Terça-feira, Maio 30, 2006


Flash

Sair na semana estraga a gente. Mas quando o motivo é o lançamento da Vogue RG na Casa Fasano, a gente abre exceção. E ontem, enquanto pagava de gatinho no high society, fazia as considerações sobre a festa que esquentou a segundona.

. O Amaury Junior é uma figura. Bebe, fuma e xaveca a mulherada. Quando o produtor (um baixinho gordinho) aparece com uma celebridade, ele larga tudo na mão do primeiro da equipe, grita 'liga aê essa porra' pro cara da luz e puxa a celebridade pra ele, que ri.

. O Rodrigo Santoro é fodão. Era a capa da revista e enquanto vários wannabes se estapeavam pra aparecer, ele ficou discretíssimo num canto, blazer risca-de-giz, ouvindo Seu Jorge e dançando. E bem sozinho.

. Sobre o dress code, o blazer (ajustado, por favor) confirmou. Teve gente que tava vestido que nem mendigo, fez jogar um por cima e thum, virou outra pessoa. Funciona tanto de camisa (que eu optei) quanto camiseta (pros mais modernos).

. As mulheres em São Paulo definitivamente sabem se vestir pra festa. Mas tirando as que sofrem de anorexia (to-das as modelos e algumas apresentadoras) a grande maioria tá acima do peso.

. Sobre as celebridades que circulavam bem avonts: o Júnior tem um metro e vinte. A Vanessa Camargo é linda. O Pedro Lourenço é menina. A Marjore Estiano é chic. O Paulo Ricardo é gay. O Marcos Mion tem estilo. E o resto não sabia o nome.

[Reflexões: Beber prosseco é conheçer a linha tênue entre o luxo... E a lama!]

escrito por MIM - 2:51 PM

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Quinta-feira, Maio 25, 2006


Féshion Fever

Acordou na vontade de sair de bandana? De sobrepor duas pólos? De usar um arranjo de canutilho furta-cor? Colega, cuidado! Você não sabe mas pode estar sofrendo de uma doença comum aos trópicos: o surtus cafonus, conhecido popularmente como febre féshion.

A febre féshion dificilmente leva à morte. Mas sempre há o perigo de lesões corporais na época das liquidações. Sei de gente que quase aleijou o outro por conta de um casaquinho alexandre herchcovitch à 40 reais... Digamos que até hoje sinto dores.

Mesmo não oferecendo risco, a febre féshion merece atencão pois pode aniquilar em pouco tempo uma parte muito, muito importante do ser humano: a sua reputação. Principalmente quando a pessoa, no auge da febre, resolve ir numa festa vestida tipo 'Bjork encontra Prince'.

Ainda não se sabe o que causa a febre fáshion. Mas estudos em cobais identificaram certos comportamentos de risco, tais como passar uma tarde na Oscar Freire, folhear mais de 2 Vogues l'uomo de uma vez só, ou simplesmente cumprimentar o Caio Gobby.

Por isso, ao menor sinal a febre féshion, atente à profilaxia: corra à uma Hering Store, compre 1 camisetinha branca e use-a com um jeans liso. Repita o processo até sumir essa vontade de se montar. E antes que você pergunte já respondo, não, não vale usar com havaianas.

[Reflexões: Arrase 'na' festa. Mas não arrase 'a' festa.]

escrito por MIM - 3:57 PM

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Segunda-feira, Maio 22, 2006


Blindado

Quem vem aqui já reparou que não curto tratar assunto chato. Mas devido aos recentes acontecimentos, me rendi ao subject e separei o que ouvi de mais curioso em matéria de truque de guerrilha pra evitar assalto. Portanto, se vier pra Sampa, atente:

. Trocar o fone do iPod: Um hit na cidade. Consiste em trocar o tradicional fone branco por um pretinho, daqueles simplezinhos e pronto. Quem vê, jura que seu radinho é da 25 de Março e você sai sem perigo.
. Usar relógio no braço direito: Esse é pra quem tem carro. Assim, você dirige com o braço pra fora sem perigo de motoboy ladrão. O foda é quando você tem uma pulseira enorme no esquerdo, tipo eu. Aí não tem jeito, é insufilm geral. Até no óculos.
. Arrancar a grife da bolsa: Li (na Revista da Folha) que as patricinhas choram de estragar a progressiva, mas arrancam fora sim. Chego até a ter uma dozinha...
. Valet Parking: se antes era coisa de rico, hoje é necessidade. Deixar o carro na rua com aparelho de som é pedir pra ser assaltado ou ter o vidro quebrado.

O foda é quando a gente já toma todo o cuidado (e evita tênis chamativo, jóia, laptop) e ainda assim é pego de surpresa como eu, que tive o celular roubado no Skol Beats. Mas apesar de tudo, evito entrar na neuroze coletiva. E segunda, enquanto toda a cidade se trancava em casa, eu ia malhar.

