistir o Diabo Veste Prada (esse ultimo até perdoável, né?).
E no final sua vida que tipo, até ontem, estava de fazer inveja na Poliana, vai pras picas. Você se enrola no banco, se desorganiza no trabalho e o pior: confere 'in loco' que metade dos seus amigos estão super em forma e você ainda está no processo.
E enquanto você faz milhares de abdominais e toma bronca do professor, que mandou você cortar leite integral, manteiga e tudo o que é gordura (e você ingnorou), você repete o mantra: tolerância zero, tolerência zero, tolerência zero.
[Reflexões: essa história de, 'deixa só um pouquinho', todo mundo já sabe onde vai dar]
Segunda-feira, Outubro 16, 2006
Malas e malas
Com tanto atraso e falta de respeito nos aeroportos, a gente se sente meio Lost in Translation. E sem ter o que fazer, fica esperando o tempo passar ouvindo Whitest Boy e prestanto atenção nas malas das pessoas (no bom sentido, né colega).
A nota 10 foi pra uma Burberry linda, duma bicha que estava com a Caroline Ribeiro (que tava fotografando à tarde, no nove). Da outra vez, achei bacana a mala duma senhora que tentou furar a fila de espera. Atitude pésima, mas a mala linda. E compacta.
Arrumar uma mala compacta e funcional é um dom pra poucos, não é? Mas nesse quesito até que me dou bem. Como viajava muito sozinho, desde moleque minha mãe me ensinou a calcular tudo direito. Faço listinha de pertences até hoje.
Se me permite o conselho, ao comprar uma, esqueça essas de rodinhas, de segurar pelo puxador e opte pelo tipo sacolona, com alças, que é moderno e tudo a ver com a imagem que o jovem atual quer passar. São baratas, multiuso e permitem pular o check in.
Eu, por exemplo, uso minha preta da Nike tanto pra viajar quanto pra malhar. O pior foi constatar que a da academia é tão pesada quanto a de viagem. Nem vou fazer esforço pra mudar, pois pelo que eu vi no Rio, a tendência é ficar mais pesada ainda.
[Reflexões: Na mala de volta, sempre sobra espaço pra saudade.]
[Foto: Bottega Veneta - Spring 2007 - do style.com]
Sexta-feira, Outubro 13, 2006
Vida leva eu
[Reported from Rio]
Sentado no Cafeína de Ipanema, comendo um strudel de maça e lendo As Incríveis Aventuras de Klay e Cavalier (que eu tô apaixonado), discordo que não tem nada pra se fazer num Rio chuvoso.
Basta sair de casa armado de uma mochila com um livro bacana, um iPod, cigarrinho e a sua carinha bonita, e seguir os conselhos do Zeca Pagodinho: deixar a vida te levar. Se a boa vontade de uma prima linda ajudar, você vai ser surpreendido com a chave do carro, e vai 'deixar a vida te levar motorizado.
Quando você ver, thum, já passou no Jardim Botãnico (que tem tudo a ver com um dia bucólico), fez uma social com amigos no almoço, azarou aquela paquerinha alguns anos mais nova, e até trocou uma sunga na nova (e linda) loja da Blue Man.
Quando o dia finda, você nem vai estranhar que não foi na praia. Só estranha a cara de passado do amigo paulista, quando perguntou com quem você veio e você disse: ué, vim sozinho! Então você paga a conta e segue seu caminho. Que pra um bando pode parecer estreito, mas pra um solitário, parece infinito.
[Reflexões: Tudo o que sonhares, todos os lugares, as ondas dos mares... ]
Quarta-feira, Outubro 11, 2006
Derriê
Esse post é uma súplica em favor das pessoas que não são obrigadas a presenciarem, todos os dias, cofrinhos públicos.
Uma coisa é a gente correr pra le e pra cá, e ter como passatempo o cofrinho da Alyne Moraes, do Kauã Reymond. Acho válido.
Outra, é você sair duma reunião que teve até choro e dar de cara com um cofrinho de um palmo de diâmetro. E peludo. Tenha dó.
E as mulheres também têm culpa no cartório, pois usar jeans baixo todo mundo quer. Mas malhar pra ficar com o derriê bonitinho, todas têm uma desculpa na ponta da língua.
Se você é adpeta da modalidade, atenta, pois já diria "Coco Chanel, o contrário de chic não é a pobreza, mas a vulgaridade". E ambiente de trabalho não é o posto 9.
