Sexta-feira, Maio 30, 2003


Cê é um garoto esportista?

Não faço trabalho voluntário, não passei na poli-usp e não levei ouro em cannes (aliás, nem prata e nem bronze), mas tô orgulhoso de mim pq consegui um feito quase impossível: diminuí a barriguinha (pq sumir q é bom, necas).

Quando você trava uma batalha contra os lipídios, num primeiro momento se acha meio neurótico. No meu caso, inteiro neurótico. Mas a real é que sua vida fica melhor, porque apesar da futilidade do objetivo cê passa a comer menos porcaria (ou pelo menos tentar, o que já é bom) e fazer exercícios, tipo andar com o cachorro ou correr no parque. O segundo step é a academia. Chegando lá, aquele som, aquele gente, e rola a síndrome do deslumbramento fitness. De repente cê se vê comendo nutry (o de chocoltae não vale) e pronunciando palavras como spinnig e remada supinada. É quando cê vira um garoto esportista.

Existem vários tipos de garotos esportistas. Na minha academia consigo identificar alguns: o telespectador é aquele q é assíduo mas não faz nada, fica pra lá e pra cá, olhando. O neurótico é aquele q treina tipo 3, 4 horas, total hedonista, não é bombado mas é quase barbie. Barbies são os de músculos bombados, roupas colantes e papo sobre anabolizantes. Os spinningboys são atração por gritarem e se excitarem demais nas aulas. Já o colunista é o que vai lá só pra fazer a social. Tirando os barbies, todas as categorias se aplicam à mulherada também.

Neuras a parte, acho q fazer uma atividade é importante. Corpo são é mente sã. No meu caso vem de sangue, minha mãe era prófi de ed física. Por causa dela, sábado passando fui às 8 da manhã no ginásio do Ibira ver a seleção de vôley. E nessa quarta, fui de bate e volta pra Santos assistir o jogo no estádio. E olha q sou corinthiano.
escrito por MIM - 2:04 PM

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Terça-feira, Maio 27, 2003


O visú Matrix e o dia a dia
Já viu matrix reloaded? Pode ver cara, é um bom filme. Boas lutas (apesar do pouco sangue) boas cenas de ação e tem até espaço pra romantismo. A roupa da galera é um capítulo a parte, cool, urbanóide, algo S&M. Depois do filme fiquei imaginando se daria pra usar aqueles modelos no dia a dia. Sabe que até rola?

Neo, o fodão, voa pra lá e pra cá numa capa monástica. Sei que em mim não fica legal, tenho só 1,70 e sobretudos me deixam anão. Acho que de couro só tenho casacos. Uma vez experimentei uma calça. No zulu tinha ficado linda, já em mim... tsc, tsc. No filme, Neo veste uns suéteres cinzas, detonados, a trama meio q rasgada, cool. Tenho um branco m.officer que vou detonar pra ver se fica igual. E sendo m.officer será um prazer.

Esse visú da Trinity parece latex com couro. Bem dark, combina com o lance dela se jogar animal em tudo que é cena. Se você acordar hoje e achar que entre uma reunião e outra vai pular duma moto num mortal, essencial ter um macacãozinho daqueles no closet. Não amassa aí é só enxugar o suor da testa e entrar na reú. Não indico pra homens não, imagina pêlo no látex? Deve doer!

O Morpheus no casaco de crôco parece com um diretor de criação que eu conheci. Lógico que cara não era tão istáile, era gordo e suava como um porco. Aquele coach deve custar uma fortuna, não dá pra usar em qualquer lugar. Mas garante tratamento vip em qualquer Champs Elisee, Rodeo Drive ou Times Square da vida.

Se cê for mulher e tiver a bunda e os peitos da Persephone, manda ver no vestidinho de látex dela. Ideal pra quando a festa estiver chata e você cansada da solidão. Então cê acende um cigarro, dá aquela cruzada de perna à la sharon stone, pede um champanhe e se prepara pra fila.

Todos são indicados praquelas festinhas de publicitários, tipo clube de criação e afins. Já foi? Eu adoro, parece velório futurista. Todos de preto, um querendo ser mais moderno que o outro. O problema é levar a moda muito a sério, num pode né. Lembro duma matéria que dizia que a Fernanda Lima num vestido da Sheila Mello ficaria linda. Já a Mello num vestido da Lima, continuaria brega. É tipo free, questão de bom senso.
escrito por MIM - 4:24 PM

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Segunda-feira, Maio 26, 2003


Pra quem não é careca!
Quando era adolescente tinha cabelo comprido, aí já viu, praia, sol, o cabelinho sofria, mas eu nem thuns. Hoje eu mesmo corto com máquina maneira que comprei no promocenter.

