Sexta-feira, Fevereiro 27, 2004
Quarta, quinta, sexta, sábado, domingo de cinzas...
Voltar do carnaval é sempre duro, no bom sentido, claro. É foda cê estar sentado no calçadão, de sunga, batendo papo com os amigos num dia, e no outro estar de frente p/ marginal pinheiros, entre cigarros e copinhos de café.
Eu fico me sentindo tipo o Bruce Willis em 12 macacos, indo e voltando do passado bacana prum futuro de pernas pro ar. Ou então, naquele clipe do Groove Armada, q a mina tá no escritório e relembra em flashbacks a viagem absurda num pico tipo Ibiza. A balada, as amigas, os brotos... (ai)...
Mas enfim, a vida continua. Vai umas dicas de como suportar a volta à rotina, ao lar, ao trabalho ou ao namorado mala q vc deixou aqui:
. Não volte de avião. E muito pá-pum. Prefira ônibus, carro, charrete, o q for. Afinal, vir sofrendo na viagem já te conscientiza do te espera.
. Não vá. Isso mesmo, não viaje p/ nenhum lugar, continue com sua rotinazinha uó. Afinal, se vc nunca souber q lá é bom, jamais vai reclamar que aqui está ruim.
. Não se divirta tanto. Ok, vc viajou, + ainda pode fazer programas chatos, como visitar av. famosas, ver carros os alegóricos estacionados na rua ou pegar trilhas com chuvas por aí (medo horrível de 1 certo alguém ler isso). Assim, vc vai voltar achando que aqui é + legal q viajar.
. Diga q vc chegou dum retiro na Índia. Pronto. Essa é a deixa p/ vc mudar de vida, mandar esse namorado mala pras picas e chutar o pau da barraca... Daí é só por 1 bindi na testa e comer com a mão (direita), q todo mundo vai acreditar na sua história.
E boa sorte!
Quinta-feira, Fevereiro 19, 2004
A pegadinha do carnaval cultural
Há quem diga q sampa é uma delícia no carnaval. Ok, a city até que fica mais calminha. Mas daí pra delícia é meio exagero. Até porque, p/ mim, sinônimo de delícia é o brownie com sorvete do América... Ou o abdômen do 50 cents (já viu? Tipo absurdo).
Mas aí neguinho anda numa fase cult, um algo cosmopolita e toma uma decisão drástica: não viajar no carnaval. E passar 1 feriado urbano, curtindo as 'tais delícias' culturais da capital.
E enquanto o Brasil se esbalda na avenida, vc pega seu Guia da Folha, põe seus óculos escuros e leva toda sua cosmopolitisse p/ exposição do Picasso. Chegando lá a primeira surpresa: 6 horas de fila entre pessoas nada cults. Mas vc sacode a poeira, dá a volta por cima e opta por 1 cineminha. No Espaço Unibanco. E thum, outro golpe cultural: tudo esgotado até o domingo.
Jé meio perdido e um tanto faminto, resolve mandar a cultura pras picas e tentar um lanchinho no Spot... Que está lo-ta-do. E vc não passa nem da porta giratória. Por fim, entrega-se ao triste fato de que sampa é sim o túmulo do samba. E do seu feriado também...
Claro que isso é só 1 suposição de mentirinha, né? O carnaval está aí, se joga. E caso vá pro Rio, nos vemos por lá.
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Em tempo, o antenadíssimo trip session aí do lado (também indicado no blogger.com) é ótima pedida p/ saber o melhor da cena paulistana. Privilégios dela, uma mocinha muito bem relacionada, q tem acesso a tudo q vai rolar, antes mesmo da sair do forno. Enjoy it!
Segunda-feira, Fevereiro 16, 2004
Eu entendo o medo de academia
Sim, afinal, 1 pico onde os homens gemem alto e as mulheres se vestem como piranhas venuzianas não é encorajador. Eu pelo menos, quando levanto peso, tento não gemer alto. Já o lance das venuzianas...
Na academia o povo é + em forma, logo, quer mostrar + o corpo. Mas do jeito q tá na minha, periga a direção pregar na parede 1 tabela limite entre o conforto e a falta de vergonha na cara.
Treino com 1 loira q eu admiro a coragem. Ela tem uns colants tão pequenos e justos q perto dela a Valéria Valença faz a linha Talibã. Se não bastasse isso, ela usa repicado no cabelo. Ma fala se não é corajosa? (e provavelmente sem amigas).
E bermuda ciclista? Daí q o povo acaba a aula e fica desfilando com aquele atentado ao mau gosto. E geralmente são meio gordinhos. Eu quando vejo 1 mudo a direção. Não quero constranger a pessoa com a minha cara de vergonha empática.
Mas ninguém vence os de shortinhos com abertura lateral. Tem um cara q é, digamos assim, superanimadinho. Vive dando 1 pirueta, 2 piruetas, bravô, bravô, e volta e meia deixa escapar uma polpa da bunda. Eu não me importaria em ver a polpa do professor de glúteos. Já dele, eu me importo. E quando ele está num pólo, tô em outro.
Enfim, chegar de primeira numa academia pode ser broxante. Dependendo da sua sensibilidade, até traumático. + ainda assim vale a pena. Vai dizer q tudo durinho não é + gostoso? Agora, se vc tem medo assim mesmo, só torça pro look venuziano nunca virar tendência.
Quinta-feira, Fevereiro 12, 2004
Jeansneration
Tinha um reclame das antigas cujo jingle dizia: liberdade é uma calça azul, velha e desbotada. Claro q não lembro de memória, pois só nasci no fim dos 70, mas vi na tv outro dia e pensei, cá com meus botões, que se tem algo q eu sou viciado é num bom jeans.