[Reflexões: alguém tem uma moeda?]
[Reflexões 2: tô embarcando hoje pro Rio. Pretendo ver muuuitos cofrinhos]
Terça-feira, Outubro 10, 2006
Mixed feelings
Ando como no título acima, expressão que eu li na Revista da Folha dessa semana.
Ontem, após um papo do tipo por os pingos nos I's, terminei (ia escrever no plural, mas assumo sozinho) por enterrar mais uma oportunidade de ter algo parecido com um relacionamento. E com alguém bacana, cabe lembrar, pois gente ordinária tem de sobra.
Pior que acrescentar um novo 'x' na lista de fracassos, é saber que nossa procura (por um certo alguém) exige testes. E que errar nessa seara, invariavelmente, é ser responsável pela tristeza alheia. Algo muito, muito difícil de lidar.
No fim, a gente deita no travesseiro mas não dorme. E fica pensando se não deixou as coisas irem longe demais. E que existe a diferença entre um ato doloso (com intensão) e culposo (sem intensão), mas no fim, ambos são passíveis de julgamento. E punição.
[Reflexões: Antes de julgar, lembre-se que a ética tem uma prima pobre, chamada hipocrisia]
Segunda-feira, Outubro 09, 2006
Pronto, passou
Semana passada passei um perrengue por conta do meu aniversário. Nada a ver com inferno astral (que eu nem acredito, nem desacredito) mas por conta de achar um lugar pra organizar uma reuniãozinha de chegados.
Pensei no Chakra, que acho tudo. Pensei no Café Lounge, que eu fui na segunda passada. Pensei no Drosófila e até no Pop's (que vende bagle, sabe?). São Paulo é assim, tem muita opção, dos mais variados tipos. Mas não fechei com nenhum por conta da tal consumação.
Ca-la-ro que todo mundo consome vinte, trinta reais. Mas, pessoalmente, acho feio a gente convidar alguém prum lugar e impôr que ela gaste 'X'. Sei que a noite é assim, mas eu não gosto. E quase desisto, desço pra Maresias e faço um retiro.
No fim tudo deu certo, graças ao querido R.Z., que abriu pra mim seu sushi-lounge ali na Peixoto Gomide, nos jardins. Ok, tiveram probleminhas por conta do staff novo e pateta. E por conta duma festinha anexa com gente, digamos assim, mais extrovertida.
Mas nada que atrapalhasse os amigos queridos de comparecerem. E de me trazerem muitos presentes, que eu adoro. Claro que a festa acabou se estendendo noite afora, mas isso é uma coisa que eu não posso contar aqui, nem sob ameça. Bju me liga.
[Reflexões: quando a gente tinha 18 e alguém disse que a gente ia envelhecer, a gente achou que era piada, né? Pois bem... ]
Sexta-feira, Outubro 06, 2006
Consumindo gentileza
Você me desculpa a sinceridade, mas não gosto de shoppings populares. Nada a ver com preconceito. É que shoppings são centros de consumo e quando a gente consome (leia-se gasta) a gente quer ser bem atendido. O que nem sempre acontece nos populares.
Lembro que uma vez quis trocar uma camiseta da Siberian e fui em um. Por conta de uma promoção, a camiseta tinha baixado 50%. Mas eu queria trocar por algo no valor pago dias antes, claro. Pra não perder tempo, fui direto na gerente (que tinha uma cara sofrida).
Contei o acontecido e ela disse 'mas o que garante que você não comprou ela hoje?'. Nem esquentei, deixei a camiseta no balcão e disse: se você fosse uma boa gerente, daria um jeito de descobrir isso. Toma, pode trocar por uma mercadoria pra você. E deixei lá.
Meu amigo ficou passado. Sei que o que não falta é desonestidade no mundo. A diferença é que num Iguatemi, um Fashion Mall ou um Morumbi, pode cair o teto, mas você jamais vai ouvir algo assim. Os vendedores chegam a ser chatinhos de tão fofos.
Claro que nem tudo é ruim nos populares. A bermuda que mais curto (uma de veludo verde escuro) comprei numa Ellus ponta de estoque, por mixaria. E ontem, achei um casaco azul royal Track&Field num shopping desses, à preço de banana.
Sei que, no fim das contas, a gente acaba pagando mais pelo serviço do que pelo produto. Mas se você tiver dúvida se comprou algo porque gostou, ou por conta do sorriso do vendedor, tenha a certeza que você comprou pelo que mais importa: o recheio.