No carnaval no Rio, city bombando, vários amigos e gringos usando moicano e eu fiz um, numa barraquinha do posto 9. E ficou demais, secava rápido e pra sair era só passar um wax wather, estilo dirty. Sair de moicano com o oaklei de lente vermelha do meu amigo Com era maior visú. Mas chegando aqui eu passei zero, no Rio eu era apenas mais um mas aqui chamava muito a atenção.

Sábado fui num cabelereiro de verdade consertar o estrago. Adorei, mas percebi que pra ir todo mês é bica no bolso. Imagino a grana que a mulherada não gasta. Quando cê vai cortar num pico tipo como o que eu fui, eles cobram pra lavar, pra secar e até a água que cê toma, com os devidos 10% do garçom. E antes que você fale que cabelereiro é coisa de fag, tinha um monte de homem lá, blz? Tá bom, confesso que acho meio fag mesmo, mas o que fazer se o único cara que me deixou respeitável foi lá. Mas além de cuidar da imagem, ir num lugar desses é divertido.

O cara que corta (o ângelo) tem quase a minha idade. Então a gente fica conversando sobre temas importantes da humaninade: como suplementos, bazares cool ou se a balada vai bombar ou não. E tem as meninas que fazem massagem na sua cabeça, dilícia. Cê também pode ler todas as revistas bagaceiras do mundo, porque ninguém vai te malar, no máximo uma madame pode se sentir a vontade em comentar sobre o romance da Vanessa Camargo. Mas aí é só fingir que não ouviu. E sente, lá ainda estava passando o DVD do Moby. Não sensacional? E tinha uma mina do meu lado que parecia muito a Daniele Winits. Ela tava com uma toalha na frente e outra na cabeça, não consegui ver se ela tinha peitão ou era loira. Ficamos vendo a TV quando ela me perguntou: Quem é esse careca? E eu: O Moby. E ela: Hã? Ah, tá!... Desconfio que seja ela mesmo.
escrito por MIM - 12:13 PM

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Quarta-feira, Maio 21, 2003


Um cara atrasado

Admito! Sou um cara atrasado! Mas peraê. Não é que eu use calça semibag ou ache que lugar de mulher é no fogão (mesmo achando q atrás do volante é que não é), digo atrasado no sentido real da palavra. Me atraso prum monte de coisas e sinto maior culpa por isso. Mesmo acordando cedo chego atrasado no trabalho (bom, talvez isso não sinta tanta culpa) e também costumo atrasar pra outras coisas como a ioga, almoço com familiares e festas de amigos.

Mas se você vive numa grande metrópole, provavelmente deve ser igual ou pior que eu. Porque meus atrasos não são assim tão graves, geralmente 15 minutinhos, então você pode chegar numa reunião e dizer que está no tempo de tolerância. Amei esse termo, ouvi duma mulher que chegou esbaforida numa reunião e agora é quase um mantra.

Gente como eu corre pra lá e pra cá, é escravo do tempo e nem sonha em viver sem relógio que enlouquece. E eu tô louco agora, porque tô sem! Ganhei um CK até bonitinho mas não uso relógio fininho, já meu timex ficou ultrapassado e não dá pra usar, vai que alguém vê, já o meu nike vermelho, companheiro de longa data, resolveu quebrar a pulseira. E minha vida virou um martírio porque ele é de NY e nenhuma loja me diz onde ou como eu posso trocar a pulseira. Algumas me dão um telefone dum lugar no Brás, que eu nunca ligo porque não tenho tempo de ir até lá. Um inferno!

