Sexta-feira, Julho 28, 2006


Já encarou uma paredinha?

Você tá andando tranquilamente, pisando em astros e fumando um cigarrinho quando um buxixo tira sua concentração. Você olha. Quase tropeça. Do outro lado da rua uma turminha faz paredinha encostada num canto, te medindo descaradamente.

Em segundos, toda sua pinta de garoto todo bom vai pras picas. E, bem verdade, sua já escassa naturalidade também. Com a orelha pegado fogo você faz cara de nada, segue e torce pra surgir uma esquina na frente.

Na rua, na chuva ou na fazenda, encarar paredinhas de avaliação é foda. Assim como paredes de fuzilamento dos filmes de velho oeste, paredinhas de avaliação são impiedosas e podem executar sua auto-estima em 3 segundos.

Infelizmente não posso fazer campanha contra. Seria hipocrisia, afinal, umas das minhas diversões preferidas quando tô no Rio é sentar com os amigos no Cafeína e avaliar os passantes. Com direito à nota no guardanapo.

E como paredinhas de avaliação, colegas de trabalho malditinhos (desses que adoram te xoxar por diversão) e atendente mal-educada do Pão de Açucar existe em qualquer lugar, o sábio é estar preparado pra todo o tipo de situação. Mesmo quando você ouve alguém dizer: Dou nota 10, pena que seja unissex!

[Reflexões: é muito esculacho nessa vida, viu]

escrito por MIM - 11:51 AM

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Quinta-feira, Julho 27, 2006


Quarta hype

Em Sampa quando o assunto é festa, todo dia é dia. Que dirá numa quarta com clima de noite na Bahia.

Após jantar de família na Casa da Pizza (onde ganhei 2 vips pro Sirena que não vou usar. Quer? Manda e-mail até sexta) rumei pro Clube Glória pra prestigiar o DJ querido Jorge Garsko, que tá se confirmando como top option pra qualquer private party com pretensão.

E foi uma surpresa. Desde as primeiras edições da extinta festa Toy, do também querido A.A., que um lugar não reunia tantos meninos bonitos. O clima tava tipo festa lá em casa, com muitos amigos, gente do bem e caras npvas. Que é o que (me) importa.

Já contei que o local é fino? Daí é curioso ver nego que não aguenta meia hora dentro de uma camiseta, mantendo a pose até o fim da noite. Mal sabem que o ato de não revelar é muito mais interessante. Tomara que a moda pegue.

A noite só não foi melhor porque fui obrigado a ver o que eu não precisava... Ou, pensando bem, acho que eu precisa sim.

Porque a gente fica achando que a vida é uma festa, onde todos os momentos são alegres e divertidos, mas até nas melhores festas a gente tem que saber a hora de apagar o cigarro, largar a taça e ir embora.

[Reflexões: dias melhores virão. No caso, sábado, na rave CristAllure. Te vejo lá!]

escrito por MIM - 3:29 PM

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Terça-feira, Julho 25, 2006


Verão Toy Story

Você se dedicou, malhou bastante, encarou shakes de baunilha e chegou na etapa final para ser aceito nas badaladas areias de Maresias: escolher o 'tipo' que você vai fazer na praia.

Ah, não quer fazer tipo? Quer ser você mesmo? Desculpa colega, Maresias não é lugar pra idealismo. Tente Saquarema. A seguir você encontra um resumo simples dos estilos que tenho visto por lá. Basta rememorar seus brinquedos de infância, escolher um e ser feliz.

Estilo Ken: hit absoluto. Alto, definido, cara de nada e aquele cabelinho divididinho pro lado. O andar é duro, tipo bonequinho. Cabe acessórios como óculos, sungas, jóias. Sendo grife, tá valendo. É meio gay, mas diz que é assim mesmo.

O Falcon: Quem nunca teve um? Então, referência não vai te faltar. Barba rala, cabelo bem cortado na máquina, que pode ser claro ou escuro (e lembra que tinha 2 modelos?). Aqui vale alguns pêlos no corpo. Esse eu até usei (o estilo gente, calma).

Comandos em Ação: Todo articuladinho, troncudinho e definido. Bastante usado pra quem faz o estilo surfistinha, sendo forte sem exagero. Assim como na minha antiga coleção, são os únicos que tem sua versão feminina. Estão sempre bem acompanhados.