Se não tenho medo do PCC? Tenho. Mas tenho muito mais de ficar com barriga!

[Reflexões: Bagdá? É aqui!]

escrito por MIM - 7:22 PM

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Quarta-feira, Maio 17, 2006


Quando ir na balada, ou não?

Fui no Skol Beats e me diverti pencas. Mas fiquei passado com a quantidade de gente que fez disso um drama, do tipo vou ou não vou, gosto de música eletrônica ou não gosto, tomo bala ou não tomo?

Acho que em festa de música eletrônica e equação é lógica. Se você gosta de música eletrônica e conhece uma galera que também gosta, você deve ir.

Se você não gosta de música eletrônica e não conhece uma galera que gosta, você não deve ir.

Se você gosta de música eletrônica e não conhece uma galera que gosta, você vai e conhece na hora. Básico.

Se você não gosta de música eletrônica e nem de festival e nem conheçe ninguém que gosta, você é um mala. E não devia estar nem lendo esse blog.

Se você não gosta de música eletrônica mas gosta de tomar bala e ficar doidão, você é drogado. E deve ir pra fazendinha.

Se você gosta de música eletrônica, toma uma balinha socialmente e vai com sua galera ferver na pista do d.edge, você é descolado. E não precisa de ninguém dizendo o que fazer. E provavelmente foi no Skol, surtou e hoje está com uma gripe horrível.

[Reflexões: Cê tá velho quando? ...Vai embora da balada quando o povo tá chegando!]

escrito por MIM - 9:44 AM

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Quinta-feira, Maio 11, 2006


RSVP

O finde começa. Você, que pisou na jaca no Rio de Janeiro, decide não pisar fora de casa aqui em São Paulo. Sua decisão dura só 5 segundos, o tempo de lembrar de 2 mega aniversários na agenda. Corre pra comprar presente e uma roupa decente.

Primeiro dia. Primeira noite. Na sala, um famoso dj se empolga um pouco. No bar, um anônimo barman surta um pouco. Na varanda, amigos bebem deamais e se alteram um pouco. No banheiro, você pensa em vomitar um pouco. Brincadeira.

Segundo dia. Segunda noite. O apartamento é puro luxo. Você, querendo sentar, se esforça pra descobrir o que é arte o que é sofá. Um Vic Muniz pousa na sua frente. Uma bicha louca pousa do seu lado. Você foge pela esquerda. E da festa, que tava uó.

Terceiro dia. Terceira noite. Seu celular toca, você atente, um convite pra outra festa. Você bate o telefone, pega o carro e ruma pra casa da pessoa que você tá saindo. Chegando lá, enquanto o bicho come solto, você descobre que existe um tipo de festa ainda mais bacana que uma mega-festa-hype: uma festa a dois, entre quatro paredes.

[Reflexões: Ouvi dizer que festa a 3 também é bacana. Ouvi dizer.]

escrito por MIM - 5:56 PM

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Quarta-feira, Maio 10, 2006


O diabo veste forum

Dia do trabalho. Você, ao invés de coçar o saco, é obrigado a ir num evento preparado pela sua empresa. Otimista, pensa: ok, pode ter sorteio de viagens, comida, eventinhos divertidos. Então se enche de coragem e vai.

Após horas de palestra corporativa, supeita que o feriado não vai ser tão legal assim. Pausa pro almoço. Em mesas pra 10, um menu chic é servido à françesa. Seria lindo, se o evento não tivesse do diretor ao faxineiro. Constrangimento geral.

A máxima de que tudo que é ruim pode piorar se confirma, quando o Oscar do basquete entra pra dar palestra sobre motivação. Indigestão. Logo, cartelas de bingo são espalhadas pela mesa. Você pensa: finalmente alguém vai ganhar alguma coisa.

Os números correm, você vai pontuando, pontuando, pontuando. Passado, vê faltar só um número. Quando ele vem, levanta a cartela e grita: Bingo! Eis que, caro leitor, todos no salão também levantaram o cartão. Sim, era o mesmo cartão pra todos (calma, tem mais)

Aproveitando o espanto de todos, entra o senhor Tufy Duek, mais conhecido como dono da Fórum, gritando: isso! É esse o espírito dessa empresa. Aqui todo mundo ganha!!! Pergunta se alguém ganhou alguma coisa?

Pois bem. Me contaram essa história num jantar essa semana e eu fiquei tão passado que precisava dividir aqui. Pois pra mim, só alguém muito escroto congue ter o nível de non sense pra fazer um evento assim. Fica a lição de que o mundinho da moda pode produzir muita coisa bacana, mas espíritos do bem não estão entre elas.