Afinal, hoje em dia dá p/ fazer tudo de jeans, né? Se tem reunião: 1 jeans escuro. Festa na fundição: jeans justo. Jantarzinho bacanudo: jeans conceito. Amasso no carro: jeans com zíper. E por aí vai.
E hoje fui almoçar no Igua, passei na frente da iódice e não deu outra. Levei logo 2. Pois na minha modesta opinião, em se tratando de jeans, parabéns pro Waldemar. Mas escolher 1 calça bacanuda requer alguns cuidados básicos. Afinal, cê ñ vai querer comprar 1 lance p/ não usar. Pois bem:
. Jamais experimente um jeans sem tirar a camiseta. Tire tudo. Vc tem q se ver só de jeans e tênis, de preferência num espelho frente e verso. Afinal, é esse o jeito q vc vai se ver na balada (e os outros tbm). Eu, por exemplo, simulo até garrafinha d'água no bolso (sim, sou surtadinho mesmo. Ainda + sendo pré-carnaval).
. Se vc tem menos de 70 anos, pe-lo-a-mor de Versace, calça cintura rolê jamais! Jeans tem q ser baixo. Ok, não precisa fazer a Britney, + tem horas q 1 cofrinho ou a Calvin Klein aparecendo faz toooda a diferença.
. Ter pelo menos 1 jeans justo é como respirar ou fazer academia, ou seja, necessário. E não pense q é (só) coisa de gay pois mulher pode até dizer q não, + se amarra numa bunda dentro dum jeans agarradinho. E cai bem mesmo sem o corpinho 100% em cima. Seja autoconfiante e se joga.
. Agora, se vc tá na dúvida entre o rajado boca-de-sino, o branco semi-bag e o rasgadinho com tachinhas, aí, meu caro, essas dicas não vão te ajudar. Afinal, como diria um amigo meu: a gente pode tirar o mané da ralé, não a ralé do mané!
Terça-feira, Fevereiro 10, 2004
Uma náite hollywoodiana
Que as náites em sampa são 1 loucura todo mundo sabe. Tem gringo q desacredita. E tem vezes q vc se sente naqueles filmes adolescentes do começo dos 90, onde tudo acontece (e quando eu digo tudo é tudo mesmo). A seguir, um roteiro q poderia estrelar um hollywoodiano adolescente:
20h Ação: A noite mal começou e eu já tô atrasado. Corro da academia. Junto com o primo e o irmão, entramos num surto de combina-terno-gravata-cinto-meia-sapato. A contragosto, encaro um gel no cabelo.
23h Comédia: Saio p/ primeira balada. Formatura no Clube Pinheiros. Me empolgo com hits da jovem guarda. Escondido da família, molho a mão do garçom. A tática funciona. Me pergunto pq não entrei p/ política.
1h Aventura: Corro no carro e visto 1 jeans e 1 camiseta previamente escondidas. Volto na festa. Roubo um bom-bom e via celular já combino a outra party. Saio correndo pro club.
2h Drama: No pico, corro p/ tirar o gel do cabelo. Meu amigo toma 1 fora. Aconselho ele a se jogar. Ele aceita o conselho. E se joga mais do q devia. Descubro q sou péssimo pra conselhos.
5h Suspense: Sou convidado prum chill-out numa cobertura. O convite dá o endereço, com hostess e tudo. Vou pro chill-out sozinho. Chego e cadê a hostess? Se colocou demais e tá passada na beira da piscina.
7h Terror: Conheço o dono da festa: de sunga de zebra, cinto, lenço no pescoço e sunglasses constanza (não, não tô inventando). Encontro uns conhecidos e resolvo não sair correndo dali. Uma drag de peruca azul sobe pelas paredes. Vejo meu amigo dealer. Agradeço meu amigo dealer.
9h Romance: O povo começa a ficar turvo. A new rich deslumbrada brega se joga na piscina molhando todo mundo. 1 cute boy, sentado do meu lado, pergunta se eu não quero sair de perto da bicha. Saímos prum lugar + confortável...
A partir daí é mistério. Mas digamos q não foi nenhum épico.
Quarta-feira, Fevereiro 04, 2004
Boneco Antenadinho da Mattel
Duvido q vc nunca tenha conhecido um. São tipo caça tendências. Consomem tudo antes de todo mundo e a-do-ram fazer mídia disso. Bonecos antenadinhos da mattel tem tudo p/ serem bacanas. Mas são 1 porre.
Daí vc está comentando q foi no Favela Chic e tem q ouvir q o lugar 'era' bom (assim, no passado mesmo) e q ele (o boneco) freqüentava muuuito antes de cair no mainstream. Mas hj só dá deslumbrado. E vc pode ou ignorar a indireta ou virar a taça na cara do sujeito. E se o povo ficar passado vc diz q é a última tendência de cumprimento em Zurique. E tim-tim.
Antenadinho q se preze tem q estar um step a frente da humanidade. Aquele CD, q vc só consegue ouvir da casa p/ trabalho e vice-versa, eles já ouviram há anos. Na web. Inclusive tendo linkado no blog. + hoje em dia não podem nem ouvir falar. Datou. Virou hit de FM.
Não vou nem entrar o mérito da vestimenta. Não quero parecer preconceituoso só pq o cara tá de vestido triângulo escaleno por cima do jeans rasgado, mulet e sapato de tachinhas da comes des garçom. Já dividir a mesa com alguém assim são outros 500, afinal, vc tem 1 reputação a zelar (ou pelo menos acredita q tem).
Atenção você, boneco antenadinho da mattel: antenar-se p/ o q rola no mundo é cool e necessário, + faça como a finada Buffy e use seu poder pro bem. Afinal, de boneco antenadinho p/ boneco malinha, basta só mudar o rótulo da caixa, pq dentro, o brinquedinho é o mesmo.