He-Man: Ficava passado com o tamanho da coxa do He-Man (que era o mesmo molde do Esqueleto), mas acho um corpo horroroso. Não há muitos assim em Maresias, só um ou outro. Coincidência ou não, era o único boneco sem volume embaixo da tanga. Um dó.


[Reflexões: A gente cresce, mas coleção só aumenta. Bj me liga]

escrito por MIM - 4:05 PM

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Quinta-feira, Julho 20, 2006


A féshion week veio

Veio e foi. E é melhor escrever alguma coisa rapidinho porque se não o assunto fica datado. Como a moda.

Se me inspirasse em tudo o que li, começaria o post assim: o que se viu nas passarelas foram coleções onde o excesso foi deixado para trás em contrapartida de uma silhueta mais sexy flertando com o atual e com a predominância do neutro (e percebe que o povo da moda não pontua?) Mas tô brincando, no fundo me divirto com esses editoriais que falam muito e não dizem nada. Não perco um.

Se você quer saber minha singela opinião de outsider, as meninas sairam perdendo nesse verão. As coleções masculinas estiveram muito mais criativas e marcas como Cavalera, Osklen e Mario Queiroz (que vi ontem em si, na pré-estréia de Piratas 3), praticamente deram vontade de ter tudo o que foi desfilado.

Das bermudas mega estruturadas aos chinelos de couro, passando pelos camisetões com cava bem larga, pra usar com aquele cabelo bagunçado vogue (que merece post a parte) ou na máquina zero. E nem precisa dizer que as camisetonas praticamente exigem um corpão... Corre que dá tempo colega.

Mas eu já elegi meu hit do verão: as liquidações de inverno. Afinal, numa cidade que no verão faz frio à noite e no inverno você pode pegar a ponte-aérea, nada mais bacana que brincar de antenado mas fazer valer seu rico e suado dinheirinho. Bj me liga.

[Reflexões: Ser cool também é ser esperto]

escrito por MIM - 5:09 PM

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Quarta-feira, Julho 19, 2006


Tudo jóia

Domingo tava no Ritz com uma turma bacanésima (incluindo a linda cheff do Bistrô Sofia, o lugar mais badalado do momento) e o assunto chegou nas jóias dos meninos presentes.

Na verdade, do menino presente, um querido que ostentava dois braceletes incríveis (um Guerreiro e outro da feirinha de antiguidades do Bixiga) e duas alianças lindas (uma grossa e outra de 3 anéis trançados). Tudo fruto de ex-casamentos, disse ele. Chique.

E é bem verdade que a molecada está usando mais jóias. Foi-se a época que isso era privilégio da moças e os homens tinham que se contentar com aqueles corinhos com pingente da H-Stern. Que são bonitinhos, mas... Enfim.

Acho que uma jóia dá certo charme e requinte. Um amigo antenado disse que os bonitinhos andam usando 2 anéis de prata, um do lado do outro. Reparei e é verdade.

Já eu, uso uma corrente superfina de ouro (presente de mãe) e um Mido de ouro e prata (presente de pai), coisa de estimação. E tanto dourado me impede de usar qualquer item a mais, perigando ser apelidado de Radija.

Nessa história é justamente o excesso que caga. Mil jóias de uma vez, só o 50 cents. Pessoalmente, também não gosto de brinco (hit entre os jovens) e acho anel tipo Poderoso Chefão cafona. Mas cada um cada um. E na próxima oportunidade que tiver, não faz o tímido, tira da gaveta as abotoaduras do avô e arrasa.

[Reflexões: vão-se os dedos, ficam os anéis.]

escrito por MIM - 3:12 PM

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Terça-feira, Julho 18, 2006


Eu trabalho com moda!

Não, eu não trabalho com moda. Mas se você mora em Sampa e é bacana (ou finge que é), é cool (ou finge que é) ou é gay (mesmo fingindo que não), já ouviu a frase título desse post.

Trabalhar com moda é o que foi a publicidade nos 90's. Ninguém sabia direito o que era, mas todo mundo queria fazer. E hoje, depois de mil estágios de graça e madrugadas insones o povo percebeu onde se meteu. Desejo mais sorte ao povo da moda.