E lembrei da forma que solucionei o mesmo problema com os óculos escuros, ou seja, afanar um do namôu. E fui na gaveta dele e achei um timex verdinho, modelo novo, tudibom! O problema é que ele consegue ser mais escravo do tempo que eu, desmascarou meu lado winnona e me fez devolver. Catso, estou meio sem rumo e fico olhando as horas no visor do celular, deixando as pessoas intrigadas se estou esperando alguma ligação que nunca vem. Putz, tô atrasado pruma reú de briefing.
escrito por MIM - 1:21 PM

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Segunda-feira, Maio 19, 2003


Sábado no Lov.e

Este sábado o Reano tocou no Lov.e. Era aniversário dele e os amigos compareceram em peso. Eu gosto do Reano e do techouse que ele toca, muito melhor que aquela lenha chata das nights de sábado. Enquanto fazia a social na porta, um carrão parou no manobra expelindo de dentro 2 figuras medonhas: 1 paty bêjo com calça justa e bota cowboy e um coxa lango-lango de calça santropeito e camisa red velvet. O mais aterorizante ainda estava por vir. Fiquei ali no freji quando alguém disse, fala sério que eles vem pra cá!? E os dois passaram por nós e entraram de VIP, ainda por cima!

O perfume da vagaba nem dissipou quando começamos a questionar o quanto o clubinho, que pra minha geração foi o supra-sumo de tendências, música e comportamento, estava diferente. Quando começamos a sair de verdade o Massivo já não era mais aquele e o Hells estava no final. Aí surgiu o Lov.e. A Vila Olímpia ainda era um bairro legal (sim, ele fica lá) e a gente inocentemente debatia se lov.E significava 'Love Ecstasy'. Ali, vi pela primeira vez gatinhas dando sexyshows na pista, tomei minha primeira bala, fervi na salinha supervip e no banheiro-lounge, onde os seguranças pediam pra galera fazer fila e esperar pra acender o baseado só lá dentro. A dorswoman, Dri Rechi, uma morena linda e tatuada, já advertia na porta o que os coxas iam encontrar. E tinha aquela placa absurda: mantenha o respeito, não toque nas pessoas que não pediram por isso (era algo assim, lembra?).

A real é que na minha última ida ao lov.e a noite começou alegre e virou um mangue. Numa briga feíssima com uma galera do jiu-jitsu saí com o nariz arrebentado, meu irmão com a camisa toda rasgada e o marcos com um corte na boca. Deprê! E sábado voltei lá só pra constatar com tristeza que realmente o pico não é mais o mesmo e que não é mais pra mim. Só gente feia. Mesmo assim isso não tirou o brilho da noite, o som continua bom, tava com um óculos mara, as amigas umas fofas e a salinha supervip vendendo champanhe. Básico pr'uma night legal. Então brindei àquela que poderia ser a última, encerrando uma época de diversão e inocência, que não volta mais.

DROPS DROPS DROPS
. O que foi o eclipse da semana passada? Saímos da ioga direto pro vão ali do Spot, deitar no chão e ver o show.
. A Benedito Calisto confirma o hype do sábado. Sempre cheia, sempre com gente bonita, sempre do bem.
. A feirinha do Bexiga é tudo. Lá comprei meu Porshe Design (q eu perdi nessa briga). Este finde achei um igual.
. Ontem fui ver A Besta na Lua, no Teatro Augusta. Muito legal, mas uma tristeza sem fim. Vale a pena ver!
. Meus amigos metem o pau no blog, se recusam a postar comentários e ainda me enchem o saco. Os daqui exigem atualizações semanais, os de fora exigem notícias de sampa. Eu mereço?
escrito por MIM - 3:08 PM

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Quinta-feira, Maio 15, 2003


Quem não tem colírio

Foi assim, um dia fui numa festinha, drinks, aditivinhos e tal aí meti o pé na jaca. No outro dia no trabalho, puta cara horriver e eu não tirei o óculos. Quando olhei pro lado, vários que tinham ido na festinha estavam igual. E ficou algo generalizado, gente de óculos escuro da criação ao atendimento, se cruzando no corredor com aquela cara péssima por trás do oclão.

Fala sério, tem coisa mais essencial que óculos escuros? Na rave, na São Paulo Féshion Week ou no posto 9 todo mundo tá lá com o seu. Tem black, dourados, de lente clara, de oncinha porque óculos deixou de ser acessório descartável pra virar artigo de primeiro necessidade. Hoje é incrível, cê vê imitação dos modelos mais cool até em camelô da paulista e tem neguinho usando em tudo que é lugar. Eu acho essencial por vários motivos.

