Segunda-feira, Março 28, 2005
Armando o barraco
Taí uma coisa que abomino: barraco. Não curto nem ver, quiçá participar. Ok, nem tudo na vida são flores. Às vezes o sangue sobe e quando viu, já era. Mas cabe lembrar que nossa liberdade termina onde começa a do outro.
Uma vez fui no Frevinho da Oscar com 2 amigos, onde as mesas são grudadas, e quase mudamos por conta dum casal. Outra vez, meu amigo que mora em frente ao Porcão mudou de calçada por causa da P.L. sentando o cacete no C.V. em plena Ipanema. Pode?
Bem, tem casos específicos onde o barraco acaba sendo a única saída. Pegar o namorado num flagra, tipo mão dada no cinema, é voadora na certa. Vai saber o que a P.L. pegou. Mesmo assim, num apóio não.
Isso porque nem entrei na questão dessa gente que fala alto, é espaçosa, quer chamar a atenção e tal. Pra mim, esse tipo, no fundo, está mais pra carência e falta de amor próprio que maldade em si.
Pra finalizar, acho que a gente tem que saber fazer nosso direito, nosso valor, sem perder a razão, pra não terminar com neguinho perguntando coisas do tipo: se foi pra dar barraco, praquê casar num castelo?
Terça-feira, Março 22, 2005
Underground de cú é...?
Das poucas coisas que me orgulho nessa vida, é ter quilometragem de noite. E quem me conhece sabe de uma coisa: quando eu digo que tal pico é underground, eu quero dizer underground em negrito.
Em Sampa existem alguns picos que levam 5 estrelas-cadentes nesse quesito. O Sarajievo, na Augusta, o Susy em Trance, no centro e A Lôca, que ganhou ares cults e passou a ser freqüentado pela playboizada zona sul.
Mas na quinta passada, posso dizer que A Lôca voltou as origens num dos momentos mais surreais da noite.
Tipo 1 da manhã, Mc Serginho, importado do Rio, parou o som e perguntou: a Lacraia faz strip-tease? E geral: fazzz. E ela fez. E ele: já ouviram cu falar? E geral: nãooo. E ele mostrou. E finalizou: agora, quem quer mostrar o cu no palco. E geral: eeeu!
Por fim, minha amiga (que junto do marido, foram os únicos presentes a não aceitarem o convite), acabaram com essa história a desestimular o restante da turma, que se engraçava a ir na loca por achar 'exótico'.
E eu? Bem, continuo indo, afinal, com ou sem cú da Lacraia, a Loca ainda é o único lugar do mundo onde chego e um gorila me pergunta se eu tenho mais de 18 anos. Aqora me diz se esse lugar não é tudo
Sexta-feira, Março 11, 2005
Pesando prós e contras
O que acontece quando o trinômio falta de tempo, de vergonha na cara e de controle se juntam com reveillon, carnaval e férias coletivas?
Você se joga nos quitutes da vovó, na ceia do reveillon, na caipirinha de lechia e entra o ano como eu, alguns quilos a mais e sem previsão de conseguir schedular um intensivão na academia.
Pesando (literalmente) os prós e contras da situação, se por um lado você perdeu todas as bermas do verão, por outro, está dentro de um padrão, digamos assim, mais Ipanema.
Afinal, nessa busca dietética pelo corpinho sarado, os amigos já estavam te chamando de filé de borboleta. Sem contar o look do seu casting de pretendentes ter mudado de beach models pra heroín chics.
Mas atenção. Cabe não abusar dos comes e bebes, afinal a fronteira entre o 'fortinho' e o 'gordinho' são só 2 letras. Na dúvida, vale o conselho da amiga carioca, que disse: eu adoro um carinha que afunda o pé na areia, mas só o pé, não o tornozelo.
Quinta-feira, Março 03, 2005
Acho fino
Não sou um cara fino. Admito. Mas sou cordial e elegante, quando tem de ser. Aprendi que porta do passageiro se abre por fora. E que elevador, só se entra depois que todo mundo sai. Simples assim.
Viver numa cidade grande como Sampa é esbarrar em gente grossa, mal educada e deselegante o tempo todo. E, claro, saber lidar com isso.
Por exemplo, ontem ouvi grosseria duma balconista. Minha amiga ficou puta, eu não. A moça tinha cara de morar do Jaçanã, vida sofrida e tal. Eu tenho pena. E relevo. Coisa de quem ouviu muito Chico na infância.
Outra vez, ouvi grosseria duma senhora na casa de câmbio do Iguatemi, não deixei barato. Sim, ela pode ter vindo do Jaçanã, mas o lugar não condizia com a atitude. Mesmo assim, fui educado na resposta.
Por fim, acho que elegância não vem de berço, como dizem, vem da alma. Você pode ter nascido numa família com dinheiro e terminar na maioridade roubando os outros, como meu amigo do post de baixo.
Ou fazer como a socialite que eu vi no Jô. Que ao servir lavanda pra uma visita, viu a mesma virar a vasilha achando que era refresco. E o que ela fez? Pegou a sua vasilha e thum, virou também. Perguntada sobre porque fez isso, resumiu: meu bem, e eu vou deixar visita minha passar vergonha na minha casa? Nem pensar (tá?).