[Reflexões: Por isso uso Commes des Garçon!!]

escrito por MIM - 5:53 PM

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Segunda-feira, Maio 08, 2006


A vez do cabelo careta

Fez um sol, você saiu cedo da academia e sem nada pra fazer, foi pagar de gatinho na Oscar Freire. Faz um vento agradável, você tira o casaco, tira o boné e entra na Hageen das pra pedir um sorvete de macadâmia.

Ao atravessar a rua, uma vitrine bacanuda (o que é a loja do Sergio K???). Você para, olha. De repente seu humor desaparece. No espelho, você lembra Mogli, o menino lobo. Rapidamente saca o celular e marca hora pra cortar aquela juba.

Quando? Agora colega, agora! No salão, a bichinha te olha, dá três navalhadas e diz: tá ótimo, pode ir! Mas ir pra onde? Não vai cortar mais? E ele: não precisa, põe ele pro lado assim, faz assim e usa assim e pronto! Lindo, super anos 50.

Você pergunta: mas não tá careta? Ele faz uma cara nada, acende um cigarro, pega a buldogue francesa no colo e sentencia: Meu caro, mais vale um gato careta que mil moderninhos horrorosos. Acredita, segura e se joga!

Besta com a filosofia de salão da bicha, você assina o cheque e sai contente, mesmo parecendo um figurante da Sinhá Moça. E realiza que cabeleireiro é bom é aquele que sabe a hora de te dar o mundo num corte, outras, num simples elogio.

[Reflexões (essa ouvi no salão): Praquê terapia quando se tem kerastase?!]

escrito por MIM - 4:59 PM

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Quinta-feira, Maio 04, 2006


Momento mil e uma noites

Um momento mil e uma noites nada tem a ver com a história da odalisca que ficou fazendo cu doce por mil noites, pra não ter que dar pro imperador. Tem a ver quando uma noite é tão boa, mas tão boa, que a gente quer que ela dure mil vezes.

Então você tá num bistrô lindo chamado Sofia (tem coisa mais fofa?) escondidinho numa vilinha nos jardins, tomando caipirinha de lichia e acompanhado da pessoa mais incrível do mundo (resumido a uma mesa e 2 cadeiras, mas um mundo) e quando você vê, quer que aquela noite dure mil noites.

A verdade é que noite bacanuda desse tipo não tem fórmula. A gente pode programar de falar coisa bonita, de acender vela, fazer tudo direitinho e não vingar. Porque momentinhos assim tem que ter um elãn que a gente não compra em buffet, nem restaurante, nem em lugar nenhum do mundo.

E é por isso que a gente pode ter uma noite estilo mil e uma noites simplesmente sentado numa praia, olhando as estrelas. Ou andando de mão dada na rua. Ou ouvindo Kings of Convenience deitado no tapete da casa de alguém.

Também é verdade que, assim como as histórias da odalisca, a noite acaba. Mas a gente nem liga. Porque provavelmente já vai estar pensando num outro conto de fada, ainda mais bacana, que inclua não só mil e uma noites, mas também mil e uma tardes e mil e uma manhãs.

[Reflexões: enquanto houver sonhadores, haverá esperança¿ Sim, tô meio brega hoje]

escrito por MIM - 11:18 AM

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Terça-feira, Maio 02, 2006


O pânico da nesga

É aniversário e amigos se reúnem pro parabéns. Rola as velas, rola as palmas, rola os flashes. Na hora que rola o bolo, também é a hora de sair pela esquerda.Você pega uma taça, mira uma porta e vai.

Perto da saída um pratinho surge. Você faz o Matrix e foge num salto mortal. No ar, avista outra saída. Quando está quase lá, um ser se posiciona na frente. Não, não é um Agente, é pior: um colega com uma nesga de bolo.

Logo um tenso diálogo se trava: Quer? Não quero! Prova!? Não provo! Experimenta? Não posso! Por um minuto a pessoa parece condescender. De repente, grita pra sala: gente, ele não quer experimentar o bolo maravilhoso da kopenhague por causa de dieta!

Pronto. Acontece o que você temia: você vira pauta do grupinho...

Dieta? Toma bomba, diz um. Um bolinho não vai fazer mal, argumenta outro (cujo formato de pão de queijo não endossa a própria tese). Quer barriga sarada? Morre e nasce de novo! Finaliza seu melhor amigo no melhor estilo: sim, sou maldito e sim, comi o bolo.

Meio passado você aceita um pedaço. E todos perdem o interesse. No caminho pro banheiro, um quadro fofo, uma planta conceito e uma amiga gordinha que, numa mostra de amizade (e descontrole), dá um fim na nesga maldita.

[Reflexões: na hora do bolo a gente faz fila. Na hora de malhar pra não virar um bolo, faz manha]

escrito por MIM - 6:40 PM

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Jovem, educado, bonito e rodado...
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