Cê vai numa rave, x-demente, Level, ou qualquer techno party e todo mundo tem. Porque a gente pode fechar os olhos e pirar na música sem encanar se alguém tá olhando sua cara de doidão. Ou avaliar aquela mina ou aquele carinha dançando ali do lado. Ou pra quando sair do pico e estiver aquele puta sol. No carna do Rio meu amigo Com tinha até óculos só de balada, aqueles baratinhos que dão boa imagem. E ele ficou tão thums que perdeu 2, um em cada dia. Ontem ele me contou que perdeu outro, na Level, este sábado. Tá precisando fazer permuta com a chillibeans...hehehe.

Já na praia é questão de saúde porque protege do sol, além de manter sua dignidade após aquele charuto bob marley. Os de praia são bem mais coloridos e a galera sai com eles na balada deixando o Sirena mais alegre. Já em evento descolado e de moda é default. O povo faz carão só nos gucci, D&G e dior. Concordo que às vezes esses lugares moderninhos tem aquela luz branca broxante, mas se você não se chama Constanza, convenhamos que é o fim. Mas cada um é cada um, cabe o bom senso. Quando vejo alguém no carão lembro que encher a cara é humano e que eu um dia também posso precisar. E relevo.

Sempre quis ter um óculos maneiro (leia-se caro), só que eu perco todos ou eles se auto-destroem na minha mochila/trabalho/academia. Ter um bom óculos é questão de maturidade e está na hora de eu ter um legal. Tô namorando um gucci quadradão, mara, só que ele é um absurdo de caro. E eu me impus metas na vida, tipo quitar meus cartões e terei que adiar um pouco essa história. Enquanto isso, vou usando o antigo do meu caso, que eu afanei na casa dele ontem. Inda bem, porque hoje acordei e estava um puta sol.
escrito por MIM - 12:04 PM

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Segunda-feira, Maio 12, 2003


Historinha Macabra

Dança dos vampiros é tudo de cool, começando pelo título The Fearless Vampire Killer (or pardon but your teeth are in my neck). E o Polanski, super novo e bonito, além de dirigir faz o papel do ajudante do professor que persegue os vampiros, enquanto a diva Sharon Tate, a lindíssima mulher dele, faz uma sensual camponesa pelo qual ele se apaixona.
O filme é uma comédia de humor negro, mas o mais apavorante ainda estava por vir. Durante o filme a galera começou a comentar sobre a vida real do polansky, que dá mais medo que qualquer filme dele. O que rolou foi que ele e a mulher envolveram-se com a Helter Skelter, a seita do maluco Charles Manson que era moda entre os endinheirados de Hollywood no fim da década de 60 (impressionante a quantidade de famosos que entraram nessa barca furada). Nessa época ele lançou trillers absurdos, tipo O Bebê de Rosemary, com a Mia Farow, que também era da seita.

O fim dessa história virou um dos casos mais hediondos de Hollywood, com o Manson e seu séqüito invadindo uma private party na casa dos polasky e assassinando todos os 7 convidados, incluindo Tate, grávida de 5 meses. E comentando, minha mãe disse que lembra do caso e que ele foi acusado até de ser o mandante. Sem contar a história de assédio de menores, pelo qual ele está proibido de pisar nos EUA até hoje.
Na web achei um site que detalha hora a hora o que se passou dentro da casa, com direito a fotos e tudo mais. Big Brother Triller. E lá diz que os assassinos tomaram altas doses de MDMA e ácido antes. Manson e seus seguidores foram condenados à morte. Cabuloso, né? E pra findar o weekend, inda alugamos O Iluminado em DVD, pra mim um dos mais apavorantes clássicos do terror (junto com Pet Cemetery e Exorcista). Tô esperando alguém vir puxar meu pé à noite.

escrito por MIM - 3:31 PM

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Sexta-feira, Maio 09, 2003


Cansado de ficar em casa?

Ando caseiro! E tô ligado que por causa disso perdi coisas bem bacanas. Perdi o skol beats, perdi o stereototal ontem (só ouvi comentario bom), perdi as festinhas dos amigos e nem tenho saído na night. Mas nem por isso precisam ficar me chamando de imaculada, como andam fazendo.

Tento convencer meu subconsciente que só ganhei com isso, seja economizando em saúde ou em dinheiro, mas a culpa existe. E briga com meu eu. E ganha sempre. Porque no fim das contas acabo jantando fora muito mais, apavoro no chandon e pratos megalomaníacos e no fim me fuck do mesmo jeito.

