Segunda-feira, Janeiro 31, 2005
Moda Lounge
Dois motivos me impediram de comentar a féshion week que rolou recentemente. Primeiro a correria do fim de ano no trampo. Segundo, que minha visita ao evento foi breve. Mesmo q intensa (digamos assim).
Tudo começou quando meu amigo cliente me convidou pra visitar um dos lounges. Na verdade, umas salinhas apertadas, embaladas pela bebida grátis e DJs famosinhos. Matei a academia e fui.
Após fila de carros e de gente, cheguei. Na porta, gente deslumbrada de todo o tipo e espécie se acotovelava. Vi cenas que só tinha visto aos 12, quando o povo brigava pra entrar na nave da Xuxa no fim do programa.
Após esperar 30 min na porta, o amigo explicou: desculpa, é que vc chegou junto com a Tati Quebra-o-Barraco. Ah, tá, magina, quêisso! Lá dentro, pocket-set do DJ Lorca, muito champanhe e wannabes em profusão.
No fim, acabei não ficando com meu amigo, suei que bem um camelo sírio, exagerei no champanhe e fui pra casa com peso na consciência de ter faltado a academia. Acho que preciso rever meus conceitos.
Terça-feira, Janeiro 18, 2005
Odisséia
Você cansou do cabelo cacheado. E quer mudar o visú. Na enquete, os amigos dizem que tá bacana assim. Mas você ta decidido. Afinal é ano novo e ano novo pede mudanças.
Já no salão, toma um champa, faz o job description e sentencia: sapeca a tesoura! Ele começa. Você sorri. O assistente traz outra champa. Tudo anda bem. De repente: aquele olhar...
Você diz: o que foi? E ele: tem novidade na área, você vai a-do-rar! E você: não, não e não. E ele: não tema o desconhecido. E você, influenciado pelo livro de mitologia, cede.
O desconhecido, no caso, vem em forma dum creme cinza e uma chapa quente. Sim. Você sente os deuses vendo lá de cima. Quando tudo acaba, você está sem palavras.
Seu cabelo tá igual do Rick Martin da CARAS na sua mão. Você sente os deuses rindo. Ou melhor, rachando. Você, passado, levanta, paga e vai embora. Mas seu autocontrole não dura tanto.
Dois dias depois você tá de volta no salão. Ele entende e desfaz o corte. Você, saudoso dos cachos, liga pro amigo, que é curto e grosso: quem mandou? Agora não faz o Sansão.
Quarta-feira, Janeiro 12, 2005
Dorothy é que tava certa
Acho normal volta e meia querer morar no Rio. Como disse a Calcanhoto, cariocas são bonitos, bacanas, sacanas... Pré-requisitos básicos pra todo jovem de futuro (os feios que me perdoem).
Claro que Sampa tem suas virtudes. Mas nesse fim de semana, vendo aquele bando de casal coxinha na Häagen-Dazs da Oscar, de perna branca e bundão gordo, concluí que beleza local não é uma delas.
Mas mudar de cidade carece mais que beleza. Exemplo: hoje, após esperar 40 minutos por uma mesa no almoço, tive a cortesia de não ter a conta cobrada. Não imagino o mesmo num lugar fora de São Paulo. Você imagina?
No Rio, a experiência mais próxima disso foi pedir um papel e organizar a fila de espera do Felicce. Parece piada. Mas como Rio é Rio e a fila era uma 'bela fila', nem me importei. E atendimento na Bahia então? Um algo.
Enfim, por essas e outras que me conformo com Sampa pra morar, Bahia pra passear, Rio pra pagar de gato, Ceará pra andar de duna, etc. E quando fecho o ticket e a moça fala: só a ida? Eu falo: e a volta gata, e a volta!
Segunda-feira, Janeiro 10, 2005
Turista sim senhor
Tava na casa do amigão, festinha hype de fim de ano e tal, e sentencio: rapaz, põe uma roupinha pra gente ver os fogos no calçadão. E meu amigo: que roupinha filho, tô pronto.
Scanner óptico nele: camisetinha surrada, bermudão vermelho e havaianas. E eu pergunto: caraléo, cadê o branco? E ele: está na cueca.
Scanner óptico em nós (a turistada): tudo branco, novo e impecável. Logo, vem uma ponta de inveja da praticidade carioca. Conseguiria, eu, ter esse desprendimento? A resposta, negativa, veio no calçadão.
E, enquanto trocava idéia com gente like me, de branco, bem vestida e cheirosa (ou seja, turistas) agradeci por manter o espírito paulista do bom gosto, mesmo inebriado pelo furor carioca de ser.
Afinal, modelo verão, breja na mão e sotaque local é cool, mas modelo armani, sotaque east side e baby chandon arrasa.
Quarta-feira, Janeiro 05, 2005
Braços abertos sobre a Guanabara
Ei, mané? Grita o seu amigo com o beckenbauer na mão. Tá com o pensamento onde? E você, olhando o sol em cima do morro e seus amigos reunidos naquela Ipanema lotada, tava mesmo era pensando: catso, isso vai acabar.
Sim, acabou. Mas que foi demais, foi. Pra relembrar, seguem as melhores ouvidas pelas areias, baladas e calçadões do Rio:
. Só sou teu se tu for minha!
[dum local, após uma amiga dizer: pô meu!]
. Russa, dá essa língua pra mim!
[de outro local, p/ minha amiga loira]
. Cospe a cebola e beija.
[frase de incentivo. Detalhe, não tinha cebola na jogada]
. Vou abrir uma barraca de passada de parafina a 2 reais.
[tino comercial duma amiga, em Ipanema]
. Já a passada de parafina comigo de biquíni, custa 5.
[a amiga, se mostrando mais esperta que eu imaginava]
. Quem diria? Peguei praia com Sílvia Buarque e Tuca Andrada me serviu champanhe!
[duma amiga, passadinha do reveillon]
. Tô derretendo... E o Meridian também.
[bom, melhor não comentar]