Sexta-feira, Agosto 26, 2005
Fla Flu Fashion Show
Quem pensa que carioca não entende de moda não sabe o que tá falando. Tá, que a mulherada no Rio ignora a regra 'descobriu em cima cobriu embaixo', mas elas podem. E fim de papo.
No quesito feshion, talvez a dica mais importante a ser dada sobre o Rio seja sobre moda praia. Primeiro por ser mais barato, segundo por ser imbatível. Numa cidade onde se valoriza tanto o corpo e suas (boas) proporções, não era pra menos.
E um amigo gringo foi viajar pro Rio e comprou várias sungas aqui. Chegando lá, viu que ninguém em sã consciência vai na praia estampado de Carmem Miranda (fora na Farme) e trocou tudo.
Outro mito que a cariocada faz questão de desmistificar é que pele morena não combina com preto (a cor gente, a cor). O preto realça o bronze da galera, daí, basta andar pelo Leblon e Ipanema pra ver que geral saca isso. Já o calor, é outro esquema.
Mas na real, acho que carioca interage muito mais com a cidade em que vive e com a informalidade que ela pede. Diferente de Sampa que sofre um pouco com a falta de identidade, confundida com uma vontade em ser New York.
Claro que cheguei a encontrar gente muito errada. O curioso foi que elas justamente queriam parecer paulistas, numa cidade opressoramente praiana. That's Rio!
Sexta-feira, Agosto 19, 2005
Noites cariocas
Um restaurante in, uma turma super in, um programa mega in. Onde? Em 'In'panema - Rio de Janeiro, cenário ideal para historinhas hypes de noite, que por sua vez serão contadas em algum restaurante in de São Paulo.
Belas, bem nascidas, com nome e sobrenome, seus novos colegas falam de pessoas que você não conhece como fosse do Dalai Lama. A regra pra enturmar é simples e você aprende rápido: não existe vida lá fora. No caso, do Rio, claro.
Duas horas e 3 devassas depois, você se pergunta se a blaselândia é algum bairro depois do Méier. Risos, mais cumprimentos e algum 'who is who'. Você olha o relógio. Alguém começa um papo saudosista. Outro gaba-se de ter vivido a bossa nova.
Você resolve ir, saindo do passado com a cabeça no futuro; a praia do dia seguinte. Na volta a pé pelas ruas fofas, termina fazendo xixi numa árvore, pensando em como são divertidas as noites cariocas. E em como é bom ser apenas turista.
Sexta-feira, Agosto 12, 2005
Figth club
Brigar é foda. Não digo brigar de soco por aí, que além de foda é doloroso (vide minha última ida ao Lov.e). Me refiro a brigar em casa, com quem você juntou as escovas.
Brigas conjugais lembrar a TV Senado e a treta da CPI. A diferença é que cada lado defende causas muito mais importantes que uma mala de dinheiro: como toalha molhada na cama, louça na pia e DVD vencido.
Às vezes acho que poderia evitar algumas brigas. Noutras, sinto algo tipo vontade de rir quando uma patty bêbada cai na pista; feio, mas inevitável.
Brigar é foda. Ponto. Mas tem sua vantagem: a reconciliação. Reconciliar após um power fight é o que há. Vêm com aquela energia que a briga gerou lá no começo. E daí já viu, só água fria pra separar.
Não sou de fazer apologia a brigas conjugais. Até porque brigar mina a relação. E tá cheio de crime passional por aí. Mas entre um namoro flat e um com briguinhas, fico com o segundo.
E essa semana, tava de camiseta na academia, o instrutor viu uns roxos no braço e disse: caraca, brigou? E eu: não, reconciliei!
Segunda-feira, Agosto 08, 2005
Mar rima com malhar?
Convite para ir pra praia. E você agradece a Nossa Senhora padroeira dos brancos de escritório. Afinal, mal lembrava o que era pegar um bronze e tava quase inaugurando nova cor na ecala pantone: verde cutis.
Na hora de fazer a mala, lembra com pesar, justo o finde onde planejara um intensivão da academia? Não seja por isso. E junto com o bloqueador e as havaianas, vai o tênis pra cooper e as raquetes de frescobol.
Saúde é o que interessa, o resto não tem pressa, entoa o mantra enquanto desce a serra. Chegando lá, solzinho, areinha, ondinhas e, coincidência, cervejinhas por ali também? Mundo pequeno esse.
Daí, mergulho no mar e uma skol pra matar a sede. Horas depois lá está você, estirado na canga com um cercadinho de (muitas) cervejas como decoração. E a raquete? Superútil, segurando a canga pra não voar.
Mas você nem esquenta, afinal, domingo era um outro dia. No caso, o da caipirinha. E você entorna todas, variando as frutas da estação. E perde o dia dormindo, balão geral, acordando só na hora de voltar.
Ao fechar a mala, o tênis intacto. Peso na consciência? Nenhum, você o tira da mochila, calça e suspira: hum, confortável, tudo o que eu precisava pra dirigir. E que venha a semana.
Quinta-feira, Agosto 04, 2005
Somos muitos
Tem um dia que a gente olha pra trás e fala: pois é, sou adulto. Quando esse dia chega a gente também realiza que é feito de muitos 'eus', mistura de tudo que a gente já foi.
Tem aqueles que são uma coisa a vida toda. Esses daí vão ter mais dificuldade no processo. Já outros, que já foram de tudo: meio hippie, meio rocker, meio playboy, meio gay, meio machão, meio brega e por aí vai.
Hoje, você acha que seus eus estão sossegados. Tem o que curte o dia. Aquele que curte a noite. E aquele que vira dia e noite. Seja para um trabalho na agência, seja dançando numa rave am Arujá.
Só não estranhe se passar a noite inteira conversando comigo sobre cinema cabeça numa sexta e me pegar, no sábado, saindo dum filme de terror de quinta categoria.
A culpa é do meu eu trash. Afinal, posso segurar meu lado oculto em muitos casos... Mas terror barato + picoca com coca light traz a tona um eu obscuro que não consigo controlar.
Terça-feira, Agosto 02, 2005
Carência no mundo virtual
Daí a pessoa entrou no meu messenger, disse que tinha me achado um carinha legal no orkut, etecetera e tal. Logo jogou um papo-furado, confessou que tava procurando namorado e que eu era 'ok' pro cargo.
Pensei, é trote. Igual ao meu amigo, que ligaram dizendo que ele ganhou o Caminhão do Faustão. Mas era sério. Declinei o convite e, antes de bloqueá-la pra sempre, disse que um dia ela ira casar sim, afinal, se até o Shrek casou...
Depois fiquei pensando nesses carentes da internet. Tá, conhecer pessoas na web vá lá, mas convidar pra namorar, trepar, sem conhecer... E se eu fosse serial killer? Ou pior, se eu usasse mocassim com franja e meia branca?
Toda essa coisa me fez refletir sobre a web. Cancelei meu orkut, pois achei exposição demais e só uso o msn com quem conheço. Afinal, adoro o mundo virtual, mas tem certas coisas que eu prefiro fazer no real mesmo, com direito a muito contato corporal. E ponto final.