Sexta-feira, Fevereiro 25, 2005


Passê composê envelopê totê

Imagina sua mãe receber uma pessoa no seu apê, a pessoa fingir que vai tomar água, ir no varal, roubar um jeans diesel, jogar pela janela, depois passar no jardim do prédio e fugir com a calça?

Imaginou? Agora imagina que essa pessoa é seu melhor amigo de infância. E que ele, antes de voltar à Londres, confessou tudo com orgulho a uma amiga que, também passada, resolveu contar ali, no happy hour?

Acho que a cara que eu fiz enquanto ouvia a revelação, só fiz quando vi a tsunami pela primeira vez na tv. E dá-lhe pérolas comprimidas no peito.

Enfim, após enviar um e-mail e receber uma resposta num nível baixíssimo, resolvi fazer luto simbólico e enterrar essa história. Isso porque teve gente que sugeriu até deu ligar pra imigração (rs).

Por fim, me consola 2 coisas. Primeiro, saber que me livrei de uma calça mais justa que minha reputação permitia usar. Segundo, que o ex-amigo mau caráter também não poderá usar... Ah, num contei não? Ele é gordo.

escrito por MIM - 7:49 PM

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Quinta-feira, Fevereiro 17, 2005


Bonequinho Féshionzinho da Troll

Além da pizza, do chorinho e da pretensiosa cosmopolitice tupiniquim, Sampa tem mais um produto de exportação a se orgulhar: o Bonequinho Féshionzinho da Troll.

Numa cidade sem inimigos naturais, onde inexiste a palavra coió, eles se multiplicam, serelepes, pelas ruas dos bairros dos bacanas. Quer ser um deles? Atente pra regrinhas simples e se joga:

1. Desfilar de Commes Des Garçon no pé ou Von Dutch na cabeça é mais importante que futilidades como comer, beber, etc.
2. Seja qual for a pergunta, responder: eu trabalho com moda! (assim, vago mesmo).
3. Impreterivelmente morar na zona sul (e nunca mais esperar o metrô abrir depois da balada).
4. Matar ou morrer por convites dos desfiles (e no fim se conformar com o backstage).
5. No Rio, venerar o porão Fosfobox. Em Sampa dizer que D.Edge é tendência (mesmo sem grana pra ir).
6. Por fim, pixar todo e qualquer exagero féshion por partes do mortais, mesmo andando como se fosse uma árvore de natal tropicalista.


escrito por MIM - 3:14 PM

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Segunda-feira, Fevereiro 14, 2005


Hits de carnaval

O carnaval rolou. E como ninguém merece ficar na deprê vendo a banda passar cantando coisas de amor, juntei meus paninhos e risquei o chão de São Paulo que, bem ou mal, ainda é o túmulo do samba.

E ninguém pode dizer que não me esforcei. Cervejinha no calçadão, beckembauer no areião, Junior Vazquez na fundição, com o fantasma de (no mínimo) uma amizade mal terminada assombrando. Mas ainda assim valeu.

Entrar VIP na lista do próprio Vazquez em si. Ver de camarote a fantástica Kevin transformar a pista num studio 54. Estar entre amigos de chorar de bacanas. Foram hits de verão que fizeram valer cada minuto.

É claro que quando a serpentina acaba, os problemas ainda estão lá. A conta ainda ta furada, o trabalho te espera no escritório e ainda dói a tal relação citada lá em cima (se é que um dia a pessoa vai me perdoar).

Mas quando a gente se pega no sorrindo pro vazio, relembrando momentinhos mágicos, realiza que os problemas são meros coadjuvantes da vida... Que como diria Simone: é bonita, é bonita e é bonita

escrito por MIM - 3:11 PM

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Quinta-feira, Fevereiro 03, 2005


Budas, Givanchy e Day's off

Daí que tava contando pra uma amiga de trampo sobre as sucessivas merdas que ando fazendo na vida, assim mesmo, no plural, porque são muitas, e ela me soltou: olha, os Budas dizem que aqui se faz, aqui se paga.

Fiquei passado. Primeiro pela sinceridade. Segundo, porque eu realmente acredito nisso, saca?

Fazer merda faz parte do ser humano. Eu faço, tu fazes, ele faz, nós fazemos, vós fazeis e eles fazem. Mas quando a coisa começa virar crônica, ou você tomou laxante, ou realmente há algo de podre no reino da Dinamarca.

E eu to tão noiádo que me cheirei depois de escrever isso. E graças a deus senti meu Givanchy. Enfim, quem diz que reconhecer os erros é meio caminho andado, tá enganado. Infelizmente, isso só não basta.

Por isso, se vc andou aprontando mais do q devia e está com a consciência lá no inferno, como eu, melhor se mover. O caminho é longo e, pode acreditar, os Budas não brincam em serviço.

Obs: Esse que vos escreve irá tirar uns day's off pra tal missão.

escrito por MIM - 2:59 PM

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Jovem, culto, bonito e rodado
(mas quem não é?)

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