Sexta-feira, Dezembro 23, 2005
O fim de uma era
Você tá passando e entra numa loja bacanuda pra ver uma mochila. Ela é linda e com um puta design. Você gosta, pergunta o preço, a forma de pagamento, agradece a informação e vai embora.
Enquanto paga o estacionamento, realiza que noutra época compraria sem pensar duas vezes. Mesmo já tendo uma legal, mesmo sem precisar, mesmo se ela fosse cara (e nem era).
Você realiza que é o fim de uma era (pausa dramática).
A era de quando você comprava qualquer coisa numa vitrine ou que saísse num editorial. Incluindo aquelas roupas-fantasia do Sommer, que graças a deus você comprou, mas não usou (afinal você era perdulário, não palhaço).
Claro que vários fatores ajudaram pra esse novo, digamos assim, posicionamento de vida: tipo contas de celular, aulas de inglês, francês, academia, gasolina, baladinhas, etc. Vida de adulto é assim mesmo.
No entanto, pra sua mãe você será sempre criança. Daí você leva ela pra passear no shopping, mostra a mochila e sai da Track&Field com ela de presente. Afinal a era dos gastos pode ter acabado, mas a de pagar de gatinho no Rio de Janeiro (de mochila nova) só começou.
Feliz Natal a todos.
Segunda-feira, Dezembro 19, 2005
Questão de pele
Sei que sou um cara vaidoso e tals, mas nunca fui de usar produtinhos mil, hidratante depois do banho, renil nas olheiras ou protetores solar spray não olesoso de grife. Não tenho saco.
Por isso que quando a dermatologista das estrelas, uma barbie Malibú de 40 anos, me receitou ficar pagando de Daniela Cicareli, de boné e óculos escuros por 6 meses, vi que a coisa não ia dar certo. E desisti.
Não que não esteja nem aí. Ano passado quis tomar um negocinho pra ficar fortinho e tive um tipo de alergia. Parei na hora. Medo de ficar que nem os caras da academia, enormes, mas com a pele tipo planeta Marte. Será que a mulherada (e a gayzada) que pega esses caras não têm nojo. Prefiro ser um magro lisinho.
Agora, se tem algo que não abro mão é dum bom perfume. Pois melhor que cheiro de pele, é pele cheirosa. Que dá vontade de morder. E ser mordido, claro. Hit é chegar no trampo com um roxo enorme e dizer: então, bati na escada.
Sábado, Dezembro 17, 2005
A pessoa e a trilha
Ando com a mania de trilha. Não, não virei motoqueiro. Falo de musica. De criar umas trilhas em MP3 e imaginar as horas mais bacanas pra ouvir. E pirei nessa de como o som influencia positivamente nossa atitude e tals.
Bombar Tiga ou Steven Agnello na hora de treinar não tem pra ninguém. A batida é tudo. Mas na malhação também funcionam remixes tipo Fairground ou Sunrise, do Simply Red. Até aumento o peso. Adoro.
Pra andar na rua prefiro Hed Kandi. Se for jardins, Bob Sinclair. No parque testei hoje mesmo Celso Fonseca e achei demais. Slow Motion Bossa Nova que faz você se sentir sabe quem (com o perdão da pretensão).
Só tenho uma dica colega: seja você um marmanjo ou uma mina, feio ou bonita, fazer a Shakira no meio da rua, do shopping ou de uma academia lotada é o fim da picada. Segura a onda. E a franga.
Se o objetivo é chamar a atenção, pára de ser jeca e usa a musica a seu favor: Põe uma berma, um Café Del mar Ibiza Voulme 4, se enche de confiança e cai pro parque ou pra praia.
Quem sabe nesse percurso você não acha algo bem mais inspirador, para uma trilha bem mais sacana.
Quinta-feira, Dezembro 15, 2005
E as Pop Stores, hein?
Já ouviu falar de Pops Stores? Um amigo gringo soltou essa e achei incrível. O conceito é de lojas hypes que abrem filiais em lugares inusitados, vendem tudo e somem.
Em Manhattam ele diz que tropeçou numa portinha Diesel. E tem Nike, Nokia e até Gucci. Os preços são mais acessíveis e você ainda acha lançamentos.
Não sei se por aqui rola algo no mesmo esquema. O mais parecido que sei (e vou) são bazares tipo da Everlast, Puma, GAP e ou pontas de estoque tipo Daslu (que não vou porque não curto R. Cavali) onde a gente acha um jeans D&G no preço dum Diesel.
Como no momento não posso gastar um níquel mediante a ficar sem um tostão em pleno verão carioca, só posso aconselhar mesmo.
Então caso você esteja indo passar o New Year's Eve em NY, se joga, faz o gente fina e me trás um boné (pois cortei o cabelo máquina zero e ficou horrível).
Segunda-feira, Dezembro 12, 2005
Move on
Deprimi. Acontece. Quem nunca passou por isso que atire o primeiro prozac. Mas passou. E hoje, entre um grito do chefe e uma vogue datada, você reflete sobre o tema.
Na adolescência deprimir era tendência. Seu supermelhor amigo de infância, rico e maltratado pela mãe louca, deprimia e pensava em se atirar da cobertura ouvindo Nirvana. Enquanto você, classe média, porém feliz, se atirava era no mar de Ipanema e ouvia Mutantes.
Hoje, seu ex-melhor amigo de infância virou ladrão exilado em Londres, o Kurt 'Deprê' Cobain morreu e você, bem, continua classe média, mas pelo menos não acha deprimir tão legal assim (a não ser só de charme, no inverno).
A real é que grandes mudanças são como ventos fortes: chacoalham nossa vida e, invariavelmente, tiram tudo do lugar. Mas depois que acaba seu estoque de roupas pretas e seu amigo residente não renova suas receitas ilegais, só resta botar um D&G escuros e seguir em frente.
Ainda mais se a frente em questão for a do Vegas, numa festinha vip bacanuda, com amigos louquinhos, caipirinha com adoçante e a Naomi Campbel fazendo a junkie na pista. Resumindo, voltei.