Quarta-feira, Dezembro 29, 2004
Enfim 2005
Impressão ou esse ano deu uma embaçada pra terminar?
Porque ele até passou rápido, mas ver o marcador virar mesmo, como demorou. Chega 2006 mas não chega 2005 (caraca, essa foi péssima).
Mas isso está longe de ser uma reclamação. 2004 foi um ano bom. A saúde rolou legal, trabalhei bastante, experimentei o cabelo crescer, comprei uma Diesel preta, comecei a namorar e vi a Marina Lima tocar ao vivo.
Mas como nada nessa vida é unilateral, sempre sobram aqueles projetos que a gente nem começou e que a virada enche de esperanças em realizar: tipo comprar aquele duplex, viajar pra Ibiza, ou ganhar o corpo do Brad Pitt...
Ok! Talvez eu tenha exagerado um pouquinho em um ou outro plano pra 2005. Mas percebeu? Aí que está a delícia do futuro... Qualquer desejo ou plano ou esperança pode ser apenas viagem da nossa cabeça. Ou, quem sabe, a viagem dos nossos sonhos.
Feliz 2005.
Quarta-feira, Dezembro 22, 2004
A saga do amigo secreto
Chega fim de ano e começa a saga dos amigos secretos. Esse ano bati a meta de 4: um do trampo, um do grupo de conta (coisa de agência, abstrai), um da família e um dos amigos em si.
Logo, dúvidas de vital importância tumultuam sua mente: o que será que eu compro? Será que vou ganhar algo bacana? Será que o estacionamento do shopping tá foda? Será que o vendedor cute tem telefone?
A tensão aumenta quando você flagra a amiga de trampo na M.Officer (medo). E você faz um apelo a lojas de bom gosto. Esclarecendo que não tem nada contra quem compra roupa brega. Só contra quem te dá.
Então rola o primeiro evento. O dos amigos, ali no já hypado chillin da Oscar Freire. E entre risadas, momentos bacanas, drinks, loucurinhas, você entende o significado da brincadeira: que é confraternizar.
Mas atenção. Não vai achando que, por causa disso, o presente não é importante. Ainda mais se você me tirou. Nesse caso, pega a dica e se joga: o gorro Empório Armani tá barato e é lindo. Corre que dá!
Sexta-feira, Dezembro 17, 2004
Eu e eu
Vou viajar sozinho pro reveillon. Mas sem drama. Primeiro que vou encontrar amigos lá. Segundo que até curto uma aventura 'eu e eu', vez em quando. Cineminha sozinho então, cansei de ir.
Até mesmo pra sexo me viro bem. Mas nesse quesito faço questão de uma companhia. De repente até mais de uma... Duas, três... Bem, mas vamos mudar o assunto que o tema não é a festa do pijama.
Como tudo na vida, solidão também tem limite. Desconfio de todo mundo que é sozinho demais. Por exemplo, esses nerds que andam de cabeça baixa por aí (do tipo que veste Puma, sabe?), pra mim é tudo maluco.
O lance é que ás vezes a gente fica cercado de gente e nem percebe o quanto é solitário. Por isso, um tempo sozinho é uma boa uma chance de se ver, sem ser pelos olhos dos outros (nossa, que profundo, vou até reler).
Quanto ao reveillon, tenho certeza que vai ser ótimo. Não trocaria a programação nem a companhia por nada no mundo. Nem que você me convide pruma festinha num apê luxo, tipo no Marais, em Paris...
... Pensando bem, me convida vai! Mudei de idéia. Sou autosuficiente, mas não bobo.
Terça-feira, Dezembro 14, 2004
O preço da amizade
Daí a gente fala: amizade não tem preço. Pra todas as outras tem MasterCard... Certo? Errado.
Quem tem amigos de longa data provavelmente percebeu que amizade é tipo casamento. Se marcar, até mais intenso. E, como todo relacionamento, também tem sua ralação de troca.
Eu não me importo em trocar com meus amigos (êpa, no bom sentido). Entendo seus gostos, logo, entendo seus valores. Para a maioria, esse valor custa somente reciprocidade. Para outros, é um pouco mais.
Quem tem amigos, tem de saber respeitar suas cobranças e diferenças. Mas confesso certo cansaço pra com o amigo que exige, sabe? Tipo atenção, tempo, exclusividade. Às vezes isso atinge um desgaste sem volta.
E, como nem tudo está ao nosso alcance, infelizmente a gente também tem que saber a hora da relação terminar. Uma pena. O triste é não poder dizer: a gente termina, mas a amizade fica. Mas fica a saudade e o respeito.
Quarta-feira, Dezembro 08, 2004
Presente do Indicativo
Num passado (não tão) distante, você matava aula na faculdade para dar rolê no Parque do Ibirapuera com seus 2 melhores amigos e um beckembauer no bolso.
O tempo passa, o tempo voa. A poupança Bamerindus nem existe mais. Amigos casam. Você vira um publicitário. Amigos vão morar no exterior.
E quando você está crente de que sua vida jamais será a mesma... Thuns... Lá está você, dessa vez matando o trabalho, novamente com seus 2 melhores amigos e, claro, um beckembauer no bolso.
Horas depois, trocando idéia numa padaria bacanuda dos jardins, vocês chegam a conclusão de que a vida no passado, com muita diversão e pouca responsabilidade, sim, era boa.
Mas o presente, onde vocês são donos do próprio nariz, ganham o próprio dinheiro, conhecem as delícias da luxúria e, graças a deus, tem discernimento pra não usar semi-bag, é in-fi-ni-ta-men-te melhor.