O mundo da moda tem seus paradigmas. Diz que o povo só enche a dispensa duas vezes ao ano, quando têm féshion week (maldade). No entanto, você abre a Caras e vê uma modelo de 20 anos comentando sobre o seu primeiro milhão.

Outra questão que não entendo é porque as pessoas que trabalham com moda vestem o outro superbem, mas têm o dom de cagar a si próprias. Daí você encontra um querido numa reunião de amigos e ele tá com um turbante de lantejoula na cabeça. Sim, ele trabalha com moda.

Claro que gosto é que nem cu e cada um tem o seu. O difícil é fingir naturalidade quando a pessoa chega do seu lado com aquele trêm na cabeça. Nessas horas sou tão natural quanto o novo cabelo da Carolina Dickman.

Mas apesar de tudo, o mundo da moda continua encantando a gente. E depois de passar uma tarde vendo as modelos, as celebridades e fazendo cara de nada, confesso que você chega em casa com uma vontadezinha de trabalhar com moda. Mesmo não sabendo o que isso significa.

[Reflexões: na dúvida, fixa num ponto e vai!]

escrito por MIM - 5:59 PM

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Segunda-feira, Julho 17, 2006


Noite de Glória

Pelo segundo final de semana seguido me joguei no Clube Glória. E não me arrependi. Quer dizer, talvez um pouquinho, de ter enchido a cara, gastado os tubos e feito umas coisinhas ilegais. Mas se pensar que o lugar é uma antiga igreja, acho que a gente já sai perdoado.

E é verdade que de fora você não dá muito. Mas lá dentro são outros quinhentos. O povo faz a linha comportado, as meninas capricham bastante no modelo (e erram pencas também) e os meninos, mesmo fortinhos, dificilmente usam regata. Acho fino.

Se é verdade que deus mora no detalhe, o clube acerta em cheio em caprichar no decór (do Marcelo Rosembaum, ex-chefe do meu irmão), com bacanezas tipo cinzeiros no banheiro pra apoiar o cigarro, até o uniforme dos garçons (que são da marca Theodora).

E quando a gente chegou fiquei de cara com a fila giga. Daí fui na porta com a minha bonita cara de pau e dei um oi pro A.H . (que nunca me viu na vida). E ele: tá sozinho? Não? Então vai buscar seus amigos e entra por aqui. Um fofo.

Ainda teve The Week no sábado e fim de tarde de domingo no Ritz (dica: caipirinha de frutas vermelhas + moqueca de camarão + merengue com calda de framboesa). O melhor do fim de semana? A companhia. Mas isso não é assunto pra cá. Boa semana. Bj me liga!

[Reflexões: Nada dura pra sempre. Mas podia durar um pouquinho mais.]

escrito por MIM - 12:03 PM

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Sexta-feira, Julho 14, 2006


Beleza não põe mesa?

Mas feiúra também não! E nem dá pique pra gente malhar. Por isso terminei o casamento de 3 anos com a minha antiga academia, que é linda, é bacana, mas que tava com uma frequência do Largo da Batata. E fui pra Reebok.

Tudo bem que niguém vai pra academia pra ver desfile. Mas depois de acordar numa típica manhã paulistana (e só quem mora aqui sabe o drama), encarar um dia estressante e sair quando só tem guarda noturno na rua, treinar do lado duma baranga num colant cavado faz mal pra saúde.

Sem contar o fator sonho meu. Que acomete gente que nem eu, que é solteira, jura que é interessante, e acha que pode encontrar a alma gêmea até na sessão de vinhos dum supermercado, que dirá numa academia cheia de gente fina, elegante e sincera.

(Nota do editor: essa história de vinho tinto foi pra dar um elãn. Acho chic. No fundo não diferencio malbec de catuaba. Quanto a gente sincera, bom, tendo um corpo e um beijo delícia, quem liga pra sinceridade colega?)

O ruim é que minha antiga academia tinha convênio com uma badalada academia carioca. E era tudo passar na Shaika, dar um treino e depois pagar de gato no calçadão. Por outro lado, a cariocada também não treina nessa. Adeus mulheres semi-nua e homens de havaianas no meio da academia. Adeus largo da batata.

[Reflexões (essa eu ouvi ontem na academia, juro): Quanto você faz de rosca? Eu faço trinta de cada lado!]

escrito por MIM - 11:20 AM

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Quarta-feira, Julho 12, 2006


Burberry Addict

Tô numa fase burberry addict. Não, inda não ganhei na loteria pra gastar os tubos num modelo Burberry. Me refiro a estampa que imortalizou a marca, aquele xadrez em fundo bege saca? Então, viciei.