Só que ultimamente não encontro uma night que valha a pena encarar o frio. Me refiro a pico com música legal e gente bacana. Será pedir muito? A Vila Olímpia não pára, me falaram dum tal Liquid Lounge que abriu e é lindo. Mas aquele bairro traz a tona meu lado ruim, vejo aquela gente e quero dar facada na bunda. Pior é saber pelos broguis cariocas que o Rio anda com umas nights bacanudas, tipo no 00, que eu não tive tempo de ir.

Pra reforçar a fase caseira, meu par ligou dizendo que comprou um DVD, vinho tinto e alugou sunset boulevard e a dança dos vampiros, do polanski (q faz exatamente 1 que venho procurando e dizem que passa toda semana no corujão). Lógico que será um programa delicioso inda mais se acabar como todos os outros, mas ficar em casa todo o finde já dá culpa. Será esse o destino dos notívagos paulistanos?

Ok, nada de pânico. Ao menos 2 boas notícias chegam em meio ao marasmo, a primeira é que o clubinho The Edge abriu ali onde era o Stereo e quem foi disse ser mara. Povinho friendly, decór superlegal e som honesto. A segunda é que o Ultralounge, preferido de 10 entre 10 fags hypes, reabre no próximo semestre. E li num site que o projeto vai deixar a casa ainda com mais cara de clubinho. Talvez eu esteja mesmo é ficando véio e sem saco, mas ao menos terei mais opções pra namorar fora de casa e tirar o modelo do armário (êpa, bom sentido).
escrito por MIM - 4:33 PM

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Terça-feira, Maio 06, 2003


Amo logo sofro... snif

Meus amigos, principalmente os perdidos ao redor do mundo, reclamam que só escrevo besteira e futilidade. É vero. Primeiro que de duro já basta vida (e outras côsas tão interessantes quanto) e segundo isso é um brogui, como diria o Lulu Santos, uma coisa que existe e não tem a menor pretensão de convencer. Mas passeando pelos broguis alheios notei que o assunto predominante é relacionamento. Ou melhor, os infelizes. Então, partindo do pressuposto que esse é um assunto sério, let's talk about.

Já ouviu a máxima que todos querem o que não podem ter? O solteiro quer namorar, o amado quer + amor, o encalhado quer beijar e até eu, super bem casado, me vi pedindo mais liberdade no relacionamento. Pode? Poder pode o problema é fazer por merecer. Eu por exemplo, merecia mesmo era um pescotapa, que graças a deus num chegou. Relacionamentos são assim mesmo e a partir do momento que existem, fomentam encruzilhadas, seja pra ir na festa do amigo dele que não vai com a sua cara a escolher o filme na locadora. Viver a 2 nunca teve manual de instruções e a maioria já está bem grandinha pra saber disso, então, nada mais justo que ser paciente com a pessoa que juntou a escova de dentes com a sua e até consigo mesmo, já que macaco, desde que desceu da árvore, há muito não olha o próprio rabo. Por isso, quando você pensar em fazer a Meg Ryan e começar um drama, conte até 3 e troque a briga por um bom beijo na boca. Agora, se a outra pessoa encanar com o ato oscular, aí o problema é com ela. Indique um bom psicólogo, compre uma camiseta bacanuda e se joga na balada, que aí fora tem um monte de calçado que vai servir direitinho no seu pé.

Aproveitando o assunto calçado, pé na bunda é outro tema super em pauta que costuma fomentar discussões acirradas e gerar linhas e linhas de lamentos. Pois bem, a real é que não somos os únicos a buscar nossa metade da laranja e isso se aplica à outra parte. Se a gente pode, o outro também. Tá certo que na prática isso não é nada simples e envolve sentimentos tão profundos que até froid penou pra entender. Sofrer um tempo após findar um namoro é direito, até um dever, mas insistir em ressuscitar morto e afundar em depressões pós-existencialistas, boy, é falta de amor próprio. Sai dessa! Um tempo atrás, tomando café com os amigos após chorar as mágoas um pro outro, acabamos rindo do quão engraçado a vida pode ser. Todos bonitos, saudáveis, com família até 40% normal (+ q isso é mentira) e mesmo assim reclamando? Tenha dó. Chegamos a 2 conclusões: 1, criar uma camiseta féshion escrito relationships are so difficult. 2, que a gente e esse povo está precisando mesmo é de um grande balde de roupa suja e uma pilha de louça pra lavar.
escrito por MIM - 4:22 PM

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Jovem, culto, bonito e rodado
(mas quem não é?)

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EU (ilustração)
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