[Reflexões: Shopping com estacionamento grátis? Tenho medo!]
Quarta-feira, Outubro 04, 2006
Idéias em blocos
Impressionante como idéias simples salvam a nossa vida. Um tempinho atrás ganhei da minha mãe um pack com caderninhos de rascunho. E joguei num canto, pra minhas pretensões artísticas.
Eis que a vida acerelou. E os compromissos se embolaram com reuniões de trabalho, insights com informações do dia a dia e anotações com dados bancários. E quando eu achei que ia jogar tudo pra cima, achei a solução mais simples do mundo: anotar.
Que número calça a amiga aniversariante? Tá na folha 4. Uma idéia que você teve pra campanha 'x' enquanto jantava fora? Na folha 7. Um desenho que você fez enquanto esperava, no ortodontista? Folha 10 (e, posteriormente, arrancado pra enfeitar o mural).
Contando isso, me lembrei duma reunião de projeto com o Herchcovitch. Ele teve um insight, fez um 'Ah' e começou a escrever na mão. E todo mundo ficou passado quando notou que ele tinha um bloquinho de anotação tatuado. Exótico né? Cada um cada um.
E ontem, andando pela rua e conversando com 4 lugares, quase ao mesmo tempo, por conta do meu aniversário nesse finde, percebi que um blue tooth pode ser provicencial, mas um bloquinho e uma caneta na mão, é o que há! Bj me liga!
[Reflexões: Quem sabe a gente se empolga e passa a anotar o cheque]
Terça-feira, Outubro 03, 2006
Delírios da senzala
De tempos em tempos me vejo comprando uma verdade absoluta. De que eu preciso me matar de trabalhar, que não ter tempo é sinal de sorte profissional, que eu preciso de um corpo de deus grego. Bom, esse último nunca deixei de querer. Patologia? Com certeza!
Esses acessos geralmente tem influência externa. Seja um amigo, um filme, um livro. E você diz: nossa, que falta de personalidade. E eu respondo: escreva um livro, faça um filme ou seja meu amigo. Caso contrário, quem perguntou?
Daí que, depois que vi o Diabo Veste Prada, realizei que a vida profissional tem dessas escolhas dramáticas mesmo. Seguir em frente e abrir mão de uma vida pessoal mais digna, virando noites insones, ou viver de brisa e poder dar um mergulho no posto 9, em plena quinta à tarde.
Eu escolhi a primeira. Se vou terminar num bureau de fundo de quintal, ou numa sala mega no topo de um edifício sucesso, só o tempo dirá. Mas até lá, espero ao menos ter perdido a mania de deixar um barbeador elétrico na gaveta da agência.
[Reflexões: O meu diabo veste prada também, acredita? E o seu?]
Segunda-feira, Outubro 02, 2006
Te vejo sexta
E se no fim de 90 Lulu dizia que todo mundo espera alguma alguma coisa de um sábado à noite, hoje a gente pode dizer que esse fundamento mudou. E que as sextas, definitivamente, se firmaram como o hype & happy day da cidade.
Divisa entre a semana (com festas que estragam a manhã seguinte) e o final de semana (com baladas tomadas por playboys e patricinhas), já se observa um movimento do povo que prefere sair nesse dia e guardar o sábado pra reunir os amigos, ver um DVD e fugir da confusão da noite.
'Você vê gente mais a fim de diversão, sem brigas e filas', disse meu amigo A., que vê o dia nascer feliz nas sextas no Clube A e não sai de sábado. Já um outro amigo C., hoje prefre as sextas 'porque não quer cruzar gente uó'. Acho digno.
E, claro, as casas mais bacanas vêm respondendo à isso, apresentando uma programação de peso. Sexta passada, por exemplo, a gente tinha a DJ gringa Cloé no Glória e o Alemão Oliver Huntemann no D.edge, deixando a gente naquela indecisãozinha. Que, ao meu ver, é melhor do que não ter opção nenhuma.
No fim optei pelo Glória. Menos pela balada e mais porque quando se está de pólo, jeans Jun Nakao, tênis DocDog e um gel ultra fixação no cabelo, poder tomar um ar no terracinho do Glória (muito bem acompanhado, cabe lembrar) faz toda a diferença.
[Reflexões: Adoro sair de sexta. E sábado? Bom, também!]