Agora fico andando por aí e tudo que é xadrez bacana que me chama a atenção quero comprar. Percebi que tava viciado semana passada, quando tirei do armário uma calça de alfaiataria nessa estampa, que nunca usei porquer achava féshion demais.

Quando vi, não só estava com ela no meio do Ritz, como ela tem aquele corte inglês que divide o saco. Pronto, falei! E já guardei. Juro! Falando em tempos, lembrei que um dos primeiros presentes que ganhei de namoro foi um perfume Burberry. E o quico, né? Sigamos.

Outra coisa foi um cara que trabalha comigo que comprou um casaco maneiríssimo nessa estampa, na Lacoste. E eu fiquei uma semana sem me concentrar. Claro que não aguentei, fui na loja, experimentei e levei... Levei um susto com o preço. E vazei.

E hoje fui no Iguatemi comprar só Centrum (juro!) quando li liquidação geral na Zara. E os iniciados sabem o poder dessa frase. Daí que entrei, vi um tênis em estampa xadrez e o resto você já sabe. Agora tô arrependido porque prometi que ia me controlar.

Acho que preciso de ajuda. No caso, ajuda pra combinar uma berma com meu tênis bacanudo. Tá, eu paro.

[Reflexões: uma peça xadrez ok. Já sair tipo mesa de pic-nic ninguém merece]

escrito por MIM - 5:03 PM

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Quarta-feira, Julho 05, 2006


Um lugar do caralho

Lugar do caralho pode ter vários significados. Provavelmente, nada do que a sua mente suja está pensando se encaixa aqui. Pois quando digo um lugar do caralho, me refiro aquele lugar incrível, que você sabe que vai ficar pra sempre na memória.

Bom, tendo em vista que o lugar que eu tô me inspirando foi uma pool party esse final de semana no litoral, e que eu entornei quase uma garrafa inteira de vodka pepper (tudow), pode ser que não fique tão na memória assim. Mas sigamos.

Lugares do caralho as vezes são realmente do caralho. Tipo um reveillon que passei em Trancoso, numa private beach com falésias e uma lua giga. Ou simplesmente um boteco pé-sujo que você vai desde quando era mirím, e que num dia calha de encontrar todo mundo pra iluminar sua vida.

A questão é que num lugar do caralho geralmente você tá rodeado de amigos, o que já conta cinquenta pro cento da magia. Num lugar do caralho você fala asneira. Você ri muito. E quase não falsidade (hum, falar mal de baranga pode?) porque simplesmente o tempo é dedicado a ser feliz.

Adoro lugares que são realmente do caralho. Mas quem não gosta? O único pormenor é quando você acorda no outro dia e percebe que a realidade não é assim o tempo todo. Mas ok, afinal o mundo é grande e vasto. E lugares do caralho podem estar esperando a gente, logo ali na esquina.

[Reflexões: não confundir com casa do caralho, usado pra definir algo longe. Tipo a Barra. Brincadeira.]

escrito por MIM - 9:52 AM

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Segunda-feira, Julho 03, 2006


Você anda sem tempo quando

. Lê na quarta o jornal da segunda.
. Deixa o status invisible no msn por semanas.
. Corta as unhas correndo e esquece de dois dedos (sim, isso aconteceu)
. Um livro da Clarice cria poeira no criado mudo (bom, esse item já entra no quesito pecado mesmo).
. Arruma a mochila da academia voando, não põe a cueca e faz o bicho solto na volta pra casa.
. Vem trabalhar se arrumando no carro (aliás, isso é típico da mulherada. Não tá no gibi o que vejo de nega passando batom, lápis e creminho no trânsito)
. Deixa de escrever no blog e ir na academia... Brincadeira gente, esses 2 itens não abro mão e sempre arrumo um tempinho pra cumprir. Provando que, apesar de tudo que escrevi aí em cima, e que realmente acontece com todo mundo, quando a gente quer, dá! Ô se dá!

[Reflexões: quem sabe faz a hora, não espera a contecer]

escrito por MIM - 10:33 PM

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Jovem, educado, bonito e rodado...
mas quem não é?

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